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Brasil abre mercado para trigo russo, pondo fim à ‘luta’ requisitória de 9 anos

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Simões Filho tá Mudando
 

Um dos poucos pomos de discórdia nas relações russo-brasileiras, a questão das exportações do trigo finalmente ficou resolvida há poucos dias. A Sputnik Brasil recebeu a esperada notícia em uma entrevista exclusiva com o Adido Agrícola da Embaixada do Brasil em Moscou, Cósam de Carvalho Coutinho.

Recentemente, a questão de abertura do mercado brasileiro para o trigo russo que tem se arrastado por muito tempo entrou de novo em cena. Porém até hoje não houve qualquer informação oficial sobre a autorização final dada pelo lado brasileiro, e foi sobre essas expectativas que nós conversamos com o diplomata brasileiro.

Avanço sem precedentes

Entretanto, na conversa com a Sputnik Brasil, o senhor Coutinho informou que o ponto final finalmente foi colocado, e a partir de agora as peripécias burocráticas terminam e são as empresas privadas que entram no jogo. A história, de fato, foi bastante longa, relembrou o adido.

“Tem uma história, na verdade. Isso começou a ser discutido em final de 2008 e início de 2009 e culminou em dezembro de 2009 com a publicação da Instrução Normativa n.º 39, de 03.12.2009. O que é Instrução Normativa? É um ato regulador onde, no caso específico do trigo, se estabelece quais são aqueles requisitos de natureza fitossanitária para a entrada, ou seja, a admissão do trigo de qualquer origem, ou de qualquer produto vegetal ou animal, para a Rússia”, explicou.

Porém, na época, relembrou o senhor Coutinho, esses requisitos estabelecidos no documento eram muito difíceis de ser atendidos segundo a ótica do lado russo. Desde então, os dois lados começaram a negociar. Durante muitos anos, dava em nada, os órgãos não conseguiam acordar as suas exigências, até alguns dias atrás.

“E culminou toda essa etapa, de 2009 até agora, na semana passada, exatamente em 18 de abril, [quando] foi publicado um ato normativo, que é a Instrução Normativa n.º 15 [o respectivo documento está à disposição da Sputnik Brasil]. E essa Instrução n.º 15 altera o que a Rússia solicitou que fosse alterado e que a Rússia disse que dessa forma podia cumprir. Então, em outras palavras, quer dizer o seguinte: desde o dia 18 de abril de 2018, tão logo foi publicada essa Instrução Normativa n.º 15, a Rússia já pode exportar trigo para o Brasil”, comunicou o diplomata.

Segundo precisou o alto representante, agora é somente uma questão comercial entre os exportadores russos e os importadores brasileiros. Porém, a embaixada já está recebendo informações de que “está havendo tratativas das duas partes”.

O adido fez questão de sublinhar que, com esse passo, a parte brasileira mostrou disponibilidade em cooperar, satisfazendo os pedidos de seus parceiros russos.

“Quero deixar isso bem claro, [foi atendido] aquilo que foi solicitado, nesse caso, pelo Rosselkhoznadzor [Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária]. Estou falando de aspectos de natureza fitossanitária, que eram o único impedimento. Até então, o lado russo achava que era muito restritivo o que o Brasil estava exigindo, e aí se levou negociações durante esse período todo, e agora a Rússia já pode exportar o trigo”, detalhou.

Prazos e expectativas

Então, agora a questão principal consiste primeiramente em quando, afinal das contas, o trigo russo poderia ficar à disposição dos consumidores brasileiros. Porém ainda é difícil indicar um prazo concreto, disse o diplomata.

“Não existe um prazo. Agora é a questão comercial somente. Eu lhe diria que o prazo aí depende de ajuste de preço entre as partes. O governo está fora dessa negociação a partir de agora. O papel do governo é regulamentar, nesse caso, [se trata das] exigências de natureza fitossanitária. E então, como é que se fez? Se fez a partir de análise de risco que se faz. Bom, feita a análise de risco, chegou a um acordo com país. O governo agora sai de cena e aí é agora coisa de privados. O exportador russo e importador brasileiro”, explicou o senhor Coutinho.

Obviamente, a respectiva abertura tem o potencial de influenciar bastante o balanço comercial entre os dois países, tanto mais que este nicho no mercado do Brasil ainda não está completamente lotado.

Segundo explicou o diplomata, o Brasil consome historicamente próximo de 12 milhões de toneladas por ano, produzindo cerca da metade disso, que, claro, nem se compara com a Rússia, maior produtor de trigo no mundo, com seus mais de 130 milhões de toneladas produzidas e cerca de 50 milhões de toneladas exportadas.

“Quer dizer, o Brasil tem um déficit de mais ou menos 6 milhões. Estou dizendo em linhas gerais, pode ser um pouco mais ou um pouco menos, depende do ano e depende da safra. Mas em média são seis [milhões]. Se você colocar um déficit aproximado a seis milhões, isso quer dizer que o Brasil tem que importar 6 milhões de trigo. Hoje, o maior fornecedor desse trigo ao Brasil é o Mercosul, ou seja, Argentina, Uruguai e Paraguai”, adiantou.

No entanto, não são apenas estes países que fornecem os restantes 6 milhões de toneladas que o Brasil importa. Temos também os EUA e o Canadá. Deste modo, o Mercosul, em média, exporta para o Brasil cerca de 4,5 milhões de toneladas, inclusive por agir no âmbito do acordo comercial e por fazer parte do bloco, e sendo privado de taxação do trigo.

Já no caso de fora do Mercosul tem taxação, porém, esse procedimento também pode logo ser modificado, segundo nos revelou o senhor Coutinho.

“[Outro] trigo está taxado na faixa de 10%, qualquer trigo — o trigo russo, canadense, norte-americano. Existe também [a proposta] que já foi levada à votação na SECEX [Secretaria de Comércio Exterior] de que o Brasil está tentando uma cota de 750 mil toneladas anuais sem taxação, ou seja, seria o trigo russo tendo iguais condições com o da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. Mas pode ser também canadense ou americano. Isso deve ser votado agora no próximo mês de maio”, informou.

Possíveis obstáculos

Dessa maneira, agora, que a Rússia entrou no mercado, tem que ser competitiva para conquistar o mercado do país verde-amarelo. É bem evidente que um dos fatores é o preço, como é sempre nas relações comerciais. Já neste contexto, dada a distância entre os nossos países e o custo de transporte, seria justa uma preocupação de que isso seria um obstáculo para o êxito do trigo russo no Brasil. Contudo, o diplomata brasileiro rechaçou tal teoria, afirmando que esse problema é fácil de ser resolvido.

“Eu acho que o fator do preço é importante, mas ele não é o único fator determinante. Eu creio que, dada até minha experiência do mercado… O preço é uma das coisas que vai levar o importador a tomar a decisão. Mas você tem a questão também de qualidade, você tem a questão de acerto do modo de pagamento, faz parte de um pacote. E você também tem a questão da continuidade de fornecimento, que também é um fator de importância muito grande para o comércio nacional”, opinou.

Para concluir, o diplomata sugeriu de que modo isso poderia ser feito:

“Eu imagino um modo que poderia funcionar. Por exemplo, a Rússia é um grande importador de soja brasileira. E o mesmo navio que vem com soja de lá para cá, pode ser o mesmo navio que leva o trigo para lá. Se isso for levado a cabo, só uma operação já diminui bastante o preço.”

SPUTNIK

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Irmã de Ayrton Senna é cotada para assumir o Ministério da Educação

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Irmã de Ayrton Senna é cotada para assumir o Ministério da Educação

Cotada para assumir o Ministério da Educação no governo de Bolsonaro (PSL), Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, se reuniu nesta quarta-feira (14) em Brasília com o futuro ministro Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Viviane é irmã de Ayrton Senna, piloto tricampeão mundial de Fórmula 1.

Em nota, o Instituto Ayrton Senna afirmou “que foi convidado pela equipe do governo eleito para apresentar um diagnóstico e caminhos de melhoria da educação brasileira”.

Também participaram da reunião a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) e membros do Movimento Todos pela Educação.

O deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP), que também está na briga para ser o ministro da Educação, não foi convidado para a conversa.

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BOLSONARO CRIA O “MENOS MÉDICOS” E DEIXA 24 MILHÕES DE BRASILEIROS SEM SAÚDE

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Bolsonaro cria o ‘Menos Médicos’ e deixa 24 milhões de brasileiros sem saúde

Do Blog do Esmael – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deu mais uma mostra de irresponsabilidade ao criar o ‘Menos Médico’ e provocar o fim do programa Mais Médico. Com isso, cerca de 24 milhões de brasileiros ficarão sem assistência médica no País.

Sempre com viés ideológico, Bolsonaro finge apoiar os profissionais cubanos ao dizer que defende o pagamento integral aos médicos cubanos. O presidente eleito deveria, antes de tudo, zelar pelo salário digno aos brasileiros, bem como pelo atendimento decente na saúde de seus compatriotas.

“Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, discursou Bolsonaro.

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, lamentou o fim do vitorioso programa Mais Médico criado no governo Dilma Rousseff.

“Os médicos cubanos não mais participarão do Mais Médicos. Fiquei triste pelo povo brasileiro que é tão bem assistido por eles. Vi esse programa nascer e ajudei a implementá-lo. Mas entendo as razões: o desrespeito, ameaças e violência com que Bolsonaro trata Cuba não lhes deixam em segurança”, criticou a parlamentar.

Bolsonaro deixa os 24 milhões de brasileiros sem atendimento à saúde em nome do combate à “ditadura cubana” e de seus caprichos ideológicos de extrema-direita.

“Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos”, vomita.

Milhares de brasileiros podem morrer pela falta que os médicos cubanos farão nos mais longínquos rincões, no Brasil profundo. É bom já ir acostumando.

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Villas Bôas e Bolsonaro: o motim se alastra e chega ao Planalto

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Por Mário Vitor Santos – no 247 – A reveladora entrevista à Folha do general Eduardo Villas Bôas traz conclusões de que muitos já adivinhavam mas que são surpreendentes quando afinal vêm à tona em toda a sua realidade. Surpreende a falta de continência (com trocadilho) com que o representante maior das Forças Armadas assume sem pudores o gesto de intervenção militar nas decisões da Justiça.

Da voz do próprio comandante vem a público agora, meses depois, o péssimo exemplo dado aos seus iguais e subordinados. Ao pressionar explicitamente o Supremo Tribunal Federal em abril deste ano via twitter para não libertar Lula e assumir que calculou intervir, Villas Bôas descumpriu o decreto 4.346, de 2002, que proíbe aos militares brasileiros envolver-se em assuntos políticos. De quebra, o general descumpriu também o próprio Regulamento Disciplinar do Exército que classifica manifestação política como transgressão disciplinar.

Se não é para cumprir as regras que o próprio Exercito cria internamente e nem também as que o país determina democraticamente, o que então faz um comandante de Exército? Será que já vivemos um regime de exceção, estamos de volta ao pesadelo da ditadura de 1964? Os militares já controlam de novo os poderes da República? Como era de se esperar, o STF, em tese responsável pela defesa da legalidade, calou-se, submisso. Um general ameaça o poder democrático e nenhum poder o reprime.

O país está diante de uma situação de aberta ilegalidade, incompatível com a democracia. Há uma força militar que já não presta mais contas a ninguém. Criou-se um poder que pode tudo, sem rédeas, sem respaldo na Constituição. Os militares precisam se dar mais respeito. Suas aventuras por trilhas no passado que se julgava hoje superado custaram sérios prejuízos ao país, metido então em problemas de toda ordem que a historiografia registra. Agora o comandante do Exército lança enorme interrogação sobre a pureza das decisões do STF, que votou sob pressão e decidiu afastar a possibilidade do candidato mais bem colocado nas pesquisas, o ex-presidente Lula, disputar a eleições. A eleição vista assim assume aspectos de fraude.

Tão preocupante quanto a prensa militar sobre as instituições da República são as circunstâncias que a cercam. Seu exame revela toda uma cadeia tensa de situações e eventos nas disputas de poder e de espaços internos às Forças Armadas, em particular ao Exército, e que a politização extrema criada pela eleição de Jair Bolsonaro agravou ao ponto do descontrole. Deste quadro, em muito submerso, aparecem apenas alguns sinais que se podem associar em busca de certos contornos.

Emerge que, nas declarações à Folha, o general Villas Bôas quis transmitir uma força e um controle de que já não dispõe. Expressou a opinião de uma corporação vergada pela ameaça da presença de Bolsonaro e de seus adeptos internos. Fez questão de delimitar espaços. Quis fazer crer que Bolsonaro há muito tempo não pertence mais e continua não fazendo parte dessa coletividade, o Exército. Será verdade? Por que fez questão de demarcar essa distância?

Agora, o general Villas Bôas diz ter se valido do famigerado twitter para impedir um golpe maior: a explosão de insatisfação dos militares que seria deflagrada com a libertação de Lula. Revela o que tenta esconder: o Exército encontra-se ao sabor de infiltrações – ou seriam agora unanimidades – bolsonarianas na tropa.

Há elementos vários em jogo, com implicações em diversos planos e vazamentos de influências para outras áreas das forças militares. Na louca escalada que acabou o conduzindo ao Planalto, Bolsonaro valeu-se de todos os métodos, inclusive a rebelião, instrumentos que acompanharam sua trajetória desde os tempos de caserna e que estiveram na origem de seu desligamento do Exército.

O que era uma inclinação inflamatória, indisciplinada e violenta do capitão Bolsonaro em seus tempos de caserna permaneceu após sua expulsão na forma da agitação “sindical”, sempre insuflando a insatisfação com as condições de trabalho e soldo para o baixo escalão não apenas das forças armadas, mas também das forças policiais, especialmente das polícias militares.

Como diz Villas Bôas na entrevista, depois de ser forçado a sair do Exército, Bolsonaro “passou a gravitar em torno dos quartéis, explorando questões que diziam ao dia a dia dos militares”. O que o comandante não diz é que quebras da hierarquia foram sempre incentivadas por Bolsonaro em episódios de intranquilidade que estão potencialmente presentes também agora e terão que precisam ser contidos, ou absorvidos no contexto de sua nova hegemonia, agora como chefe supremo das Forças Armadas.

Não há “risco” de politização dos quartéis, como diz Villas Bôas. Não há risco porque eles já estão inteiramente politizados. É ele mesmo quem diz.

Villas Bôas declara o seguinte sobre o episódio da pressão sobre o STF na decisão sobre o habeas corpus que poria Lula na disputa eleitoral (com enormes chances de vitória, sendo o preferido disparado do eleitor): “Sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle” porque “militares da reserva e civis identificados conosco estavam se pronunciando de forma enfática”. O quê? O general quer que o país acredite que ele estava preocupado com “militares da reserva e civis identificados conosco”?

O general já tinha então era perdido o controle não dos militares da reserva, mas dos da ativa e corria atrás de retomá-lo. Foi por essa razão que, sem mais, desencadeou-se o novo golpe de abril. A história se repete: o golpe agora via twitter, o twitter da rede, da rede não mais da legalidade, mas da rede da ilegalidade. Como disse o cientista politico Wanderley Guilherme do Santos, para evitar um golpe Villas Bôas deu um golpe.

A chegada de Bolsonaro ao Planalto com ajuda desses métodos coroa toda uma carreira de ataques à ordem legal, e de desrespeito à hierarquia em especial. A politização dos quartéis acompanhou toda a trajetória do capitão reformado, com foco as polícias militares. Sem se revelar, Bolsonaro esteve por trás do motim que paralisou as corporações policiais do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte. A rebelião capixaba durou 21 dias em fevereiro do ano passado com um rastro de violência que deixou 215 mortes, uma onda de roubos sem controle e prejuízos incalculáveis.

Movimentos semelhantes e conectados chegaram a contagiar dois quartéis do Rio, provocando alarme antes de serem contidos. O estímulo de Bolsonaro foi detectado nas formas de desencadeamento e sustentação de todos esses movimentos.

Um olhar atento percebe que a intervenção e a militarização da segurança pública do Rio, de resultados ainda duvidosos para a segurança “externa”, ou seja, a do cidadão, dirigiu-se também para restabelecer o comando da tropa, depois que todas as autoridades estaduais reconheceram alarmadas ter perdido o controle da situação e entregaram o problema ao governo federal.

Um aspecto não suficientemente destacado, porém, é que essa intervenção tinha dois lados e que o mais importante e oculto deles se volta para dentro das próprias forças policiais, na tentativa de garantir a cadeia de comando e restabelecer o respeito à hierarquia, terceirizada para um general do Exército. O processo foi agora atropelado pelo inesperado fator da eleição de Bolsonaro. O motim foi para o poder.

Ainda como consequência das rebeliões do Espirito Santo e Rio Grande do Norte, para tentar controlar o espalhamento de eventuais levantes parecidos que ameaçavam explodir em outros Estados, criaram-se grupos, inicialmente informais, para troca regular de informações entre áreas de inteligência das forças de segurança de diversos estados. A partir daí, a pedido dos próprios estados, surgiu uma coordenação nacional, agora em torno da Abin e do Gabinete de Segurança Institucional, a cargo do sombrio general Sergio Etchegoyen, e também ao ministério “Extraordinário” da Segurança Pública. Nada disso, porém, é capaz de anular o estímulo representado pelas anistias frequentemente concedidas pelo Congresso a policiais que se amotinam, dando aval político e tornando letra morta o Código Penal Militar.

Uma estrutura que antes incluía uma duvidosa e secreta tentativa de conter o espraiamento dos motins passa agora ao controle do chefe deles. Dessa posição ele terá condições ideais para garantir e até ampliar o regime especial de aposentadorias para militares e policiais, além dos chamados “excludentes de ilicitudes” e suas outras variações e ainda mais degeneradas da licença geral para matar os pobres que assume o Planalto em 1º de janeiro.

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Eleitor de Bolsonaro toma batida policial e conta seu “arrependimento de ter votado nele”

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Douglas Barcellos contou levou um dia para se arrepender de votar em Jair Bolsonaro. Ele contou sua história no Twitter:

 

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Um dia após eleição, país enfrenta nova greve dos caminhoneiros

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Paralisação prevista para ter início em Goiás mira falhas na negociação do preço do frete. Problema pode cair no colo de Jair Bolsonaro, eleito ontem.

EXAME – Após a enxurrada eleitoral, a vida real volta a se impor. Começa nesta segunda-feira uma nova greve dos caminhoneiros, com início previsto em Goiás. Logo no primeiro dia após uma conturbada eleição, o país parece enfrenta nova rodada de polêmicos embates entre sociedade civil, representantes de setores comerciais e o Estado.

O motivo da greve é o descumprimento da tabela do piso mínimo do frete, que os caminhoneiros entendem como uma falha da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo os motoristas, as transportadoras estão pagando um valor abaixo do frete mínimo, além de “perseguirem” os caminhoneiros que não aceitarem o valor.

A agência ainda estuda maneiras de penalizar o descumprimento da tabela, e por isso o prejuízo já é sentido pelos caminhoneiros. O prazo para apresentação de propostas para a ANTT acaba no dia 9 de novembro. Mas é de interesse do governo federal evitar que a greve prometida para hoje.

A paralisação passada trouxe perdas gigantescas para a economia do país: o setor de transportes sofreu uma queda de 1,4% em relação ao primeiro trimestre; no mesmo período, o consumo das famílias ficou estagnado, tendo aumento de somente 0,1%; as exportações sofreram uma retração de 5,5%, e houve uma queda de 1,8% nos investimentos do país. Além desses números, analistas projetam um crescimento menor no PIB anual: segundo o Ministério da Fazenda, a perda será de 1,2 ponto percentual no produto interno bruto de 2018.

Vale lembrar que a tabela em vigor foi feita às pressas, para encerrar a paralisação de maio. Após um vai e vem de valores e cálculos, o governo federal fechou com um valor que valerá até janeiro de 2019. Ou seja: é um potencial enorme abacaxi para o próximo governo eleito. Além da tabela, houve uma redução em 0,30 real no valor do litro do diesel para caminhoneiros. Com o cumprimento da tabela, o subsídio, que se encerra no dia 31 de dezembro, poderia ser extinguido.

Encabeçada pelos caminhoneiros de Goiás, a greve começará com uma “fiscalização informal”: boqueio de pistas e de entradas das fábricas. Espera-se que caminhoneiros de Santa Catarina também possam aderir à paralisação. Se o movimento vingar, o governo já sabe que precisa ser rápido para evitar o pior.

 

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Pesquisadores apontam profissionalização da rede de fakes pró-Bolsonaro no WhatsApp

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Jornal GGN – Pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) que acompanharam 90 grupos de WhatsApp ao longo das eleições afirmam que os núcleos que apoiam Jair Bolsonaro atuam de maneira “orquestrada” na difusão de fake news. As notícias falsas, ainda por cima, seriam produzidas por profissionais e direcionadas a vários setores do eleitorado.
Segundo a reportagem da Agência Pública, grupos de apoio a Ciro Gomes, Marinas Silva, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad também foram monitorados, mas em menor quantidade. Foi nos grupos em favor de Bolsonaro, contudo, que os pesquisadores detectaram profissionalismo e técnicas para engajar o discurso em favor do capitão da reserva.
O estudo mostra, ainda, que de 30 mensagens disparadas em favor do Bolsonaro, 1 veio de exterior. As fake news são produzidas e jogadas em grupos que possuem até 250 pessoas como membros. Uma parte dessas pessoas, voluntariamente, leva a notícia falsa de um grupo para outro. Com o prefixo do número de celular, é possível criar grupos que atinjam todas as regiões do País.
As mensagens são personalizadas para cair mais fácil no gosto dos internautadas. Os principais temas abordados colocam o PT como um risco para a família tradicional, como uma ameaça comunista, e exploram também a questão da segurança, garimpando apoiadores à bandeira de Bolsonaro: o armamento da população.
Segundo a Pública, a informação é que a ideia do Brasil virar uma Venezuela caso o PT volte ao poder está sendo trabalhada por esses grupos ao menos há 2 anos.
Há também casos em que os bolsonaristas se infiltram em grupos de adversários, fingindo que são simpatizantes, e depois de ascenderem à posição de administrador, deletam o grupo. Aconteceu com Marina Silva, por exemplo.
Além disso, a pesquisa da UERJ mostra que há internautas coordenando a mensagem que deve ser espalhada. Isso ficou claro após o primeiro turno, quando discursos atacando o Nordeste pipocaram. Esses direcionadores chegaram a deletar quem fazia ataques aos nordestinos, alegando que Bolsonaro precisa de votos na região para vencer.
Leia a matéria completa aqui.

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