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Educação

CRIANÇA DE 11 ANOS POSTA FOTO COMEMORANDO GRAVIDEZ DA NAMORADA E CAUSA REVOLTA NA INTERNET

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Tudo é Pólítica – O Caso está causando revolta na internet à medida que as pessoas vão se dando conta do absurdo.

De acordo com o site Amazonas1, a publicação foi feita, no Facebook no mês de junho, mas não diz de que ano.

AS FOTOS

Ainda segundo a reportagem, as fotos só foram divulgadas essa semana e se tornaram virais em poucas horas.

A publicação contém várias fotos e em uma delas o garoto de 11 anos aparece beijando a barriga da namorada que está enrolada numa toalha de banho.

Em outra foto, os dois registram o que parece ser uma saída de um banho, diante de um espelho, também enrolados em toalhas.

Em outras fotos, os dois aparecem sempre abraçados e dançando.

INTERNAUTAS REVOLTADOS

A revolta dos internautas se dá por conta da idade dos dois jovens.

O que se informa, é que o garoto teria, apenas 11 anos de idade.

A idade da garota, não foi revelada em nenhuma postagem, mas é possível perceber, pelas fotos, que os dois têm idades próximas.

“PAPAI JÁ AMA”

Na imagem em que o garoto aparece beijando a barriga da garota, supostamente grávida, tem uma legenda acima que diz: “Papai já Ama” seguida por dois emojis e uma interrogação e logo abaixo a hastag #Babando.

REALIDADE OU BRINCADEIRA

Não há confirmação de que a garota estivesse mesmo grávida ou foi apenas uma brincadeira inconsequente. No entanto, os comentários dos internautas, na postagem, questionam sobre a atenção dos familiares das duas crianças, da exposição de crianças em cenas intimas, educação infantil, educação sexual e assim vai.

Alguns até, pedem que o Conselho Tutelar entre em ação.

Fato ou não, o caso chama a atenção de todos por conta da facilidade de acesso à pornografia na iternet, educação sexual nas escolas e formas de prevenir outros casos.

E você, o que acha do caso? Comente abaixo!

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Educação

VEM AI,UM NOVO LUIZ PALMEIRA

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A assinatura da Ordem de Serviço será assinada no próximo dia 27 , quarta-feira.

A assinatura do documento faz parte de um cronograma de atividades definidas para os próximos dias, publicado com exclusividade pelo site Simões Filho em Pauta.

O site lista ainda outras ações:

Confira o cronograma de assinaturas de ordens de serviço e inaugurações de obras:

Assinatura de ordem de serviço do Colégio Luís Palmeira, no Centro

Dia: Quarta-feira (27/02),

Horário: 16h

Entrega do material a 132 equipes da Copa Interbairros

Dia: Sexta-feira (08/03),

Horário: 19h

Inauguração da Praça da Pensão e obras da Fundação Crer, no bairro de Mapele

Dia: Domingo (10/03)

Horário: 10h

Assinatura da Ordem de serviço no Colégio Enock Pimentel, na Ilha de São João

Dia: Quinta-feira (14/03)

Horário: 16h

Abertura oficial da Copa Interbairros, no Campo do Vasco

Dia: Domingo (17/03)

Horário: 9h

Inauguração da Rua do Sabão e da Praça do Fim de Linha de Mapele

Dia: Domingo (24/03)

Horário: 10h

Inauguração do Centro de Referência da Mulher, no KM 25

Dia: Quinta-feira (28/03)

Horário: 17h

Inauguração da Rua Santa Maria, serviços de drenagem e pavimentação no Santo Antônio Rio das Pedras

Dia: Sexta-feira (29/03)

Horário: 17h

Inauguração das obras do Km 30, nas Ruas Tupi e Lavandeira, no Km 30

Dia: Domingo, 31/03

Horário: 9h

Inauguração das obras do Tanque do Coronel, no CIA II

Dia: Domingo (07/04)

Horário: 10h

Praça de Góes Calmon, calçadão, pavimentação asfáltica e academia livre em Góes Calmon

Dia: Domingo (14/04)

Horário: 11h

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Educação

Prefeitura inicia ano letivo na rede pública municipal

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Prefeitura inicia ano letivo na rede pública municipal

Com o tema, “Educação Criadora: Olhar além do que se pode ver”, a Prefeitura de Simões Filho iniciou, nesta segunda-feira (11), o ano letivo 2019 e alunos do Ensino Fundamental 1º ao 9º ano, Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Especial Inclusiva, voltaram às salas de aula.

Durante o ano de 2019, os estudantes terão aulas que compõem a base curricular, como matemática e português, além de participar de oficinas, atividades lúdicas e aulas complementares que estimulam a criatividade, coordenação motora e o cognitivo.

“Eu estava ansioso para voltar à escola e também reencontrar os meus colegas. As férias foram boas, mas senti muita falta daqui. Que seja um ano ainda melhor do que foi o ano passado”, disse João Pedro, 7 anos.

Uma equipe da Secretaria de Educação (SEMED), esteve visitando algumas escolas, com o objetivo de acompanhar de perto, o primeiro dia de aula. A Creche Municipal Retrato de Pureza acaba de ser realocada para um novo espaço e o sentimento da comunidade escolar é de alegria.

“Estamos muito felizes, ainda mais com esse novo espaço que é muito mais amplo, arejado e acolhedor para nossas crianças. Foram mais de 10 anos, aguardando por melhorias e graças a Deus, elas chegaram! Obrigada a todos os envolvidos”, declarou Maria do Socorro, gestora da creche, que agora funciona na Rua João XXlll, no Ponto de Parada.

Ao todo, o município conta com 80 unidades de ensino, que estão distribuídas em diversos bairros: Centro, Ponto Parada, Cia I e II, Coroa da Lagoa, Pitanguinha, Santo Antônio do Rio das Pedras, Mapele, Cotegipe, Santa Luzia, Ilha de São João, Aratu, Estrada de Candeias, Cristo Rei, Renatão, KM 25 e 30, Simões Filho I, Oitizeiro, Góes Calmon, Guerreiro, Palmares e Pitanga de Palmares.

Por ASCOM / PMSF

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Educação

Encerra nesta quinta prazo para cadastramento universitário

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Encerra nesta quinta-feira (31) o prazo para cadastramento e recadastramento dos estudantes universitários, além dos técnicos e militares.

Para o cadastro, é necessário ter em mãos: Registro Geral (RG) e comprovantes de matrícula e residência, além de duas fotos 3 x 4. Os veteranos não podem esquecer a carteira que receberá um novo selo.

Os estudantes devem se dirigir ao setor de Transporte, localizado na Secretaria Municipal de Educação (Semed) – Praça Noêmia Meireles, Centro, de segunda a quinta-feira, das 08h às 12h e das 13h30 às 17h, as sextas, das 08h às 13h, e aos sábados, das 08h às 12h.

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Educação

Ibametro fiscaliza material escolar

Boa parte dos itens deve atender a regulamentação metrológica

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Ibametro fiscaliza material escolar

O Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), órgão delegado do Inmetro na Bahia e autarquia da Secretaria Estadual de Direito Econômico (SDE) realiza de 16 a 25 de janeiro a Operação Volta às Aulas para fiscalização de material escolar. A operação acontece na capital e interior, com o apoio das oito agências regionais do órgão.

“É preciso adquirir produtos certificados que ostentem o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, evidenciando que atendem aos requisitos de segurança previstos no regulamento. A certificação compulsória dos artigos escolares pretende evitar acidentes que possam colocar em risco a segurança de crianças”, orienta o diretor-geral do Ibametro, Randerson Leal.

Entre outros requisitos, alguns pontos verificados nos 25 produtos contemplados pelo regulamento são a presença de substâncias tóxicas em itens que possam ser levados à boca ou com risco de serem ingeridas e/ou inaladas; bordas cortantes; e pontas perigosas.

Na lista: tinta (guache, nanquim etc), giz de cera, tesoura, lápis de cor, cola, corretor em tinta e massa de modelar (lista completa abaixo)

Operação nas ruas– os fiscais vão percorrer estabelecimentos comerciais tais como supermercados, mercadinhos de bairro, lojas e papelarias para verificar se os produtos de certificação compulsória estão em conformidade, apresentando o Selo Inmetro nas embalagens. Os produtos irregulares serão recolhidos do mercado, e posteriormente serão incinerados.

A quantidade também é alvo da operação – Além de avaliar o aspecto da qualidade dos produtos, os fiscais também vão recolher amostras dos itens supracitados para exames em laboratório. O objetivo é checar se eles estão sendo vendidos na quantidade correta (em mililitros, em gramas ou em unidades), para evitar que o consumidor seja lesado no ato da compra.

Caso o produto seja reprovado no exame, o Instituto emite um auto de infração e o fabricante tem prazo de 10 dias para apresentar a defesa. A multa pode chegar a R$1,5 milhão, a depender da gravidade da infração. Não sendo reprovado, o produto poderá ser retirado pela empresa ou doado para uma entidade beneficente.


Dicas aos pais na hora da compra:

  • O Selo deve ser afixado na embalagem ou diretamente no produto.
  • No caso de material vendido a granel, como lápis, borrachas, apontadores ou canetas, a embalagem expositora com o Selo do Inmetro deve estar próxima ao produto.
  • Não compre artigos escolares em comércio informal, pois não há garantia de procedência e tais produtos podem não atender às condições mínimas de segurança.
  • Guarde a nota fiscal do produto: ela é sua comprovação de origem do produto e recebê-la é seu direito como consumidor.

Lista dos produtos regulamentados pelo Inmetro:

• Apontador;

• Borracha e Ponteira de borracha;

• Caneta esferográfica/roller/gel;

• Caneta hidrográfica (hidrocor);

• Giz de cera;

• Lápis (preto ou grafite);

• Lápis de cor;

• Lapiseira;

• Marcador de texto;

• Cola (líquida ou sólida);

• Corretor Adesivo;

• Corretor em Tinta;

• Compasso;

• Curva francesa;

• Esquadro;

• Normógrafo;

• Régua;

• Transferidor;

• Estojo;

• Massa de modelar;

• Massa plástica;

• Merendeira/lancheira com ou sem seus acessórios;

• Pasta com aba elástica;

• Tesoura de ponta redonda;

• Tinta (guache, nanquim, pintura a dedo plástica, aquarela).

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Brasil

Em carta aberta, professora responde a ministra Damares e a coloca em seu devido lugar

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Senhora Ministra,

Ontem eu também fiz brincadeiras em decorrência do seu polêmico vídeo. Brincadeiras e deboches também são formas de resistência. Sua postura e suas falas, entretanto, exigem uma análise séria e demandam respostas.

Há tempo observo seus vídeos que circulam na Internet e, como professora, sinto-me profundamente ofendida e humilhada. Venho percebendo seu empenho em colocar a sociedade contra a educação brasileira e seu magistério.

Para ilustrar o que afirmo, além dos links de dois vídeos que seguem abaixo deste texto, vou citar algumas das suas afirmações que me têm deixado triste e profundamente revoltada.

Sobre o famoso “Kit Gay”, Senhora Ministra, que jamais existiu e a senhora sabe disso, tratava-se na verdade, do “Projeto escola sem homofobia”, que seria voltado para os professores, não para os alunos. Nesse projeto, sequer havia o livro “Aparelho sexual e Cia”, que a senhora cita.

Esse projeto foi vetado pelo governo federal em 2011, devido ao fato de ter sido alvo de críticas dos setores conservadores, dos quais a senhora faz parte.

Aproveito para alertar que muitas das escolas brasileiras sequer possuem bibliotecas, e a minha é uma delas. O que temos, no momento, é uma Kombi doada pela comunidade escolar e transformada em biblioteca através de um projeto meu.

Frequentemente, a senhora usa suas falas, nos púlpitos das suas igrejas, para denegrir o trabalho dos professores e para nos colocar como responsáveis pelos problemas de uma geração, inclusive nos atacando como agentes de “perversão” e “doutrinação”.

Em um dos seus vídeos, a senhora menciona um material que supostamente faria apologia ao sexo com animais.

Senhora Ministra, talvez a senhora não conheça muito bem a regulamentação do exercício do magistério. Nós, professores, somos fiscalizados pelos nossos superiores: coordenação, direção e secretarias de educação.

Os materiais que utilizamos, os livros escolhidos, e até mesmo as nossas provas, são analisadas e aprovadas pelas instâncias superiores antes que cheguem aos os alunos.

Nesses vídeos, a senhora também se refere a um “suposto projeto” de 2004 e com tom irônico a senhora fala: “Não posso falar o nome da prefeita, não posso falar que ela é do PT, e também não posso falar que foi esposa do Suplicy, mas juntamente com o grupo GTPOS, ela gastou mais de dois milhões de reais num programa”. Programa esse, ao qual a senhora afirma ter sido atribuída a função de promover, nas creches, o incentivo a ereção e masturbação de bebês de sete meses.

Com essa sua fala, a senhora coloca os pedagogos e pedagogas que trabalham com a educação infantil na condição de criminosos, e mais do que isso, na condição de doentes pervertidos.

Meus colegas pedagogos, senhora ministra, que tão atenciosamente cuidam das nossas crianças e, neste momento, abro um parêntese para lembrar a heróica professora Helley Abreu Batista que morreu, com 90% do corpo queimado, após retirar seus alunos de um salão em chamas e de lutar contra o vigilante que ateou fogo à creche, em Janaúba, norte de Minas Gerais, em 2017.

Meus colegas pedagogos, senhora ministra, jamais cometeriam esse crime, nem mesmo sob tortura.

A senhora, nos seus ataques, sempre focou a educação e o magistério brasileiro, esse foco não é inocente, é estratégico.

Desmoralizar, humilhar, deslegitimar e demonizar os professores, colocar a sociedade contra nós e contra a educação, só nos enfraquece ainda mais. Como se já não bastassem nossos baixos salários, a falta de condições estruturais, a ausência e a falta de incentivo a bons cursos de formação continuada.

Como se já não bastasse o desrespeito e a violência com que somos tratados em nossos atos de protesto, paralização e greve, enquanto políticos protegidos e aquartelados debocham das humilhações das quais somos vítimas.

Ao nos enfraquecer, a senhora enfraquece a educação e isso lhe é extremamente útil e providencial. Um povo sem acesso à educação de qualidade é muito mais fácil de “doutrinar”, de transformar em “ovelhas”, em “inocentes úteis” e nós sabemos muito bem onde verdadeiramente vem ocorrendo a “doutrinação” no Brasil e sob que circunstâncias e métodos.

Vou falar brevemente, Senhora Ministra, sobre o que fazem os professores para muito além das suas atribuições.

Somos nós que, na maioria das vezes, descobrimos quando um aluno possui deficiência visual, porque na sala de aula temos parâmetros de comparação. O aluno está sentado na mesma distância do quadro em que estão seus colegas, mas franze a testa, comprime os olhos.

Somos nós que chamamos os pais e alertamos.

Muitas vezes, Senhora Ministra, somos nós que percebemos um problema mais grave. Nossos olhos treinados e experientes conseguem detectar o aluno ou aluna que se isola, nega-se a realizar trabalho em grupo, não participa do recreio, tende a ficar no mesmo lugar e realizar movimentos repetitivos com o corpo.

Somos nós que alertamos os pais depois da avaliação médica, enquanto a família vive o luto de um diagnóstico de autismo, por exemplo, nós professores seguimos trabalhando métodos e estratégias para incluir esse aluno da melhor forma possível.

Somos nós, Senhora Ministra, que muitas vezes percebemos a automutilação em alguns alunos e ela não se deve ao nosso trabalho de “doutrinação” como a senhora tenta afirmar, ao dizer que confundimos nossas crianças com a “ideologia de gênero”.

Os adolescentes que chegaram até mim com automutilação, viviam um cotidiano familiar desestruturado.

Desestruturado no seio da “família tradicional” que a senhora tanto defende.

O que a senhora propaga e demoniza como sendo “ideologia de gênero”, na realidade do chão da sala de aula, Senhora Ministra, é a exigência do respeito, é o cuidado para com todos os alunos, é a luta contra o bullyng que pode destruir emocionalmente um aluno e até levá-lo ao suicídio, é a educação contra a cultura do estupro e do machismo.

Nós enfrentamos salas de aulas superlotadas, lidamos com as particularidades de cada aluno e incentivamos o respeito para com todos, sem o qual não seria possível ministrar uma aula.

Somos nós, Senhora Ministra, que percebemos pela postura corporal, pelo silêncio, pelo olhar triste de quem suplica por socorro, quando uma criança ou adolescente é vítima de violência sexual, violência essa normalmente sofrida no seio da “família tradicional”.

Somos nós, Senhora Ministra, que conversamos com essa criança, que ouvimos o relato do seu sofrimento, que tomamos as providências, que chamamos o conselho tutelar, e somos nós que acompanharemos essa criança ou adolescente com atenção e cuidado redobrados.

Finalmente, Senhora Ministra, são inúmeras as nossas atribuições, as quais nos entregamos com amor e seriedade, respeito para com nosso diploma, para com nosso juramento e para com a instrução conquistada através da disciplina, do estudo e da leitura que, certamente, não foi adquirida no espaço do whatsapp.

Somos nós, professores, que olhamos, cuidamos, educamos, instruímos e ensinamos as crianças e jovens deste país.

Somos nós que protegemos essas crianças e jovens quando a família falha e quando o Estado falha.

Esta minha carta aberta tem dois objetivos: pedir-lhe mais respeito para com a classe do magistério.

Venho, também, oferecer-lhe um conselho: desça dos seus delírios fakes, Senhora Ministra, pise no chão e encare a realidade.

Porte-se com a seriedade que a importância do seu cargo exige. Deixe assuntos fúteis como cor de roupa adequada para seus colóquios no púlpito da igreja.

No exercício da sua atual função como ministra, olhe para o magistério brasileiro com olhos da verdade. Olhe pelos quase seis milhões de crianças sem o nome do pai nos seu registro. Encare a quinta maior taxa de feminicídio no mundo e que vem aumentando assustadoramente, alimentada pela cultura do machismo e da violência.

Olhe para os milhões de mulheres que, longe da família tradicional, criam seus filhos sozinhas e com dignidade. Olhe para as crianças e jovens que estão nas ruas, Senhora Ministra.

Lembre-se que essas crianças não se perdem na rua, foram perdidas dentro de casa, no seio das famílias tradicionais ou não e negligenciadas pelo Estado, as ruas apenas as adotam.

Olhe para os LGBTs e às violências que têm sido vítimas. O Brasil é o país quem mais mata LGBTs no mundo e temos visto esse número aumentar, incentivado pela cultura da intolerância.

A senhora deve estar se perguntando: “Quem é essa professorinha petulante que me escreve essa carta aberta?”

Vou facilitar para a senhora, vou me apresentar.

Sou Marcia Friggi, poeta e professora de Língua Portuguesa e Literatura do Estado de Santa Catarina. Exerço meu cargo após ter sido aprovada em concurso público, submetida a rigorosos exames médicos periciais, além de ter passado pelos três anos de estágio probatório.

Sou aquela professora que foi violentamente agredida por um aluno em 2017, caso que teve repercussão nacional e internacional.

Sou a professora que, após violência física, sofreu linchamento virtual por parte dos que comungam das suas ideias.

A professora que teve sua imagem com o rosto ensanguentado, usada sem autorização, pelos mesmos que me atacaram virtualmente, para promover a campanha política eleitoral do seu candidato.

Naquele período, visitei o inferno e sobrevivi. Sobrevivi à depressão, à fobia social, a crises de ansiedade, à insônia e à vontade de morrer. A tudo isso, talvez se deva a minha ausência de medo. Eu não tenho medo porque sou uma sobrevivente, porque na minha casa não há uma agulha sequer que não tenha sido comprada com o suor do trabalho honesto.

Não tenho medo porque não ocupo e nunca ocupei cargo comissionado. Não tenho medo porque nunca dependi de favores políticos. Não tenho medo porque pelas minhas mãos jamais passou dinheiro público.

Finalmente, Senhora Ministra, não tenho medo porque se ao seu lado está o governo atual e suas “ovelhas”, do meu está o mundo. Do meu lado está um mundo inteiro que não aceita mais retrocesso. Um mundo que deseja respeito para com todas as pessoas. Um mundo que não aceita mais discriminação, intolerância, preconceito, machismo, homofobia, xenofobia. Um mundo que deseja que uma mulher possa terminar um relacionamento sem ser agredida ou morta.

Um mundo que respeita a vida e a natureza. Um mundo que se pretende mais humano, justo e igualitário.

Não tenho medo, Senhora Ministra, porque minha militância pelas causas que considero justas sempre foram exercidas nas ruas e no espaço virtual, nunca na sala de aula.

Não tenho medo, Senhora Ministra, porque sou adepta da paz e minha única arma é a palavra e é dela que venho me utilizando como um instrumento de amor à vida, à liberdade, à arte e à resistência.

Já participei de algumas coletâneas como escritora, minha última participação foi no “Mulherio das Letras”, o que muito me honra.

Neste ano de 2019, lançarei meu primeiro livro de poesia, no qual estão muitos dos meus poemas de cunho social e resistência. Está também, entre meus projetos mais importantes, o livro sobre “denúncia dos flagelos que sofre o magistério brasileiro”, o qual percebo de suma importância, considerando os constantes ataques e humilhações a que somos submetidos.

Ainda nos veremos, Senhora Ministra, nas batalhas pacíficas da vida, das quais eu jamais fugi.

Do FacebookFacebook

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Educação

Inicia período de transferência de alunos da Rede Municipal de ensino de Simões Filho

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Para alunos novatos, as matrículas são entre os dias 11 e 18 de janeiro

As escolas da rede pública municipal de Simões Filho iniciaram, nesta quarta-feira (2), o período de transferência interna (de uma unidade de ensino para outra) dos alunos que estudaram na rede, no ano de 2018. A mudança de escola deve ser realizada até o dia 10 de janeiro.

Para a transferência, é necessário ter em mãos, cópias da certidão de nascimento, comprovante de endereço, carteira de vacinação, cartão do Programa Bolsa Família (se beneficiário), duas fotos 3×4 e transferência original da escola.  

A superintendente pedagógica do município, Heliene Mota, orientou que os pais verifiquem a disponibilidade de vagas nas escolas próximas à residência. “Para as transferências dentro da própria rede, o mais indicado é que os pais procurem escolas ou creches na localidade onde moram para que futuramente não aconteça faltas e perda de aula, comprometendo o ano letivo”, disse. 

As matrículas para os novatos estão previstas para acontecer entre os dias 11 e 18 de janeiro.

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