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Um dia Nacional da Mulher Negra

#SouNegraE destaca luta em busca de direitos e no combate ao preconceito e à violência

Um dia Nacional da Mulher Negra 25 de julho de 2017Leave a comment
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A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) lança nas redes sociais a campanha #SouNegraE, para lembrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, nesta terça-feira (25). Segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 49,5% das mulheres brasileiras se consideram pretas e pardas.

Dia nacional da mulher Negra – Tereza de Benguela

A data, além de alusiva a luta internacional da mulher negra latino-americana e Caribenha é nacionalmente da Mulher Negra. Em 2 de junho de 2014, a então presidenta Dilma Rousseff instituiu, por meio da Lei nº 12.987, o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Proposta de Serys Marly Slhessarenko, brasileira. Radicada em Mato Grosso desde 1966, formada em Direito e Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso, professora. Hoje, ex-senadora. “É preciso criar um símbolo para a mulher negra, tal como existe o mito Zumbi dos Palmares. As mulheres carecem de heroínas negras que reforcem o orgulho de sua raça e de sua história”, afirmou Serys ao site da Câmara dos Deputados.

 

Tereza Benguela liderou entre 1750 e 1770, após a morte de seu companheiro, José Piolho, o Quilombo do Quariterê, lugar abrigava mais de 100 pessoas, situado entre o rio Guaporé e a atual cidade de Cuiabá, capita de Mato Grosso. Tereza de Benguela não é apenas uma heroína negra, é uma das figuras mais marcantes da historiografia nacional, esquecida pelos historiadores, à qual, está sendo resgatada pela formação de movimentos de mulheres dispostos a resgatar documentos históricos que legitimam a luta de mulheres descendentes de africanos em solo brasileiro.

Durante seu comando, a Rainha Tereza criou uma espécie de parlamento e reforçou a defesa do Quilombo do Quariterê com armas adquiridas a partir de trocas ou levadas como espólio após conflitos. Nas suas terras eram cultivados milho, feijão, mandioca, banana e algodão, utilizado na fabricação de tecidos. “Governava esse quilombo a modo de parlamento, tendo para o conselho uma casa destinada, para a qual, em dias assinalados de todas as semanas, entravam os deputados, sendo o de maior autoridade, tido por conselheiro, José Piolho, escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam, tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele negral Senado se assentava, e se executavam à risca, sem apelação nem agravo”
(Anal de Vila Bela do ano de 1770).

 

Por quê?

Os números de violência contra a mulher negra falam mais do que qualquer argumento. “Queremos valorizar a mulher negra. As conquistas do movimento de mulheres negras são marcos a serem comemorados. Mas não podemos fraquejar no combate a todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres”, explica a secretária de Políticas para as Mulheres Fátima Pelaes, do atual governo brasileiro.

Dossiê Mulheres Negras retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil

Outras leituras:
CRUZ, Tereza Almeida. Um estudo comparado das relações ambientais de mulheres da floresta do Vale do Guaporé (Brasil) e do Mayombe (Angola) – 1980 – 2010. 2012. 367 f. Tese (Doutorado em História) – Curso de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012.

FARIAS JÚNIOR, Emmanuel de Almeida. Negros do Guaporé: o sistema escravista e as territorialidades específicas. Revista do Centro de Estudos Rurais – UNICAMP, v.5, nº2, setembro de 2011.

Dossie mulheres negras: retrato das condicões de vida das mulheres negras no Brasil. Disponível em: http://www.palmares.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/dossie-mulheres-negras-retrato-das-condicoes-de-vida-das-mulheres-negras-no-brasil.pdf

Caetano Barata – Poeta, ativista cultural em Simões Filho/Ba, Conselheiro do CEPA. Pedagogo formado pela UNIME/Lauro de Freitas e estudante de Direito na UNIFASS/APOIO. Escreve em http://www.cepabrasilba.org.br

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