Conecte conosco

Brasil

Expansão do ensino superior nos governos passados foi ‘uma tragédia’, afirma ministro da Educação

‘A gente aqui no Brasil quis pular etapas e colocou muitos recursos no telhado antes de ter a base da casa’, disse Weintraub, na Comissão de Educação do Senado

Publicado

em

Expansão do ensino superior nos governos passados foi 'uma tragédia', afirma ministro da Educação
Simões Filho tá Mudando
56 anos de emancipação

BRASÍLIA —  O ministro da Educação , Abraham Weintraub, classificou como um desastre o modelo de investimento emeducação dos governos que antecederam o do presidente Jair Bolsonaro , em especial as políticas de incentivo ao ensino superior . Weintraub participou, na manhã desta terça-feira, de uma audiência pública na Comissão de Educação , Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal, onde apresentou as diretrizes e os programas prioritários da pasta.

Na avaliação de Weintraub, os governos passados expandiram o Ensino Superior sem antes priorizar as etapas da educação infantil e básica.

— A gente aqui no Brasil quis pular etapas e colocou muitos recursos no telhado antes de ter a base da casa — disse.

O ministro criticou várias vezes o modelo de funcionamento das universidades brasileiras. Disse que defende a autonomia universitária, para em seguida afirmar que autonomia não significa soberania.

— Não podemos permitir que tenha consumo de drogas nos campi. Por que a polícia não pode entrar no campus de uma escola? É um país autônomo? Tem violência acontecendo lá dentro, não pode entrar. Tem que bater palma e ficar olhando?

Weintraub afirmou que os governos passados colocaram dinheiro nas instituições privadas e inflaram os cursos de graduação, mas endividaram os alunos que hoje não conseguem emprego.

— É uma tragédia o financiamento estudantil. São 500 mil jovens começando a vida com o nome sujo — disse, em referência aos jovens inadimplentes no Fies .

O ministro ainda apresentou números para mostrar que a produção científica do país, na avaliação dele, “tem pouca relevância”. Os números do ministro não tratam da produção científica, mas das citações dos estudos brasileiros no exterior. Segundo o ministro, apenas 13% da produção da área de ciências humanas e sociais recebem algum tipo de citação.

Weintraub começou sua apresentação às 11h30 e terminou às 12h10. Depois foi sabatinado pelos senadores.

“Sem preconceito, de coração aberto”

Por duas vezes, o ministro pediu aos senadores que o escutassem sem preconceitos.

— Peço que livrem um pouco do preconceito . Às vezes a gente está viciado no olhar antigo para enxergar a educação. Quero discutir aqui, de peito aberto, mas baseado em números.

O ministro comparece à CE na condição de convidado. Em menos de um mês de gestão, ele já fez declarações e adotou medidas consideradas polêmicas . A mais recente é o corte de 30% do orçamento de todas as universidades federais. Inicialmente, Abraham Weintraub chegou a afirmar que o bloqueio atingiria apenas instituições que promovem “balbúrdia”.

Na plateia da Comissão de Educação, representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE),  protestam contra o ministro exibindo cartazes com frases como ‘Estudante na rua, governo é culpa sua’ e ‘balbúrdia é cortar 30% da educação’.

O Globo

P U B L I C I D A D E
Clique aqui para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

P U B L I C I D A D E
P U B L I C I D A D E

Copyright © 2017 Página Simões Filho