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Rio dos Macacos

QUILOMBOLAS DO RIO DOS MACACOS PODERÃO SER ESCORRAÇADOS DE SUAS TERRAS NOS PRÓXIMOS MESES. DIVIDAM?

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QUILOMBOLAS DO RIO DOS MACACOS PODERÃO SER ESCORRAÇADOS DE SUAS TERRAS NOS PRÓXIMOS MESES. DIVDAM?
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Há anos os movimentos negros da Bahia e do Brasil acompanham uma verdadeira guerra entre a Marinha do Brasil e a comunidade Quilombo Rio Dos Macacos, localizada entre os municípios de Simões Filho e Salvador.

Ao longo desses anos, são diversas as denúncias de autoritarismo, arbitrariedades e violência contra aquela comunidade pobre, que vive a cada dia com canos de fuzis, à toda hora, apontados para suas caras.

A comunidade é formada em boa parte por idosos e crianças, que são desrespeitados a cada dia em humilhantes abordagens de revista por soldados da Marinha que seguem as ordens dos seus superiores.

O conflito acontece porque, segundo diversos documentários, os quilombolas já habitam as terras há mais de 200 anos e essas mesmas terras passaram a ser, de uma hora para outra, reivindicadas pela Marinha do Brasil para instalação de base militar.

Há relatos e registros em vídeos na internet, que denunciam as graves violações dos direitos humanos como o de ir e vir, direito de acesso a água potável encanada, acesso ao sistema de saúde pública, direito a educação, direito à moradia e direito ao trabalho.

A luta da comunidade é conhecida mundialmente.

Diversos artistas, intelectuais, influenciadores e autoridades já manifestaram apoio àquela comunidade que ainda não viu seus apelos atendidos.

Com uma possível vitória de Jair Bolsonaro –  Capitão do exército – para a presidência da República, que tem apoio de grande parte das forças armadas, o mais provável é que a guerra esteja perdida para aquela comunidade uma vez que, não se espera de um político que refere aos quilombolas como se fossem animais, um tratamento digno para uma comunidade NEGRA E POBRE.

As declarações racistas, do hoje candidato, Jair Bolsonaro, são indicativos do lado que o mesmo deverá estar, caso eleito.

As igrejas, prefeitos, vereadores ativistas políticos que usam as comunidades quilombolas da região como redutos eleitorais, na sua grande maioria estão apoiando o candidato Jair Bolsonaro numa clara demonstração de conveniência política de posicionamento contra o Partido dos Trabalhadores, sem levar em conta as consequências para comunidades pobres como e o caso do Quilombo Rio dos Macacos.

É provável que a imprensa noticie e veicule, nos próximos meses, imagens da expulsão daqueles quilombolas, escorraçados, desolados, na beira de uma pista sem terem para onde ir e nem para quem apelar.

Duvidam?

Parafraseando Edson Gomes: “…Quando a polícia cair em cima deles, até parecerão feras…Não serão ninguém, nem terão pra quem apelar…”

P U B L I C I D A D E
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