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Relações gramaticais nas manchetes de uma fraude eleitoral: modo de usar

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GGN – A melhor maneira de catar manipulação ou enviesamento numa manchete é observar as relações gramaticais que ela estabelece na oração, que trazem a linha de como ela vai contar a história.

Quem é o sujeito? Que tipo de sujeito é? Humano? Animado? Inanimado?  É uma coisa/ideia? Qual é o verbo que esse sujeito aciona, e que outros tipos de sujeitos podem acionar esse verbo? E o complemento pra sujeito e verbo, qual é? Quem é complemento pode ser sujeito? Como e por quê? Qual a ordem dos constituintes na frase? Qual o tópico pragmático de cada frase? Por que tais escolhas pragmáticas?

(Não custa aqui deixar claro que esta autora entende como fato que o sujeito Folha de São Paulo acionou o verbo denunciar que pediu os complementos “o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político”: A Folha de São Paulo denunciou [em matéria de capa] o presidenciável do PSL por abuso de poder econômico e político. Tudo o que aconteceu depois disso foi consequência. A primeira a acionar o verbo foi a Folha – um sujeito de perfil institucional, diga-se.)

Isto posto, vamos aplicar a lista de perguntinhas do segundo parágrafo às manchetes de hoje sobre o Zapgate / Roger Whats / Lavazap (ainda não escolhi qual o melhor nome pra batizar o ocorrido. Na dúvida, uso todos. Desculpem.)

Vamos começar pela acionadora de verbos de ontem, a Folha, que traz na capa:

  1. Bolsonaro nega controlar uso ilegal de redes sociais

Temos um sujeito humano (estou no campo da semântica, não da política) que acumula a função pragmática de tópico, ou seja, é o assunto da frase. É de Bolsonaro que vamos falar, é ao redor dele que tudo vai girar. Bolsonaro aciona um verbo de semântica negativa (negar) que pede um complemento, no caso uma segunda oração (controlar uso ilegal de redes sociais). Pra quem se esqueceu da dica da tia Maricota na escola, um verbo = uma oração.

Nessa segunda oração temos um detalhezinho que escapa aos olhos mas não à compreensão: o que Bolsonaro nega é controlar o uso ilegal de redes sociais. Ele não nega nem a existência nem a ilegalidade do uso das redes sociais. Ela apenas nega o controle.

Vamos acompanhar agora Globo e Estadão. A começar pelo colega paulistano, que traz a palavra whatsapp numa manchetinha tão pequenininha que eu tive que dar CTRL + no meu navegador para dar zoom e conseguir ler. Vou colocar até a legendinha que acompanha a manchetinha – o diminutivo é pra ser lido com ironiazinha, fazendo o favorzinho.

  1. Campanhas gastam R$ 3 milhões no Whatsapp
    Foram contratados serviços de disparo de até 1 milhão de mensagens de uma só vez e compra de listas de telefones, o que é ilegal. Valor declarado está subnotificado.

Comecemos pelo sujeito. Campanhas. Metonímia que, discursivamente, tem a importante função de mocozar responsabilidades. Seres humanos, legalmente imputáveis, agiram de maneira ilegal, mas aqui não foram identificados. Viraram “campanhas”. A despeito disso, o que mais me chamou a atenção foi o emprego do plural. No segundo turno, equivale dizer que ambos os candidatos agiram ilegalmente (não foi bem isso o que a Folha noticiou ontem, mas deixa pra lá). Também poderia implicar um pouquinho com a preposição (por que “no” whatsapp e não “com o” whatsapp?), mas também vou ignorar. Acordei boazinha hoje, sabe?

Passemos agora à legendinha que segue a manchetinha, que está uma delicinha:

Foram contratados serviços de disparo → por que a voz passiva aqui? Quem contratou? De quem esses serviços foram contratados? Cadê o agente dessa frase? Quem acionou o verbo contratar nesse furdunço? Jornalismo e apuração pra ajudar a reescrever essa legendinha, por onde andam?

Finalmente, a manchete do Globo. Sou obrigada a tirar o chapéu para a malemolência sintático-semântica do diário carioca:

  1. Campanha no whatsapp leva o PT a acionar TSE

Temos uma oração causativa se fazendo de superagente e aumentando a valência do verbo!!! [por favor, pensem naquele desenho do pica-pau das cataratas do Niágara, no momento em que o policial desce no barril e os turistas de capa amarela gritam EEEEE. Obrigada.]

Vamos bem devagarinho aqui.

A frase “original” é: PT aciona TSE. Temos um sujeito (institucional) comandando o verbo acionar, que transita sua ação do sujeito para o objeto direto – daí o nome transitivo direto. O sujeito tem poderes sobre o verbo.

Na manchete final, o sujeito original teve seu poder semântico de comando conduzido / motivado por forças externas. E que forças externas foram essas? A reportagem de um, vá lá, importante jornal do país? Não. Foi “campanha no whatsapp”. Sumiu Bolsonaro, sumiu PSL, sumiu empresário picareta, sumiu prática ilegal, sumiu Folha de SPaulo, sumiu jornalismo, sumiu tudo. Ficou só um troço insípido, inodoro e amorfo chamado “campanha no whatsapp”. Troço esse que tem poderes de comando sobre o PT. Ah, então tá bom!

Agora vocês fiquem aí remoendo tudo o que eu falei que eu preciso me decidir qual o melhor nome pro furdunço: Roger Whats? Zapgate? LavaZap? Oh, dúvida cruel…

P U B L I C I D A D E

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Simões Filho: Cadastramento biométrico segue até 22 de fevereiro

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Simões Filho: Cadastramento biométrico segue até 22 de fevereiro

Cadastramento biométrico segue acontecendo em Simões Filho, cidade da Região Metropolitana de Salvador, e os eleitores terão até 22 de fevereiro para comparecer a uma das unidades e realizar a atualização dos dados com a biometria.

O atendimento está sendo realizado no Mini Shopping Nilmar, na Rua C, número 60, no Loteamento Encanto das Árvores – Centro (próximo ao Tabelionato de Notas) e no Fórum, Av. Altamirando de Araújo Ramos – S/N, das 8h às 16h, por ordem de chegada. Quem já se cadastrou não precisa comparecer.

Os eleitores devem comparecer ao posto de atendimento, tendo em mãos: RG, CPF, Título de Eleitor e comprovante de residência (água, luz ou telefone).

O cadastramento é obrigatório e caso o eleitor não o compareça poderá ter o título cancelado, o que provoca impedimento da realização de atos civis, como: obter passaporte, se matricular em instituição oficial e tomar posse em cargo público.

O cadastramento biométrico faz com que o eleitor seja reconhecido pelas digitais na hora do voto. Na oportunidade, os técnicos realizam a atualização dos dados pessoais, promovendo maior transparência no processo eleitoral.

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2019 É O ANO DECISIVO PARA O GOVERNO DINHA/SID

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2019 É O ANO DECISIVO PARA O GOVERNO DINHA/SID

A avaliação do governo Dinha para muitos está no caminho certo. Está correspondendo a todas as expectativas de quem votou nele.

Para muitos outros, o governo Dinha é decepcionante e não merecerá mais um voto de confiança nas próximas eleições.

Fato é, que do plano de governo apresentado em campanha, muito já foi executado.

Talvez por questões de topografia e desordem estrutural da cidade, as várias intervenções executadas em diversos bairros não sejam tão visíveis.

No entanto essa explicação não convence nenhum eleitor ou cidadão crítico e as razões são várias.

Aliado a essa situação, compromissos de campanha impedem que o prefeito Dinha possa pôr em prática uma reforma administrativa que lhe dê condições de corrigir alguns equívocos dentro de várias secretarias.

Outro ponto a ser observado, é o fato de se avaliar opositores como inimigos mortais ao mesmo tempo em que afaga supostos aliados sem que se dê atenção ao que estes estão murmurando pelos corredores sobre a gestão.

2019 é o ano decisivo para o prefeito Dinha.

Se o mesmo não prestar atenção ao relógio, poderá perder o momento ideal para iniciar obras  importantíssimas para a população e para a campanha à reeleição.

Se não ficar atento às novas regras eleitorais poderá cometer equívocos irreparáveis à sua futura campanha.

Se não comunicar, se não publicitar de forma profissional, não só eficiente, mas também eficaz, poderá não conseguir superar o trabalho dos seus opositores que não estão dispostos a dar a menor trégua nos próximos meses.

2020 está logo ali!

O plano de realizar diversas inaugurações de obras que sequer começaram, no início de 2020 pode se mostrar um plano amador e desastroso.

É importante lembra que em 2018 o Grupo Dinha obteve uma grande vitória com a eleição da agora, deputada estadual, Kátia Oliveira. Coisa que, sem dúvidas, fortaleceu o grupo.

Mas não se pode deixar de reconhecer que o Grupo Alencar também se fortaleceu com a eleição do ex-prefeito Eduardo Alencar para deputado estadual e Otto Filho para federal.

Só amadores não irão considerar o Plano do senador Otto Alencar para o governador da Bahia na próxima disputa.

Tal plano tem Simões Filho como cidade estratégica em 2020 ou seja, não será uma disputa fácil.

Na próxima campanha eleitoral o prefeito Dinha, naturalmente, partirá em vantagem, mas precisa se programar para não permitir que seus adversários se aproximem e o ultrapassem.

Numa corrida têr fôlego é fundamental.

Dinha está a dois anos correndo.

Nesse mesmo tempo, o grupo adversário está em descanso e não sabemos como estará a capacidade respiratória no momento decisivo da corrida.

Gritar é, em muitos casos, uma forma eficaz de comunicar-se.

Resta saber o que se está gritando: se “pra cima!” ou “sai da frente!”

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Eleitores simõesfilhenses devem realizar cadastramento biométrico até 22 de fevereiro

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Os eleitores simõesfilhenses têm até o dia 22 de fevereiro de 2019 para fazer o cadastramento biométrico. O atendimento está sendo realizado no Mini Shopping Nilmar, na Rua C, número 60, no Loteamento Encanto das Árvores – Centro (próximo ao Tabelionato de Notas), das 8h às 16h, por ordem de chegada. Quem já se cadastrou não precisa comparecer.

Os eleitores devem comparecer ao posto de atendimento, tendo em mãos: RG, CPF, Título e comprovante de residência (água, luz ou telefone).

O cadastramento é obrigatório e caso o eleitor não o compareça poderá ter o título cancelado, o que provoca impedimento da realização atos civis, como: obter passaporte, se matricular em instituição oficial e tomar posse em cargo público.

O cadastramento biométrico faz com que o eleitor seja reconhecido pelas digitais na hora do voto. Na oportunidade, os técnicos realizam a atualização dos dados pessoais, promovendo maior transparência no processo eleitoral

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Brasil

Eleitor de Bolsonaro toma batida policial e conta seu “arrependimento de ter votado nele”

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Douglas Barcellos contou levou um dia para se arrepender de votar em Jair Bolsonaro. Ele contou sua história no Twitter:

 

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BOLSONARO É ELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

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Da Folha:

Jair Messias Bolsonaro, 63, é o novo presidente do Brasil —o 42º da história e o 8º desde o fim do regime militar (1964-85) que ele admira e cujo caráter ditatorial relativiza.

O deputado do PSL-RJ derrotou neste domingo (28) o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, do PT, segundo projeção do Datafolha sobre os resultados já apurados.

Bolsonaro liderou a mais surpreendente disputa eleitoral desde o pleito de 1989 a partir de agosto, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde abril por corrupção, foi declarado inelegível.

Haddad, plano B do PT que ocupava estrategicamente a vice de Lula antes de ser lançado candidato, conseguiu chegar ao segundo turno, mas nunca ameaçou a liderança do polêmico deputado.

Ele será o 16º presidente militar da história e o 3º a chegar ao poder pelo voto direto. Os outros foram Hermes da Fonseca, em 1910, e Eurico Gaspar Dutra, em 1945. (…)

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Revista afirma que família Bolsonaro contratou agência para criar grupos no WhatsApp

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Do Jornal GGN – A revista Época publicou uma entrevista nesta quarta (24) que revela que a família Bolsonaro criou artificialmente inúmeros grupos no WhatsApp, há mais de 2 anos, para disparar em massa mensagens “politicamente incorretas”, trabalhar o repúdio da população à corrupção e aos projetos do PT, e influenciar o eleitorado a compactuar com as ideias de Jair Bolsonaro.

A reportagem conversou com um funcionário da agência que começou produzindo imagens para serem utilizadas na redes sociais. Depois, passou a receber pedidos para criar, dividir em nichos e administrar grupos de WhatsApp.

Quando a célula, com mais de 100 pessoas, estava consolidada, a administração era transferida para algum voluntário pró-bolsonaro mais ativo. Ou seja: a estrutura montada profissionalmente era fundida com a militância orgânica, graças aos novos apoiadores de Bolsonaro, caracterizando o que especialistas têm chamado de guerra híbrida.

O caráter da estrutura de comunicação montada por Bolsonaro no WhatsApp está sendo estudado por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense, que acrescentaram ainda que os membros mais ativos dessas células têm números internacionais. A fonte anônima da agência revelou que recebia chips da Argentina, Portugal e outros países para fazer suas operações. Esses chips eram fornecidos em reuniões fechadas. O mesmo ocorreu com a entrega das listas de contatos do deputado.

O então funcionário, que pediu para não ter seu nome e nem o da agência revelados, relatou que o serviço foi rompido somente no início deste ano, quando a empresa percebeu que Bolsonaro teria chances de disputar e ganhar a eleição presidencial. Ele acrescentou ainda que a agência estava incomodada com a distribuição de muitas fake news.

Na semana passada, a Folha de S. Paulo revelou que empresas anti-PT estão comprando pacotes de disparos em massa no WhatsApp às véspera do segundo turno. Bolsonaro afirmou que não controla seus “apoiadores voluntários.”

Leia a matéria completa aqui.

 

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