Conecte conosco

Brasil

LUIZ CAETANO ESCREVE: RIO 40 GRAUS

Publicado

em

Simões Filho tá Mudando
 

A morte encomendada de Marielle expõe as vísceras do Estado podre, a partir do Rio de Janeiro, hoje, acústica política e social do Brasil doente, do Brasil das milícias, do crime organizado incrustado no aparelho estatal. A morte de Marielle é a exposição do Golpe vampiresco de 2016 , assim como a morte de Edson Luiz, em 1968, seguida da passeata dos 100 mil, foi o desmascaramento da ditadura militar no seu apogeu fascista do AI 5. O Rio de Janeiro é pródigo em oferecer exemplos marcantes de um País que sonha um futuro radiante, mas abriga uma classe dominante obscurantista e excludente, saudosista do século XIX, que tentava, de todas as formas, continuar o regime escravocrata.

O golpe de 1889, que impôs o Marechal Deodoro e expulsou Pedro II e a família real, registra o início desse atual Estado de coisas absurdas, desapreço ao povo e aos trabalhadores. A Revolta da Chibata, comandada pelo marinheiro João Cândido, em 1910 , expôs esses senhores brancos do golpe, amantes – àquela altura ainda – do retorno à escravidão e aos castigos públicos sobre negros marinheiros. É bom lembrar que a abolição aconteceu em 1888, e os oficiais brancos da Marinha estavam munidos de chicotes para castigar marinheiros em pleno trabalho nos navios , 12 anos depois.  A luta e coragem de João Cândido não foram em vão. O Congresso aprova às pressas uma lei de anistia aos rebelados e o fim das torturas nos navios. Antes, porém, cogitou-se afundar os navios para matar todos os rebelados a bordo!

Essa é a nossa República, que presenciou anteriormente, no mesmo Rio de Janeiro, a Revolta da Armada, entre 1891 e 1894; ofensiva antigolpe militar de 1889, sufocada com a presença dos EUA que considerava e considera o Brasil o seu quintal. Em 1922, a Revolta do Forte de Copacabana sacode novamente o Rio de Janeiro. Conhecida como 18 do Forte, o sentimento do movimento tenentista com Siqueira Campos e Hermes da Fonseca à frente, buscava democracia e lutava contra a oligarquia do café com leite que dominava o País, excluindo importantes estados da federação das decisões políticas e econômicas do Brasil.

Em 1954, o Palácio do Catete transborda em abalo social e político, espalhando comoção em todo o Brasil, com o suicídio de Getúlio Vargas. Foi a maneira encontrada pelo presidente, sacrificando a própria vida, para impedir o golpe militar e garantir as eleições livres  e a vitória nas urnas de Juscelino Kubitschek.

Não podemos esquecer de episódio mais recente,  do Riocentro em 1979 , numa tentativa insana dos porões da ditadura perpetuar o golpe de 64 , desmascarados e vítima  da própria bomba que seria detonada contra milhares de pessoas em pacífico movimento cultural e político, naquela ocasião. O golpe da Proconsult, nas eleições de 1982, mostra o Rio de Janeiro do atraso e a face oculta da Rede Globo, ao tentar fraudar a eleição limpa e legítima de Leonel Brizola. Outra demonstração crucial dos poderes paralelos encastelados no Estado.

Agora, a morte estúpida de Marielle traz à baila uma intervenção militar que precisa responder a que veio: destruir a banda podre da polícia fluminense, as milícias e os bandidos fardados? Retirar das corregedorias os protetores de marginais? Ou ficar revistando mochilas de crianças das favelas e dos morros? A voz de Marielle e o seu sacrifício ganharam praças, jornais e o mundo, em mais um desmascaramento do golpe de 2016 e seu tortuoso caminho pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil.

Nunca o Fora Temer está tão atual e necessário!

Mais uma vez, o Rio de Janeiro convoca os brasileiros a passar a limpo esses 500 anos de injustiças e desigualdades, raiz de todos os males que adoecem a nossa sociedade, sobretudo os mais pobres, negros e favelados!

Levante, Brasil!

Lula Presidente!

Marielle, presente!

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

P U B L I C I D A D E

#Viral

Burger King faz comercial na TV para combater o voto em branco nas eleições

Publicado

em

Eleitores provam hambúrguer “branco”. Lanche só tem pão, cebola e maionese.

A rede de lanchonetes fast food Burger King entrou na campanha eleitoral deste ano com 1 filme no qual estimula as pessoas a não votar em branco.

No comercial que começou a ser veiculado na noite deste domingo (30.set.2018), o Burger King pergunta em quem algumas vão votar. Muitos respondem que votarão em branco. A cenas são gravadas na loja que a rede tem da avenida Paulista, em São Paulo.

O Burger King instalou na calçada uma espécie de urna na qual os consumidores podiam optar se votam em algum candidato ou se votam em branco.

Ao final da enquete, a empresa oferece 1 hambúrguer “Whopper em Branco” para quem disse que vai votar em branco. O lanche só tem o pão, cebola e maionese.

Todos os que provam o “Whopper em Branco” estranham e dizem que não gostaram.

No papel usado para embalar o hambúrguer está escrito: “Este é o ‘Whopper em Branco’, 1 sanduíche com ingredientes escolhidos por outra pessoa. E quando alguém escolhe no seu lugar, não dá para reclamar do resultado”.

O filme de 1 minuto passou pela primeira vez durante 1 dos intervalos do debate entre candidatos a presidente na TV Record. A produção foi da agência David.

Continuar Lendo

Brasil

VÍDEO – assista nova propaganda do PT: Lula é Haddad 13

Publicado

em

Continuar Lendo

Brasil

NO EGITO ELA DUROU DOIS MIL ANOS, NO BRASIL NÃO CHEGOU A 200

Publicado

em

sha-amun.em-su

Talvez muita gente ainda não se tenha dados conta da tragédia com o MUseu Nacional do Rio de Janeiro.

Trata-se de algo que nos ENVERGONHA COMO NAÇÃO.

Sha-amun-em-su sobreviveu intacta em seu ataúde poe 2 milênios anos.

No Brasil, não durou 2 séculos.

 

 

Continuar Lendo
P U B L I C I D A D E
P U B L I C I D A D E

AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Copyright © 2017 Página Simões Filho