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MUNDO

Recado para Trump: Irã promete produzir armas se EUA deixarem acordo nuclear

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56 anos de emancipação

O presidente iraniano Hassan Rouhani alertou que os EUA irão se arrepender de sair do marco do acordo nuclear de 2015 e verão as consequências “em menos de uma semana”, caso siga adiante com a tão discutida retirada.

“O Irã não violará o acordo nuclear, mas se os EUA desistirem do acordo, certamente irão se arrepender”, disse Rouhani na segunda-feira, durante uma cerimônia que marca o 12º aniversário do Dia Nacional de Tecnologia Nuclear. Ele acrescentou que a resposta de Teerã “será mais forte do que eles imaginam e eles veriam isso em uma semana”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, “tem grandes reivindicações e muitos altos e baixos em suas palavras e ações, e tenta há 15 meses quebrar o Plano de Ação Integral JCPOA”, afirmou Rouhani, acrescentando que o pacto histórico é tão forte que “não tenha sido abalado por tais terremotos”.

Acabar com o acordo prejudicaria a reputação internacional dos EUA, enquanto o Irã emergiria na opinião pública global como um ator responsável e cooperativo, avaliou o presidente iraniano. “Se eles se retirarem, isso significaria que eles não estão comprometidos com suas palavras”, acrescentou.

Rouhani enfatizou que o Irã não pode se dar ao luxo de desperdiçar seu tempo aumentando suas capacidades militares, dizendo: “nós produziremos todas as armas necessárias para defender nosso país em uma região tão volátil […] mas não usaremos nossas armas contra nossos vizinhos”.

Rouhani não é o único alto funcionário a alertar os EUA sobre o acordo nuclear. Na semana passada, Ali Akbar Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, disse que “condições especiais surgirão” se Washington desistir do acordo. Se os líderes do Irã decidirem agir, haverá “uma surpresa especial para aqueles que saquearem o acordo”, continuou ele, conforme citado pela Press TV.

“Estamos procurando seriamente preservar nossos interesses e soberania nacionais, mas se os Estados Unidos se retirarem e a Europa e outras grandes potências se retirarem deste acordo, definitivamente faremos algo diferente”, acrescentou.

A advertência de Rouhani vem logo após os relatos de que o governo Trump está flutuando estratégias para sair do JCPOA, coloquialmente conhecido como “acordo nuclear com o Irã”, e impor novamente sanções a Teerã.

A Casa Branca estabeleceu o dia 12 de maio como o prazo final para o acordo ser renegociado, e Trump já ameaçou que Washington pode desistir do acordo se suas exigências para consertar suas “terríveis falhas” não forem cumpridas. Trump pediu especificamente a remoção das chamadas “cláusulas do pôr-do-sol”, que permitem ao Irã retomar gradualmente as atividades nucleares na próxima década.

Trump notoriamente descreveu o acordo como o “pior negócio já negociado” e repetidamente ameaçou descartá-lo. Os proponentes do acordo de 2015 dizem que se retirar agora, os EUA ficarão mais para trás na construção de laços duradouros com Teerã.

“Se nos afastarmos do que eles fizeram, serão 30 anos antes de outro presidente sentar-se com os iranianos para negociar”, disse o ex-secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que ajudou a negociar o acordo, no Conselho de Assuntos Mundiais de Villanova. Universidade na semana passada. “Então estaremos no caminho certo, se algo der errado, de confronto”.

Adotado pelo Irã e pelas principais potências mundiais — a saber, China, França, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha — o JCPOA estipula que Teerã deve reduzir em dois terços o número de suas centrífugas de enriquecimento de urânio, limitar o grau de enriquecimento abaixo do nível necessário para o material para armas, e reduzir seu estoque de urânio enriquecido em 98% por 15 anos.

Em troca, as sanções de uma década impostas a Teerã, relacionadas a alegações de um programa secreto de armas nucleares, foram suspensas. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão internacional encarregado de monitorar a conduta do Irã como parte do acordo, diz que Teerã tem cumprido plenamente seu lado do acordo.

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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P U B L I C I D A D E

MUNDO

VÍDEO: PRESIDENTE ELEITO NICOLÁS MADURO MANDA RECADO AO “USURPADOR” TEMER

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Maduro manda recado ao usurpador Temer
56 anos de emancipação

Isso você não vai ver na Globo:

Segundo o dicionário, USURPADOR significa:  Aquele que usurpa; que se apodera ilicitamente daquilo que não lhe pertence ou a que não tem direito.

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Brasil

Eleições 2018: para a mídia, o que não pode na Venezuela, pode no Brasil. Por Suzana Miotti

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PIG
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POR SUZANA MIOTTI No DCM – Um paiseco da América do Sul, seguindo a sua Constituição, resolveu realizar eleições neste ano de 2018 para presidente.

O atual governante, cujo partido está no poder há aproximadamente três décadas, em conjunto com os poderes Legislativo e Judiciário, após seguirem um processo jurídico, que especialistas internacionais alegam estar sendo tendencioso, decidiram deixar os principais opositores na cadeia.

Impediu-os de participar do pleito e colocou o pleito sob suspeição pelas principais potências ocidentais. 

Sanções econômicas ajudarão a aumentar a agonia desse povo, que já sofre com o aumento dos custos básicos de vida como, por exemplo, gás, gasolina e alimentos. 

Não, não é a Venezuela. É o Brasil do MDB, de Temer e da Globo.

Todos os argumentos citados acima são utilizados para descrever o regime bolivariano.

Maduro foi reeleito através do voto popular, livre, secreto e pessoal.  

O MDB, por sua vez, ocupa o cargo de presidente ou vice-presidente da República desde a redemocratização, no final da década de 1980.

E, para continuar no poder em 2019, articula com antigos aliados como PSDB, DEM, PP, entre outros. E, também com ministros do STF. 

Desse modo, conseguiram trancafiar o principal líder oposicionista do país, Lula.

Sim, ele sofreu um processo que respeitou os trâmites legais que, estranhamente, foi mais célere do que em outros casos, como o do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo.

Mas por acaso o Judiciário venezuelano não respeitou os seus trâmites legais ao prender liederanças da oposição?

Muitos podem contestar as prisões venezuelanas chamando-as de abusivas — mas e as prisões cautelares de mais de dois anos do juiz Sergio Moro, não o são?

Em resumo, é impressionante como os argumentos utilizados pela mídia para criticar o modus operandi de Maduro e companhia servem para o Brasil.

Afinal de contas, o que não pode lá, pode cá?

Porque, ironicamente, respeitando as especificidades de cada país, a situação do Brasil e da Venezuela são parecidas. A começar pelo cerceamento político de seus opositores.

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MUNDO

A vitória de Maduro demonstrou a força política do Chavismo

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Chavismo- eleições na venezuela
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Agência Venezuelana de Notícias  – A vitória obtida pelo candidato da Frente Ampla da Pátria, Nicolás Maduro, nas eleições de domingo, 20 de maio, quando foi eleito Presidente da República para o período 2019-2015, com 68% dos votos válidos, representa a recuperação e A força do chavismo como força política, disse o chefe do Comando da Campanha Simón Bolívar, Jorge Rodríguez. 

“Não há dúvida de que o Chavismo recuperou a maioria e que esta maioria aumenta a cada dia, é uma maioria sólida, é uma maioria que não é violada nem com a guerra econômica nem com ações contra o povo”, ressaltou durante uma coletiva de imprensa realizada no Teatro Bolívar, em Caracas.

Ao analisar o feedback dos últimos três anos, lembrou como índices negativos evidenciados nas eleições parlamentares de 2015, quando perdeu para 56% dos votos, foi superado na nomeação eleitoral da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) com 43% participação, e as eleições regionais e municipais, onde Chávez capitalizados 54% e 70%, respectivamente, do apoio popular. 

No caso das eleições presidenciais, a tendência continuou: Nicolas Maduro triplicou seu voto contra Henri Falcon, defendida pela Advanced Progressive (AP), Al Socialismo (MAS) e Movimento Copei, para superar 4 milhões de 721.698 votos.

“Ele ganhou 3,3 vezes, 3,3 vezes mais votos que recebemos, vencemos nos 23 estados da Venezuela, em Caracas e nos 335 municípios do país , ” ele acrescentou, notando que mesmo com a unificação dos candidatos da oposição, Maduro teria obtido 3 milhões de votos mais de 696.698 Falcon e Javier Bertucci, candidato para o círculo eleitoral esperança para a mudança. 

Rodriguez atribuído a mostra forte apoio popular para a consciência de venezuelanos que, a seu ver, perceber Chávez como “um modo de ser, uma forma de abordar os problemas da vida e de endereço”.

Somado a isso, a mensagem expressa através da urna refletiu a aspiração da maioria de retomar o diálogo político nos termos da Constituição, como propõe o Presidente da República, Nicolás Maduro. 

Por esta razão, a militância revolucionária consolidou “uma imensa vitória de proporções épicas na democracia venezuelana”, traduzida no triunfo “mais amplo” que um candidato presidencial capitalizou na história. 

Rodriguez ressaltou que a reeleição de Nicolás Maduro ocorreu com taxas de participação superiores às experimentadas em outros países latino-americanos, referindo-se principalmente aos casos da Colômbia e da Guatemala, onde os níveis históricos de participação não ultrapassam 45%.

O chefe do Comando da Campanha, Simón Bolívar, destacou que o dia da eleição deste domingo ensinou ao mundo uma lição e uma “mensagem que deve ser ouvida com atenção” por setores e governos de direita que continuam com manobras agressivas contra a Venezuela. 

“A cada voto, a Venezuela enviou uma mensagem de paz, concordância e respeito por um povo, a democracia da Venezuela é um exemplo para o mundo”, disse ele, afirmando que a vontade do povo deve ser respeitada e reconhecida. . 

Por outro lado, observou que com a execução do processo eleitoral número 23, realizado no contexto da Revolução Bolivariana, ficou evidente a transparência e efetividade do sistema eleitoral venezuelano. 

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