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PRIMEIRA MULHER NEGRA À FRENTE DA UNE PREVÊ MANDATO DE RESISTÊNCIA

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56 anos de emancipação

Fonte: Rede Brasil Atual

Frente à ruptura institucional representada pelo processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, considerado ilegítimo por amplos setores e organizações sociais, Moara Correa, que assume temporariamente a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE), define o seu mandato como sendo um período de resistência aos retrocessos anunciados na educação pelo governo Temer.

“A nossa pauta agora é o ‘Fora, Temer’ e ‘Diretas Já'”, afirma Moara à RBA. “A questão é que este governo – que coloca (como ministro da Educação) Mendonça Filho, que é do DEM, partido que entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as cotas, que foi publicamente contra todos os avanços que popularizaram o ensino superior – é um governo que não quer negociar com a nova juventude que hoje se encontra na universidade brasileira; a juventude pobre, da classe trabalhadora, do campo, que necessita de políticas específicas de permanência.”

Estudante de Engenharia Civil na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Moara é a primeira mulher negra a ocupar a presidência da UNE, enquanto Carina Vitral, a titular, disputa a prefeitura de Santos, no litoral paulista. Antes dela, Helenira Rezende foi a única mulher negra a ocupar a vice-presidência, em 1968. Quatro anos depois, foi morta pela ditadura civil-militar.

“Hoje estou na presidência da UNE por quê? Porque a UNE é mais popular. E a UNE se popularizou porque a universidade se popularizou nos últimos anos. Temos mais negros, mais mulheres e mais LGBTs participando nas universidades. Sou fruto disso.”

Sobre as ameaças representadas pelo governo Temer, a nova presidenta aponta os cortes de até 45% no orçamento das universidades federais para o próximo ano, além de restrições no acesso por meio do Fies, e ainda a ameaça a programas como o Ciência sem Fronteiras. “O Ciência sem Fronteiras é um programa que investe em tecnologia. Investir em tecnologia é investir na educação, mas é também investir na soberania e no progresso do país.”

Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que busca impor o congelamento do orçamento da União por 20 anos, Moara diz que, na prática, a medida representa cortes, porque não só a população tende a crescer como também a demandar mais educação.

Segundo ela, o novo perfil do estudante que passou a ingressar no ensino superior exige que as universidades públicas tenham mais do que prédios e professores. Defende políticas de permanência nas instituições, como restaurantes universitários e moradia estudantil, que passam a não mais caber em um orçamento congelado.

“Além disso, a gente acredita no tripé ensino-pesquisa-extensão. Uma universidade que mal tem dinheiro para pagar as suas contas não vai investir em pesquisa e extensão.”

Moara reafirma ainda a necessidade do retorno da normalidade democrática, com a realização de eleições diretas, para que a população volte a participar das decisões. “Sem a restituição do processo democrático no país, é impossível e inviável a construção de qualquer política pública de avanços para a juventude. Fora do regime democrático, a juventude só vai ter derrotas. A democracia é muito cara para a UNE. A história da UNE se confunde com a história da construção da democracia no país.”

Ela lembra que os principais avanços conquistados na educação nos últimos anos se deveram à participação popular, como a construção do Plano Nacional de Educação (2014-2024), realizado a partir de conferências, das quais participavam governo, trabalhadores da educação do setor público e privado e dos estudantes.

“Nos últimos 13 anos, a gente foi incluído nesses espaços e, agora estamos na direção da UNE e de outras entidades justamente para lutar para que nenhum retrocesso seja imposto, para que a juventude negra, a juventude trabalhadora, não seja expulsa das universidades, que as mulheres consigam permanecer.”

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URGENTE: TEMER DECRETA GLO EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL

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Temer ditador
56 anos de emancipação

 O ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, anunciou na noite desta sexta-feira 25 que o governo Michel Temer decretou, a pedido do comando do Exército, a edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que ampare a atuação das Forças Armadas em todo o território nacional para liberar rodoviais bloqueadas pela greve dos caminhoneiros.

Hoje, a GLO ocorre em algumas regiões, como no Rio de Janeiro na área da Segurança. Com o decreto, o Exército está permitido a usar a força em qualquer ponto do Brasil. O comando do Exército havia solicitado a Temer nesta sexta a edição do decreto. Os ministros confirmaram a decisão em coletiva de imprensa.

O chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, Sérgio Etchegoyen, disse na coletiva que o número de interdições de rodovias está caindo. Padilha também disse que há redução no movimento dos caminhoneiros, embora não do tamanho que o governo gostaria. Segundo Raul Jungmann, os bloqueios de rodovias caíram de 930 para 519.

O governo também informou que não tratará do preço da gasolina, apenas do diesel, na negociação durante a greve dos caminhoneiros.

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EXÉRCITO PEDE A TEMER DECRETO NACIONAL DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM

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Caminhoneiros
56 anos de emancipação

No Brasil 247 O comando do Exército solicitou nesta sexta-feira a Michel Temer a edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que ampare a atuação das Forças Armadas em todo o território nacional para liberar rodoviais bloqueadas pela greve dos caminhoneiros.

“Será um guarda-chuva para proteção da tropa em âmbito nacional”, disse um dos militares próximos ao Comando do Exército ao jornal O Globo. A preocupação dos militares é resguardar a ação das tropas em todos os estados brasileiros onde caminhoneiros realizam bloqueios.

A decisão do governo sobre autorizar a atuação do Exército em Garantia da Lei e da Ordem na greve dos caminhoneiros deve ser anunciada em instantes pelo Planalto em entrevista coletiva, informou a jornalista Naira Trindade.

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URGENTE: POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL ACABA DE ANUNCIAR APOIO À GREVE DOS CAMINHONEIROS

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Polícia Rodoviária Federal anuncia apoio À greve dos caminhoneiros
56 anos de emancipação

Do Blog do Esmael – O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Paraná (SINPRF-PR), por meio de nota oficial, anunciou apoio “ao legítimo movimento” desencadeado por caminhoneiros contra os sucessivos e abusivos aumentos de preço dos combustíveis.

“A política de reajustes constantes dos combustíveis, ao passo que prejudica milhões de brasileiros, garante ao mercado econômico lucros crescentes, subvertendo completamente a ordem e o dever do Estado: de garantir equidade e justiça ao seu povo”, diz um trecho do documento.

Leia a íntegra da nota do SINPRF-PR:

O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Paraná (SINPRF/PR) vem expressar seu apoio ao legítimo movimento desencadeado por caminhoneiros contra os sucessivos e abusivos aumentos de preço dos combustíveis.

O SINPRF/PR, por meio desta nota, se solidariza não apenas com os caminhoneiros, mas com cada brasileiro e brasileira que mais uma vez assume uma injusta fatura da corrupção e da má gestão da coisa pública.

Os caminhoneiros e a população brasileira em geral não podem continuar a ser sobrecarregados com a conta do rombo bilionário que a maior empresa estatal do país sofreu nas mãos de maus gestores e de corruptos.

A política de reajustes constantes dos combustíveis, ao passo que prejudica milhões de brasileiros, garante ao mercado econômico lucros crescentes, subvertendo completamente a ordem e o dever do Estado: de garantir equidade e justiça ao seu povo.

O Sindicato ressalta, ainda, todos os esforços realizados diariamente pelos policiais rodoviários federais, de norte a sul do país, com destaque especial aos PRFs paranaenses, para assegurar a livre manifestação, buscando o amplo respeito às garantias e segurança dos manifestantes e dos demais usuários da rodovia.

Por fim, conclamamos a população brasileira a apoiar as mobilizações pacíficas dos caminhoneiros, que estão defendendo os interesses de cada cidadão brasileiro ao denunciar tamanha injustiça.

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