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Rio dos Macacos

MPF vai investigar denúncia contra militares da Marinha em Simões Filho

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56 anos de emancipação

Oficiais são suspeitos de agredir moradores do Quilombo Rio dos Macacos.

Marinha vai apurar o caso e analisar as imagens das câmeras do local.

O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar a denúncia dos dois irmãos que alegaram agressão por parte de oficiais da Marinha, na tarde de segunda-feira (6), no Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho.

RIODOSMACACOSRosimeire dos Santos afirma que levou murros e tapas do oficial enquanto estava amarrada. “Ele montou em cima de mim, me amarrou de costas, enfiou meu rosto no chão, me deu muitos tapas, murros, meu corpo todo está doendo, só porque eu ia para casa”, relata Rosimeire, que é moradora do Quilombo.

Já o irmão de Rosimeire, Edinei dos Santos, também afirma que foi agredido e está com hematomas no rosto e no braço. De acordo com os irmãos, as agressões ocorreram na entrada do Complexo da Base naval de Aratu. O local é o único acesso ao Quilombo Rio dos Macacos. A comunidade fica dentro do complexo e distante 1,5 km da guarita da Base.

A área é da União e administrada pela Marinha. Para entrar e sair de casa, os moradores sempre precisam se identificar e os carros são revistados. De acordo com Edinei, os oficiais não querem que eles transitem no fluxo de saída e entrada do complexo. “Eles não querem que a gente saia da comunidade e nem entre, é pra gente ficar preso. Se a gente sair, não pode entrar, se tiver algum parente de fora e for entrar pra visitar a gente, eles não querem que entrem também”, conta Edinei.

O Comando do 2º Distrito Naval disse, em nota, que Edinei fez ameaças a um sentinela que estava de serviço e Rosemeire teria tentado pegar a arma de um dos militares, por isso os dois foram detidos.

Além disso, o comando também afirmou que vai analisar as imagens das câmeras de segurança do local e abrir um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. A Marinha ainda negou que o acesso seja restrito, mas confirmou que todas as pessoas que passam pelo local precisam ser identificadas.

O Caso
Familiares de dois irmãos alegam que eles foram agredidos por oficiais da Marinha na tarde de segunda-feira (6), no Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho, cidade da região metropolitana de Salvador.

De acordo com um dos familiares que não quis se identificar, os irmãos Edinei dos Santos e a Rosimeire dos Santos moram no local e precisaram sair para matricular as filhas dela, mas quando voltaram e pediram para o oficial abrir o portão de acesso ao Quilombo Rio dos Macacos, o rapaz agrediu os irmãos.

“Ele [Edinei] chegou de carro e pediu para o rapaz abrir o portão. O homem não abriu e pediu que Edinei saísse do carro, como ele disse que não ia sair, aí o homem chegou perto dele e já foi pegando ele pela garganta, chutaram a mulher, as crianças saíram correndo para chamar ajuda. Colocaram até uma arma dento da boca dos dois e depois eles foram presos” conta.

Ainda de acordo com a testemunha, as agressões de oficiais da Marinha são constantes. “A gente vive isso direto, mas hoje eles não respeitaram nem as crianças foi o fim. Eles ainda disseram que com a farda eles não vão fazer nada, mas lá fora [na rua], eles podem fazer”, diz a pessoa que não quis se identificar.

Segundo familiares dos irmãos, eles foram soltos ainda na noite desta segunda e prestaram queixa na Polícia Federal, no bairro de Água de Meninos, em Salvador.

Em nota, a Marinha disse que os irmãos foram presos, pois foram violentos com os oficiais. Leia abaixo na íntegra.

“O Comando do 2º Distrito Naval informa que, por volta das 16h00 de hoje (06), foram detidos, no tombo pertencente à União, situado no Complexo Naval de Aratu e administrado pela Marinha do Brasil, o Sr. Edinei Messias dos Santos e a Sra. Rosimeire Messias dos Santos, moradores da comunidade conhecida como Rio dos Macacos.

As detenções foram motivadas pelas ameaças proferidas pelo Sr. Edinei contra as sentinelas de serviço e em razão do comportamento violento da Sra. Rosimeire, que tentou, inclusive, apoderar-se da arma de um dos militares. Os dois foram liberados após a situação ter sido controlada.

Um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado, com apoio do Ministério Público Militar, a fim de apurar o ocorrido.”

 

Fonte: G1 Bahia

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Rio dos Macacos: INCRA delimita 104 hectares, mas comunidade pode contestar

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RIODOSMACACOSO Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária(INCRA), publica a delimitação oficial da área do Rio dos Macacos em Simões Filho.  Há anos, um longa batalha entre a Marinha do Brasil e a comunidade quilombola é travada para definição da posse da terras que ficam na fronteira entre Salvador e Simões Filho.

A publicação foi feita nesta terça-feira (26), o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) só foi publicado após ação na Justiça requerida pelo Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA).

A área reivindicada pela comunidade era de 270 hectares, mas o INCRA definiu apenas 104. A comunidade poderá contestar a decisão dentro de um prazo de 90 dias.

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Rio dos Macacos: Ministro diz que estava confiante em acordo entre quilombolas e Marinha

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rio dos macacosO ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, comentou a falta de acordo entre os moradores do Quilombo Rio dos Macacos, na região metropolitana de Salvador, e o governo federal, pela posse da terra, hoje legalmente pertencente à Marinha, na qual os quilombolas vivem. Os militares pleiteiam na Justiça a remoção das cerca de 500 pessoas que moram no local. "Não havendo o acordo, não há muito o que fazer, porque a Marinha não pode retirar a ação que move na Justiça, para reintegrar aquela área", diz o ministro, que participou pessoalmente das negociações. "Agora, fica para a Justiça definir a questão.

E isso vai se arrastar pelo tempo que a Justiça determinar." Ele disse ter ficado "triste" com a conclusão das negociações sem um acordo. "Confesso que estava confiante que o acordo sairia", contou. "A gente chegou a uma proposta de abrir mão de 106 hectares, para que nenhuma família da área tivesse de ser removida, além de abrir uma nova entrada para o quilombo (atualmente, a entrada é feita por um dos acessos da base naval), com uma estrada, e assegurar a reconstrução das casas, que estão muito precárias. Fico triste por saber que, sem o acordo, quem vai sofrer são os próprios moradores da região", disse. 

O governo chegou a apresentar uma proposta de doação de 106 hectares, no início da semana, aos moradores, que reivindicam a manutenção de 278 hectares dos cerca de 301 aos quais dizem ter direito. "Eles querem nos espremer em uma área que é nossa, não podemos aceitar", justifica a líder dos quilombolas, Rose Meire dos Santos Silva. "Tínhamos 500 hectares, hoje temos 300 e querem nos tirar mais", completa. Além da área, é entrave para o acordo a área do entorno da Barragem do Rio dos Macacos, única fonte de água da região. Os militares tentam vetar o acesso de civis ao local, por ser, segundo o governo federal, estratégico para o fornecimento de água e energia elétrica para o complexo militar, no qual vivem cerca de 400 integrantes da Marinha. "É um recurso natural que sempre serviu à comunidade, de onde até tiramos o sustento, com a pesca, quando é necessário", argumenta Rose.

 

Fonte: BahiaNoticias

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Vídeo mostra ação violenta de soldados contra moradores do Quilombo Rio do Macacos

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Reportagem da TV Bahia, para o telejornal Bahia Meio Dia, transmitido hoje, quinta-feira(13), mostra imagens do sistema de segurança da Marinha do Brasil, na localidade Quilombo Rio dos Macacos registradas em 6 de janeiro de 2014. Nas imagens é possível ver a ação dos sentinelas para impedir que um casal tivesse acesso ao Quilombo.

As imagens reforçam as queixas de atos de truculência por parte do militares para com os moradores da localidade. Veja o vídeo:

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