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Simões Filho tá Mudando
 

Depois de tanta chicotada no passodo, no presente, spray de pimenta na cara dos que restam e lutam.

Em manifestação pela construção de um acesso à comunidade Quilombola Rio dos Macacos, em Simões Filho, ontem, 21 de agosto, senhoras, crianças e deficientes foram generosamente untados com spray de pimenta jogados por outros, irmãos, que tinham assim, que a função restabelecer a ordem social diante do “iminente perigo” que um bando de negros pobres, esquecidos e desrespeitados estaria provocando.

P U B L I C I D A D E

Rio dos Macacos

QUILOMBOLAS DO RIO DOS MACACOS PODERÃO SER ESCORRAÇADOS DE SUAS TERRAS NOS PRÓXIMOS MESES. DIVIDAM?

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QUILOMBOLAS DO RIO DOS MACACOS PODERÃO SER ESCORRAÇADOS DE SUAS TERRAS NOS PRÓXIMOS MESES. DIVDAM?

Há anos os movimentos negros da Bahia e do Brasil acompanham uma verdadeira guerra entre a Marinha do Brasil e a comunidade Quilombo Rio Dos Macacos, localizada entre os municípios de Simões Filho e Salvador.

Ao longo desses anos, são diversas as denúncias de autoritarismo, arbitrariedades e violência contra aquela comunidade pobre, que vive a cada dia com canos de fuzis, à toda hora, apontados para suas caras.

A comunidade é formada em boa parte por idosos e crianças, que são desrespeitados a cada dia em humilhantes abordagens de revista por soldados da Marinha que seguem as ordens dos seus superiores.

O conflito acontece porque, segundo diversos documentários, os quilombolas já habitam as terras há mais de 200 anos e essas mesmas terras passaram a ser, de uma hora para outra, reivindicadas pela Marinha do Brasil para instalação de base militar.

Há relatos e registros em vídeos na internet, que denunciam as graves violações dos direitos humanos como o de ir e vir, direito de acesso a água potável encanada, acesso ao sistema de saúde pública, direito a educação, direito à moradia e direito ao trabalho.

A luta da comunidade é conhecida mundialmente.

Diversos artistas, intelectuais, influenciadores e autoridades já manifestaram apoio àquela comunidade que ainda não viu seus apelos atendidos.

Com uma possível vitória de Jair Bolsonaro –  Capitão do exército – para a presidência da República, que tem apoio de grande parte das forças armadas, o mais provável é que a guerra esteja perdida para aquela comunidade uma vez que, não se espera de um político que refere aos quilombolas como se fossem animais, um tratamento digno para uma comunidade NEGRA E POBRE.

As declarações racistas, do hoje candidato, Jair Bolsonaro, são indicativos do lado que o mesmo deverá estar, caso eleito.

As igrejas, prefeitos, vereadores ativistas políticos que usam as comunidades quilombolas da região como redutos eleitorais, na sua grande maioria estão apoiando o candidato Jair Bolsonaro numa clara demonstração de conveniência política de posicionamento contra o Partido dos Trabalhadores, sem levar em conta as consequências para comunidades pobres como e o caso do Quilombo Rio dos Macacos.

É provável que a imprensa noticie e veicule, nos próximos meses, imagens da expulsão daqueles quilombolas, escorraçados, desolados, na beira de uma pista sem terem para onde ir e nem para quem apelar.

Duvidam?

Parafraseando Edson Gomes: “…Quando a polícia cair em cima deles, até parecerão feras…Não serão ninguém, nem terão pra quem apelar…”

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CIDADES

ESTARIAM OS QUILOMBOLAS DO RIO DOS MACACOS SENDO USADOS PARA EFEITOS ELEITOREIROS?

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A luta dos quilombolas do Rio dos Macacos é conhecida mundialmente.

Uma luta que toda a sociedade considera justa e que já registrou fatos que vão desde ameaças sob a mira de fuzis até ordem de desocupação em 15 dias.

O Página Simões Filho vem registrando esses fatos ao longo dos últimos sete anos e desde lá, jamais foi registrado em nossas páginas o uso da luta daquela comunidade pobre para benefícios de alguns, em campanha eleitoral.

No último dia 10 de janeiro de 2018, o prefeito Diógenes Tolentino visitou o Quilombo e o constatou a dura realidade vivida por aquelas pessoas.

Na manhã de hoje, 24 de julho, um grupo de representantes da comunidades, buscou de forma parcial, mas decidida, a possibilidade de falar com o prefeito para cobrar-lhe a construção de um acesso à vila, conforme conversado e prometido em vista do prefeito.

A visita dos quilombolas chamou a atenção e foi noticiada nos principais portais de notícias da cidade.

Em ano de eleição, algumas pessoas começaram a propagar que o ato tinha o objetivo de criar fato político capaz de criar embaraços ao prefeito e consequentemente à candidatura da vereadora Kátia a deputada estadual.

Para os que conhecem a luta e as várias reivindicações da comunidade do Rio dos Macacos, ficou a certeza de que aqueles quilombolas jamais permitiriam ver sua luta ser usava de forma tão vil.

É a resposta para a manchete desta matéria obviamente é não!

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Rio dos Macacos

Rio dos Macacos: INCRA delimita 104 hectares, mas comunidade pode contestar

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RIODOSMACACOSO Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária(INCRA), publica a delimitação oficial da área do Rio dos Macacos em Simões Filho.  Há anos, um longa batalha entre a Marinha do Brasil e a comunidade quilombola é travada para definição da posse da terras que ficam na fronteira entre Salvador e Simões Filho.

A publicação foi feita nesta terça-feira (26), o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) só foi publicado após ação na Justiça requerida pelo Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA).

A área reivindicada pela comunidade era de 270 hectares, mas o INCRA definiu apenas 104. A comunidade poderá contestar a decisão dentro de um prazo de 90 dias.

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Rio dos Macacos

Rio dos Macacos: Ministro diz que estava confiante em acordo entre quilombolas e Marinha

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rio dos macacosO ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, comentou a falta de acordo entre os moradores do Quilombo Rio dos Macacos, na região metropolitana de Salvador, e o governo federal, pela posse da terra, hoje legalmente pertencente à Marinha, na qual os quilombolas vivem. Os militares pleiteiam na Justiça a remoção das cerca de 500 pessoas que moram no local. "Não havendo o acordo, não há muito o que fazer, porque a Marinha não pode retirar a ação que move na Justiça, para reintegrar aquela área", diz o ministro, que participou pessoalmente das negociações. "Agora, fica para a Justiça definir a questão.

E isso vai se arrastar pelo tempo que a Justiça determinar." Ele disse ter ficado "triste" com a conclusão das negociações sem um acordo. "Confesso que estava confiante que o acordo sairia", contou. "A gente chegou a uma proposta de abrir mão de 106 hectares, para que nenhuma família da área tivesse de ser removida, além de abrir uma nova entrada para o quilombo (atualmente, a entrada é feita por um dos acessos da base naval), com uma estrada, e assegurar a reconstrução das casas, que estão muito precárias. Fico triste por saber que, sem o acordo, quem vai sofrer são os próprios moradores da região", disse. 

O governo chegou a apresentar uma proposta de doação de 106 hectares, no início da semana, aos moradores, que reivindicam a manutenção de 278 hectares dos cerca de 301 aos quais dizem ter direito. "Eles querem nos espremer em uma área que é nossa, não podemos aceitar", justifica a líder dos quilombolas, Rose Meire dos Santos Silva. "Tínhamos 500 hectares, hoje temos 300 e querem nos tirar mais", completa. Além da área, é entrave para o acordo a área do entorno da Barragem do Rio dos Macacos, única fonte de água da região. Os militares tentam vetar o acesso de civis ao local, por ser, segundo o governo federal, estratégico para o fornecimento de água e energia elétrica para o complexo militar, no qual vivem cerca de 400 integrantes da Marinha. "É um recurso natural que sempre serviu à comunidade, de onde até tiramos o sustento, com a pesca, quando é necessário", argumenta Rose.

 

Fonte: BahiaNoticias

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Rio dos Macacos

Vídeo mostra ação violenta de soldados contra moradores do Quilombo Rio do Macacos

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Reportagem da TV Bahia, para o telejornal Bahia Meio Dia, transmitido hoje, quinta-feira(13), mostra imagens do sistema de segurança da Marinha do Brasil, na localidade Quilombo Rio dos Macacos registradas em 6 de janeiro de 2014. Nas imagens é possível ver a ação dos sentinelas para impedir que um casal tivesse acesso ao Quilombo.

As imagens reforçam as queixas de atos de truculência por parte do militares para com os moradores da localidade. Veja o vídeo:

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Rio dos Macacos

MPF vai investigar denúncia contra militares da Marinha em Simões Filho

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Oficiais são suspeitos de agredir moradores do Quilombo Rio dos Macacos.

Marinha vai apurar o caso e analisar as imagens das câmeras do local.

O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar a denúncia dos dois irmãos que alegaram agressão por parte de oficiais da Marinha, na tarde de segunda-feira (6), no Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho.

RIODOSMACACOSRosimeire dos Santos afirma que levou murros e tapas do oficial enquanto estava amarrada. “Ele montou em cima de mim, me amarrou de costas, enfiou meu rosto no chão, me deu muitos tapas, murros, meu corpo todo está doendo, só porque eu ia para casa”, relata Rosimeire, que é moradora do Quilombo.

Já o irmão de Rosimeire, Edinei dos Santos, também afirma que foi agredido e está com hematomas no rosto e no braço. De acordo com os irmãos, as agressões ocorreram na entrada do Complexo da Base naval de Aratu. O local é o único acesso ao Quilombo Rio dos Macacos. A comunidade fica dentro do complexo e distante 1,5 km da guarita da Base.

A área é da União e administrada pela Marinha. Para entrar e sair de casa, os moradores sempre precisam se identificar e os carros são revistados. De acordo com Edinei, os oficiais não querem que eles transitem no fluxo de saída e entrada do complexo. “Eles não querem que a gente saia da comunidade e nem entre, é pra gente ficar preso. Se a gente sair, não pode entrar, se tiver algum parente de fora e for entrar pra visitar a gente, eles não querem que entrem também”, conta Edinei.

O Comando do 2º Distrito Naval disse, em nota, que Edinei fez ameaças a um sentinela que estava de serviço e Rosemeire teria tentado pegar a arma de um dos militares, por isso os dois foram detidos.

Além disso, o comando também afirmou que vai analisar as imagens das câmeras de segurança do local e abrir um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. A Marinha ainda negou que o acesso seja restrito, mas confirmou que todas as pessoas que passam pelo local precisam ser identificadas.

O Caso
Familiares de dois irmãos alegam que eles foram agredidos por oficiais da Marinha na tarde de segunda-feira (6), no Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho, cidade da região metropolitana de Salvador.

De acordo com um dos familiares que não quis se identificar, os irmãos Edinei dos Santos e a Rosimeire dos Santos moram no local e precisaram sair para matricular as filhas dela, mas quando voltaram e pediram para o oficial abrir o portão de acesso ao Quilombo Rio dos Macacos, o rapaz agrediu os irmãos.

“Ele [Edinei] chegou de carro e pediu para o rapaz abrir o portão. O homem não abriu e pediu que Edinei saísse do carro, como ele disse que não ia sair, aí o homem chegou perto dele e já foi pegando ele pela garganta, chutaram a mulher, as crianças saíram correndo para chamar ajuda. Colocaram até uma arma dento da boca dos dois e depois eles foram presos” conta.

Ainda de acordo com a testemunha, as agressões de oficiais da Marinha são constantes. “A gente vive isso direto, mas hoje eles não respeitaram nem as crianças foi o fim. Eles ainda disseram que com a farda eles não vão fazer nada, mas lá fora [na rua], eles podem fazer”, diz a pessoa que não quis se identificar.

Segundo familiares dos irmãos, eles foram soltos ainda na noite desta segunda e prestaram queixa na Polícia Federal, no bairro de Água de Meninos, em Salvador.

Em nota, a Marinha disse que os irmãos foram presos, pois foram violentos com os oficiais. Leia abaixo na íntegra.

“O Comando do 2º Distrito Naval informa que, por volta das 16h00 de hoje (06), foram detidos, no tombo pertencente à União, situado no Complexo Naval de Aratu e administrado pela Marinha do Brasil, o Sr. Edinei Messias dos Santos e a Sra. Rosimeire Messias dos Santos, moradores da comunidade conhecida como Rio dos Macacos.

As detenções foram motivadas pelas ameaças proferidas pelo Sr. Edinei contra as sentinelas de serviço e em razão do comportamento violento da Sra. Rosimeire, que tentou, inclusive, apoderar-se da arma de um dos militares. Os dois foram liberados após a situação ter sido controlada.

Um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado, com apoio do Ministério Público Militar, a fim de apurar o ocorrido.”

 

Fonte: G1 Bahia

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