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INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO LEVA O GOLPE A UM NOVO PATAMAR

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Diante do caos social provocado por Temer, direita traz Exército para as ruas: um AI-5 a conta gotas?

Por Rodrigo Viana na Revista Fórum – Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Na prática, é uma intervenção militar.  A crise política assume assim novos contornos.

Por partes…

1) A intervenção federal, por lei, impede que nesse período seja votada qualquer alteração na Constituição. Com isso, Temer assume derrota na Previdência, que não poderá mais ser votada. Mas já oferece outra cenoura na frente do burro para o mercado e a direita: o discurso da ordem.

2) O fato do governador Pezao ter dado declarações estapafúrdias  (mostrando-se incapaz publicamente de deter escalada de violência) pode ter sido parte de uma estratégia combinada. Ele foi à reunião no Palácio que decidiu pela intervenção. E aceitou sem nenhum gesto de resistência. Estranho, no mínimo.

3) Rodrigo Maia, conservador na economia, mas um liberal nos costumes (e nem de longe um truculento no trato político), teria se oposto à medida extrema. Foi voto vencido. O que mostra que há uma linha dura no bloco de Temer – que é capaz de qualquer coisa daqui pra frente.

4) A meu ver, essa intervenção ajuda a criar “cultura política” para uma candidatura da ordem e da porrada – que não seria Bolsonaro, segundo planos da turma do palácio. Temer e a turma dele podem ganhar alguma simpatia dos setores à direita e transferir isso para o candidato que apoiarem. Esse nome não está ainda definido. Mas Alckmin tende a ganhar por WO no campo da direita, e encampar esse discurso. O provável “efeito colateral” é Bolsonaro se fortalecer.

Lembremos que bancos já começam a dialogar com ele, para a eventualidade de o discurso da ordem ser a única forma de enfrentar a eleição.

5) Os generais voltam a ter protagonismo político no país. Não me espantaria se um deles se aventurasse a uma candidatura (ao governo do Rio ou mesmo à presidência).

6) A meu ver, a esquerda deve denunciar o desmonte do estado e associar o caos no Rio ao liberalismo obtuso de Temer/PSDB/bancos – que destrói os instrumentos do Estado.

7) Devemos defender a ordem pública, mas com Democracia. E sem truculência. Devemos defender as comunidades que serão tratadas como “território inimigo” – espécie de Faixa de Gaza ocupada pelo Estado agora militarizado.

8) Contra o caos conservador e neoliberal, a ordem democrática é o único remédio. Não devemos abrir mão de também defender a ordem, essa bandeira não pode ficar com a extrema direita. Mas a ordem democrática.

9) Alguns analistas já apostam que o movimento de Temer desembocaria no cancelamento da eleição. Alguém lembrou, por exemplo, que o Ceará, governado pelo PT, foi o primeiro estado onde a OAB sugeriu intervenção federal há poucos dias.

10) A análise exposta no ponto 9 resume bem qual seria o provável “desejo” da ultradireita (com apoio dos EUA, sem dúvida nenhuma, e de setores do Exército com Etchegoyen à frente).

Mas entre desejo e fato há sempre uma distância.

Vamos ver se o lado de lá tem força pra impor essa agenda.

11) O Golpe de 2016 era (e é) baseado no “softpower” da toga e da mídia. Se virar “hardpower”, pode perder apoio do centro e até de certo “tucanismo paulista”.

12) Chegou a hora da onça beber água… A Dilma sempre disse (acertadamente) que perdemos o jogo em 2016 quando o centro se bandeou pra direita. Se a estrategia Etchegoyen avançar, o centro pode voltar pro nosso lado. Outra possibilidade é o centro (Alckmin/PSDB/Maia/DEM) assumir a estratégia da ordem e tentar se beneficiar dela eleitoralmente, isolando a esquerda.

13) Contra esse movimento extremado da direita conta uma onda que vem de baixo e ficou clara durante o Carnaval. O Rio está à beira de uma explosão e a política econômica tucana temerária aprofunda a crise social. Contra isso, só resta ao outro lado endurecer ainda mais o discurso da ordem. Eles terão apoio pra isso nas classes médias e altas. Mas e o povo que está à beira do desespero?

Vamos ver…

14) Os golpistas estão perdendo o controle “por baixo”… Essa onda Tuiuti mostra isso. O Sidney Resende (arguto jornalista do Rio, que circula no meio do samba e da cultura popular ) escreveu sobre isso ontem nas redes sociais. Está se criando uma onda de baixo pra cima. Com ou sem Lula na urna. Podemos assistir a algo parecido (mal comparando) com a eleição de 1974 (debaixo do AI-5, em silêncio,  o povo votou contra a ditadura). É por isso que o golpismo está alvoroçado. Perderam a Previdência. Abriram mão. Agora resta o discurso da ordem e da porrada.

15) O desfile da Tuiuti, a invasão do Santos Dumont por bloco carnavalesco e as manifestações pró Lula no Carnaval podem ter sido uma espécie de Passeata dos Cem Mil de 2018. Lembremos que, para toda passeata dos Cem Mil, a direita pode sempre reagir com um AI-5. Ainda que ele venha a conta gotas. Não chegamos ainda a esse ponto. Mas estamos à beira da implantação de um Estado militar-judicial: com a prisão provável do líder em todas as pesquisas e a militarização do cotidiano nas grandes cidades do país. O Rio é o laboratório para o golpe avançar para um patamar  mais autoritário. Ou para ser derrotado.

4) A meu ver, essa intervenção ajuda a criar “cultura política” para uma candidatura da ordem e da porrada – que não seria Bolsonaro, segundo planos da turma do palácio. Temer e a turma dele podem ganhar alguma simpatia dos setores à direita e transferir isso para o candidato que apoiarem. Esse nome não está ainda definido. Mas Alckmin tende a ganhar por WO no campo da direita, e encampar esse discurso. O provável “efeito colateral” é Bolsonaro se fortalecer.

Lembremos que bancos já começam a dialogar com ele, para a eventualidade de o discurso da ordem ser a única forma de enfrentar a eleição.

5) Os generais voltam a ter protagonismo político no país. Não me espantaria se um deles se aventurasse a uma candidatura (ao governo do Rio ou mesmo à presidência).

6) A meu ver, a esquerda deve denunciar o desmonte do estado e associar o caos no Rio ao liberalismo obtuso de Temer/PSDB/bancos – que destrói os instrumentos do Estado.

7) Devemos defender a ordem pública, mas com Democracia. E sem truculência. Devemos defender as comunidades que serão tratadas como “território inimigo” – espécie de Faixa de Gaza ocupada pelo Estado agora militarizado.

8) Contra o caos conservador e neoliberal, a ordem democrática é o único remédio. Não devemos abrir mão de também defender a ordem, essa bandeira não pode ficar com a extrema direita. Mas a ordem democrática.

9) Alguns analistas já apostam que o movimento de Temer desembocaria no cancelamento da eleição. Alguém lembrou, por exemplo, que o Ceará, governado pelo PT, foi o primeiro estado onde a OAB sugeriu intervenção federal há poucos dias.

10) A análise exposta no ponto 9 resume bem qual seria o provável “desejo” da ultradireita (com apoio dos EUA, sem dúvida nenhuma, e de setores do Exército com Etchegoyen à frente).

Mas entre desejo e fato há sempre uma distância.

Vamos ver se o lado de lá tem força pra impor essa agenda.

11) O Golpe de 2016 era (e é) baseado no “softpower” da toga e da mídia. Se virar “hardpower”, pode perder apoio do centro e até de certo “tucanismo paulista”.

12) Chegou a hora da onça beber água… A Dilma sempre disse (acertadamente) que perdemos o jogo em 2016 quando o centro se bandeou pra direita. Se a estrategia Etchegoyen avançar, o centro pode voltar pro nosso lado. Outra possibilidade é o centro (Alckmin/PSDB/Maia/DEM) assumir a estratégia da ordem e tentar se beneficiar dela eleitoralmente, isolando a esquerda.

13) Contra esse movimento extremado da direita conta uma onda que vem de baixo e ficou clara durante o Carnaval. O Rio está à beira de uma explosão e a política econômica tucana temerária aprofunda a crise social. Contra isso, só resta ao outro lado endurecer ainda mais o discurso da ordem. Eles terão apoio pra isso nas classes médias e altas. Mas e o povo que está à beira do desespero?

Vamos ver…

14) Os golpistas estão perdendo o controle “por baixo”… Essa onda Tuiuti mostra isso. O Sidney Resende (arguto jornalista do Rio, que circula no meio do samba e da cultura popular ) escreveu sobre isso ontem nas redes sociais. Está se criando uma onda de baixo pra cima. Com ou sem Lula na urna. Podemos assistir a algo parecido (mal comparando) com a eleição de 1974 (debaixo do AI-5, em silêncio,  o povo votou contra a ditadura). É por isso que o golpismo está alvoroçado. Perderam a Previdência. Abriram mão. Agora resta o discurso da ordem e da porrada.

15) O desfile da Tuiuti, a invasão do Santos Dumont por bloco carnavalesco e as manifestações pró Lula no Carnaval podem ter sido uma espécie de Passeata dos Cem Mil de 2018. Lembremos que, para toda passeata dos Cem Mil, a direita pode sempre reagir com um AI-5. Ainda que ele venha a conta gotas. Não chegamos ainda a esse ponto. Mas estamos à beira da implantação de um Estado militar-judicial: com a prisão provável do líder em todas as pesquisas e a militarização do cotidiano nas grandes cidades do país. O Rio é o laboratório para o golpe avançar para um patamar  mais autoritário. Ou para ser derrotado.

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PROPOSTA DE UM IMBECIL: BOLSONARO AVALIA CRIAÇÃO DA “SECRETARIA DE DESESQUERDIZAÇÃO”

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Parece piada, mas não é.

A proposta imbecil foi feita pelo deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) na última quarta-feira (13), ao presidente Jair Bolsonaro.

A sugestão do deputado sem noção, é para que seja criada uma Secretaria Especial de “Desesquerdização” da Administração Pública.

No documento, Freire diz que o Brasil foi “palco de assaltos ao longo de mais de duas décadas de governos esquerdistas, especialmente pelo Partido dos Trabalhadores” e que a vitória de Bolsonaro “não foi suficiente para expurgar de forma imediata os agentes da esquerda infiltrados na administração pública”.

O deputado também afirma que a Secretaria estaria “destinada a realizar um amplo controle, fiscalização, identificação, mapeamento, monitoramento, com consequente sugestão de exoneração por decisão do Presidente da República, de todo aquele agente de esquerda a que atue de forma oculta e que continue trazendo danos diretos e indiretos para a sanidade desta nação”.

Com informações do DCM

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SUZANO: REINALDO APONTA RESPONSABILIDADE POLÍTICA DE BOLSONARO PELOS MORTES

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O jornalista Reinaldo Azevedo aponta a responsabilidade política do presidente Jair Bolsonaro, que durante a campanha fazia pose com sinal de armas nas mãos e, já na Presidência, responsável pela flexibilização da posse de armas para a população. “O que o presidente Jair Bolsonaro tem a ver com a tragédia na escola de Suzano? Tudo!”, diz Reinaldo, em seu blog. “É claro que ele não pode ser responsabilizado pelo ato tresloucado de duas pessoas. Não se trata de responsabilização penal, mas de responsabilidade política”, completa.

Para Reinaldo Azevedo, o discurso de Bolsonaro “está na raiz do problema. Não fosse assim, ele teria se manifestado de pronto. Mas com que cara?”. O presidente se posicionou (pelo Twitter) apenas sete horas depois da tragédia. “Sobre um sujeito que urina em outro, proselitismo vulgar; sobre o massacre numa escola, o silêncio. O tuíte do xixi tinha 177 toques sem espaço. A parte da nota planaltina que se refere aos mortos e seus familiares, 170. Desconto, nesse caso, o cabeçalho genérico e a oferta feita a São Paulo, o ente federativo, que não levou tiro”, comparou Reinaldo, em referência à postagem do Carnaval.

O colunista lembra ainda as declarações feitas por Bolsonaro a jornalistas, nesta manhã, horas antes da tragédia em Suzano, quando anunciou que pretende apresentar ao Congresso uma proposta de flexibilização do porte de armas. “E aí, sim, mora um grande perigo”, avalia. “Suas afirmações infelizes foram feitas pouco antes da tragédia de Suzano, o que demonstra que os fatos começam a perseguir as bobagens de Bolsonaro. Não há nada de místico nisso. É que tragédias, com efeito, acontecem. E elas perseguem com especial afinco aqueles que mais dizem tolices”, ressalta.

Brasil 247

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QUERENDO APOIO DE IDIOTAS: EDUARDO BOLSONARO DIZ SER “ARBSURDO COGITAR”QUE LULA VÁ A ENTERRO DO NETO

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Rui inicia em Alagoinhas série de encontros com gestores escolares

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Rui inicia em Alagoinhas série de encontros com gestores escolares

Tudo é Política – Alagoinhas foi o município a receber a série de encontros entre o governador Rui Costa e diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos de escolas instaladas no território baiano. A primeira reunião, de 27 já programadas, ocorreu no Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep), na tarde desta quinta-feira (21).

“Vou conversar com os diretores e todos que são peças fundamentais dentro da comunidade escolar para incentivar o total engajamento desse pessoal. Vamos ver quais são as demandas, alinhar e aproximar ainda mais a Secretaria da Educação das escolas da rede estadual. Essas reuniões vão acontecer dentro dos próximos 60 dias, em todos os 27 Núcleos Territoriais de Educação [NTE], e ouviremos todos”, garantiu Rui.

Também presente no encontro, o titular da Secretaria da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, destacou que “nessa segunda gestão, o governador decidiu ir a todos os territórios para fazer uma reunião de escuta

, mas também para apontar o desejo de ir além daquilo que as escolas já têm feito. Nós temos profissionais com muita qualidade, mas o processo de aprendizagem precisa ser ampliado. É isso que o governador quer: garantir que a infraestrutura das escola seja remodelada, mas que o processo de aprendizagem seja o foco de debates”. 

Em Alagoinhas, participaram do encontro representantes das 48 unidades escolares que integram o Núcleo Territorial de Educação (NTE 18). Foram abordadas questões e demandas relativas à rotina escolar, desde o aspecto administrativo ao pedagógico, envolvendo toda a estrutura de ensino da rede estadual. Os educadores também fizeram perguntas ao governador e ao secretário. 

Nesta sexta-feira (22), o segundo encontro será em Jacobina, no centro norte da Bahia, às 14h, no Centro Educacional Deocleciano Barbosa de Castro.

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AO VIVO: STF retoma julgamento sobre criminalização de atos de homofobia

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BOLSONARO MANDA ONYX NEGOCIAR ACORDO COM BEBIANNO; OUÇA O ÁUDIO

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No Tudo é Política – Uma reportagem do jornal O Globo revela que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) destacou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para negociar um acordo com o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno.

De acordo com o jornal, a conversa foi obtida a partir de um telefonema aparentemente acidental do ministro da Casa Civil para um jornalista do O Globo.

É possível perceber que na conversa, o presidente mostrou-se preocupado com o fato de ainda ser representado em processos judiciais por Bebianno, que é advogado.

Onyx disse a Bolsonaro que teria uma conversa reservada com Bebianno ainda nesta tarde e prometeu “acertar” a questão.

— Você vai conversar com ele sobre as ações? — pergunta Bolsonaro.

Onyx confirma que abordará o assunto na conversa.

— Se ele (Bebianno) me cobrar individualmente o mínimo, eu tô fodido… Tem que vender uma casa minha para poder pagar — disse Bolsonaro.

Onyx também informa ao presidente sobre contatos que teve com o ex-ministro, por meio de intermediários, após o jornal Folha de S.Paulo publicar nesta quarta-feira uma nota sobre a suposta intenção de Bebianno de juntar documentos para contar histórias sobre a campanha de Bolsonaro e o período em que ficou no governo.

Sobre a potencial ameaça, Onyx diz ao presidente que Bebianno teria “dado a palavra” de que não faria mais declarações sobre a polêmica envolvendo Carlos Bolsonaro e a troca de mensagens dele com o presidente.

— A Folha deu uma nota e o Antagonista acabou de reproduzir e ele (Bebianno) acabou de ligar e pediu para tirar. Que é o seguinte… Que ele estava preparando documentos e não sei o quê para atacar. Ele disse ao Jorge (possivelmente Jorge Oliveira, subchefe de Assuntos Jurídicos do Planalto): “o que eu tinha para fazer, eu fiz ontem. Eu não dou mais nenhuma palavra, acabou tudo ontem. Eu to te dando a minha palavra. Ok?” Então, agora, no fim da tarde, para tu saber, eu vou lá dar uma conversada com ele.

O site O Antagonista havia, de fato, replicado a notícia do jornal. Como Bebianno teria relatado a Onyx, o site retirou o conteúdo do ar.

Ouça o áudio:

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