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Respeitar as MANAS, AS MINAS e AS MONAS

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Simões Filho tá Mudando

Por: Valéria Possadágua

O Brasil continua marginalizando, excluindo e executando uma parcela da sociedade. Somos o país no topo do ranking de mortes por homofobia.

Me indigna o fato dessa gente intitulada do “bem” ligada a certas religiões, que se sente ofendidíssima com a luta dos Trans., das lésbicas, dos homossexuais e até dos heteros, sim porque também somos alvos da violência moral, por conta das nossas roupas, cabelos e comportamentos. Daqui a pouco estaremos sendo incluídos numa espécie de lista, parecida com a “Lista Schindler” (Lista que os Nazifascistas na Alemanha de Hitler, utilizavam para incluírem os Judeus condenados a morte na câmara de gás).

Tempos difíceis estes, onde estamos tendo que defender o óbvio. Quando poderíamos estar avançando no debate por uma educação não sexista, mais inclusiva, participativa, menos preconceituosa e discriminadora. Aliás, temo por nosso tempo, pois os preconceitos estão sendo destilados por religiões e pastores que se intitulam donos da moral e dos bons costumes, alheios ao Estado Democrático de Direito (O Estado democrático de direito é um conceito que designa qualquer Estado que se aplica a garantir o respeito das liberdades civis, ou seja, o respeito pelos direitos humanos e pelas garantias fundamentais, através do estabelecimento de uma proteção jurídica. Em um estado de direito, as próprias autoridades políticas estão sujeitas ao respeito das regras de direito).

Incitam ódio e violência, e, esta violência tem elevado o número de mortes de seres humanos que não se encaixam num padrão e regras estabelecidos por uma minoria.

E por que matam?

Matam porque estão cegos, cheios de ódio, de preconceitos.

Estigmatizam os diferentes, interpretam as palavras contidas na BIBLIA como melhor os convém.

Se, Jesus foi o maior revolucionário da sua época, em nenhum momento ou passagem bíblica ele incitou ódio ou preconceito contra nações ou pessoas. Andava com os pobres, os doentes, os ladrões e as prostitutas. Aqueles que a sociedade excluía, ele acolhia com ternura e amor. Não tinha muito que comer, não tinha um teto, não carregava nada consigo a não ser suas próprias vestes. Mas tinha, conforme relato bíblico, um olhar bondoso e acolhedor. E certa feita quando caminhava deparou-se com uma cena dantesca e cruel, o apedrejamento de uma mulher adultera. Foi inclusive questionado sobre o que ele pensava sobre a pena da pobre mulher, com palavras simples e direta respondeu: QUEM NÃO TIVER PECADO QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA. E assim sendo um a um foi se retirando até que não restou nenhum acusador, e ele então se dirige a mulher e diz a ela que vá, mas não peques mais. Que grande e bela lição de amor e justiça pregou Jesus. No entanto hoje, estamos vendo os fariseus da igreja, os julgadores das vestes e dos corpos alheios portando numa mão um fuzil, e na outra a bíblia, incitando ódio e destilando preconceito, contra um comercial de TV onde uma perfumaria com grande sacada comercial para vender os seus produtos para o dia dos namorados (as). Então, estes senhores farisaicos disseram numa certa Marcha para Jesus(Pois duvido que Jesus ali estivesse) que os fieis deveriam boicotar a tal perfumaria e escrachar os seus produtos pois, era capaz da “irmã” ou do “irmão” que usasse o capeta faria ele ou ela sentir vontade de beijar e abraçar pessoas do mesmo sexo…. rs

Desde dos tempos da inquisição se matou em nome de Deus (Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica, mandou para as fogueiras milhares de pessoas que eram consideradas hereges, praticantes de doutrinas ou outras religiões).

Não há relatos, oU passagens bíblicas onde Jesus tenha incitado alguma forma de preconceito ou praticado algum tipo de discriminação contra qualquer pessoa, mas sempre foi questionado por hipócritas e farisaicos, que testavam sua visão humanística e passiva, como quando foi questionado se os Romanos deveriam pagar os impostos a César, e com tal sabedoria, digna de um grande líder e socialista que foi respondeu: DAI A CESAR, O QUE É DE CÉSAR.

Nunca li passagem alguma na Bíblia, que ele tenha rechaçado qualquer pessoa que tenha se aproximado dele, muito menos os desvalidos, os doentes, negros, homossexuais ou prostitutas, muito menos tenha incitado ódio contra as nações, desmerecendo esta ou aquela condição humana.

Hipócritas e farisaicos são os que hoje se intitulam de pastores da boa fé, daqueles que creem em Deus, manipulam e interpretam a bíblica da maneira como melhor lhes convém, e claro que sempre voltada para as questões financeiras. Perigosos mesmos são os tempos que estas idolatrias permanecem nos meios de comunicação para servirem aos interesses financeiros desta ou daquela Congregação e prestam verdadeiros desserviços, além de serem mecanismos de alienação e cegueira coletiva.

Um povo cego e alienado é muito fácil de ser levado ao matadouro, por isso vemos aumentar ainda mais o tempo destas programações intituladas de religiosas. E, em tempo de ódio e destilação de veneno, temo pelo nosso direito de “ir” e “vir”, pelo cidadão que não segue as orientações sexuais e reprodutivas que pregam diuturnamente sobre os nossos corpos.

Sejamos livres e sejamos respeitados por nossas escolhas.

Mais amor e gentileza, e menos ódio e preconceito.

Por uma sociedade, com menos MALACHEIAS, IN- FELICIANOS e BOLSONAROS.

E vivam as propagandas que tem a sensibilidade de registrar todas as formas de amor!

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

MUNDO

TRUMP E KIM ESTÃO EM CINGAPURA PARA REUNIÃO HISTÓRICA NA TERÇA-FEIRA

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Simões Filho tá Mudando

CINGAPURA (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou em Cingapura neste domingo para uma histórica reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, que poderia estabelecer o terreno para finalizar um impasse nuclear entre os antigos inimigos e para a própria transformação da isolada nação asiática.

Trump aterrissou na base aérea de Paya Lebar a bordo do Força Aérea Um buscando atingir um acordo que levará à desnuclearização de um dos inimigos mais amargos dos EUA. O presidente chegou após uma reunião conflituosa do G7 no Canadá com alguns dos aliados mais próximos de Washington que ajudou a piorar ainda mais as alianças comerciais globais.

Depois de descer do Força Aérea Um em uma noite úmida e tropical, Trump foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores de Cingapura, Vivian Balakrishnan.

Perguntado por um repórter sobre como se sentia sobre a reunião, Trump disse: “Muito bem”.

O norte-coreano Kim havia chegado em Cingapura mais cedo no domingo.

Quando Trump e Kim se encontrarem em Sentosa, uma ilha resort em Cingapura com um parque temático do Universal Studios e praias artificiais, eles estarão fazendo história.

Inimigos desde a Guerra da Coreia entre 1950 e 1953, os líderes de Coreia do Norte e Estados Unidos nunca se encontraram antes – ou sequer se falaram pelo telefone.

Kim chegou no aeroporto de Changi em Cingapura após sua mais longa viagem ao exterior como chefe de Estado, usando um de seus característicos “terno de Mao” negro e corte de cabelo lateral. Kim não deixa o país desde que assumiu o poder em 2011 a não ser por uma visita à China e outra ao lado sul-coreano da zona desmilitarizada da fronteira entre as duas Coreias.

Chegando em um avião emprestado pela China, que foi por décadas o único grande aliado da Coreia do Norte, Kim também foi recebido por Balakrishnan.

Viajando com ele estavam seus principais oficiais, incluindo o Ministro das Relações Exteriores, Ri Yong Ho, e Kim Yong Chol, um assessor próximo de Kim que têm sido instrumental no processo diplomático que culminou no encontro de terça-feira.

Kim Yo Jong, a irmã do líder, também foi vista na delegação norte-coreana. Ela emergiu como uma figura de influência na liderança opaca de Pyongyang em fevereiro, quando liderou uma delegação norte-coreana nos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul.

Autoridades que chegaram com Trump incluem o secretário de Estado, Mike Pompeo, o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, o chefe de Gabinete da Casa Branca, John Kelly, e a secretária de Imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders.

A retórica de linha dura de Bolton no mês passado enfureceu a Coreia do Norte e quase descarrilhou a reunião. Ele pediu que a Coreia siga um “modelo líbio” nas negociações. A Líbia entregou unilateralmente seu programa de armas nucleares em 2003, mas seu líder, Muammar Gaddafi, foi morto em 2011 por rebeldes apoiados pela Otan.

NO EMBALO DO MOMENTO

Ao falar no Canadá no sábado, Trump disse que qualquer acordo na reunião aconteceria “no embalo do momento”, sublinhando as incertezas do que chamou de “missão de paz”.

Ele inicialmente se gabou do potencial para uma grande negociação com a Coreia do Norte para se livrar de seu programa de mísseis nucleares que avançou rapidamente para ameaçar os Estados Unidos.

Mas desde então ele baixou as expectativas, se afastando de uma demanda original pela desnuclearização rápida da Coreia do Norte.

Trump diz que as conversas serão mais sobre iniciar uma relação com Kim para um processo de negociação que levaria mais de uma conferência.

Em seus primeiros comentários públicos desde sua chegada, Kim disse que o papel de Cingapura ficaria registrado na história se a conferência fosse bem sucedida.

A Coreia do Norte passou décadas desenvolvendo armas nucleares, culminando em um teste de um dispositivo termonuclear em 2017. O país também testou de maneira bem sucedida mísseis que podem chegar ao território continental dos Estados Unidos.

Os testes aconteceram em meio a uma campanha de “pressão máxima” sobre a Coreia do Norte, liderada pelos Estados Unidos, que aumentaram sanções econômicas e a possibilidade de ações militares.

Os dois líderes trocavam insultos enquanto os temores de guerra cresciam.

Mas em um pronunciamento no ano novo, Kim se mostrou a favor da conciliação, dizendo que seu país havia completado o desenvolvimento de seu programa nuclear e agora focaria em desenvolvimento econômico.

Ele também sugeriu uma reunião com a Coreia do Sul.

Depois de uma série de contatos entre as duas Coreias, as autoridades sul-coreanas sugeriram a Trump em março que Kim estaria disposto a se encontrar pessoalmente, e o presidente norte-americano concordou.

Muitos especialistas sobre a Coreia do Norte, um dos países mais imprevisíveis e isolados no mundo, continuam céticos em relação à possibilidade de Kim abandonar suas estimadas armas nucleares. Eles acreditam que Kim esteja comprometido a conseguir que os Estados Unidos aliviem as pesadas sanções que apertam o empobrecido país.

Kim, cuja a idade é especulada em 34 anos, é um dos mais jovens chefes de Estado no mundo e parece um candidato improvável a fazer história do tipo evitado por seu pai e seu avô, ambos líderes passados da Coreia do Norte.

Mas desde que tomou o poder após a morte de seu pai, o jovem Kim já mostrou uma mistura de impiedade, pragmatismo e estadismo para conseguir seu prêmio: sentar em uma mesa de negociação com o líder dos Estados Unidos e ser tratado como um igual.

Para Trump, uma reunião bem sucedida seria uma vitória no cenário internacional.

Enquanto a política externa não é o principal aspecto das eleições para o Congresso, não está claro se o foco de Trump em endurecer as relações com seus parceiros comerciais e resolver a questão nuclear da Coreia do Norte terá alguma influência nos eleitores no pleito de Novembro.

Os dois líderes se encontram às 9 da manhã no horário local na terça-feira na Capella na ilha de Sentosa, um antigo retiro católico do exército britânico reformado e transformado em um dos hotéis mais caros de Cingapura.

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Candidata baiana concorre ao título “Rainha Drag Queen” no Milkshake

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Petra Perón é a candidata representante da Bahia que concorre a uma viagem para Holanda, no concurso promovido pelo Milkshake Festival Brasil 2018, que ocupa a Arena Anhembi, na capital paulista, no dia 02 de junho, com presença confirmada de cantoras como Daniela Mercury, Pabllo Vittar, Gretchen e Preta Gil.

A Miss Brasil Gay Petra Perón é a candidata baiana no “Concurso Cultural Rainha Drag Queen BR“, que acontecerá na segunda edição brasileira do maior festival da diversidade do planeta – o Milkshake, versão nacional do evento holandês, que acontece na Arena Anhembi em São Paulo, no dia 02 de junho, véspera da Parada LGBT. O evento conta na sua line-up com as cantoras consagradas Daniela Mercury, Pabllo Vittar, Gretchen, Preta Gil, Gloria Groove e Wanessa Camargo, entre outros grandes nomes que participam do evento.

Além da oportunidade de Drag Queens brasileiras mostrarem seu talento e divulgar seus trabalhos, a vencedora ganhará como prêmio uma viagem para Holanda, para curtir a edição do Milkshake Festival Amsterdã. O Festival promete mostrar toda a alegria e o espírito open-minded que essas artistas representam, através de um Concurso de beleza, personalidade e performance, atributos que a Rainha deverá apresentar para conquistar o júri.

QUEM É PETRA PERÓN?

MIss Gay PIetra

INSTAGRAM @petraperon CONTATO E-mail: misspetraperon@gmail.com

A Miss Brasil Gay 2018, aclamada como um dos maiores expoentes de beleza da nova geração de Drag Queens da Bahia. Rafael Pedral, artista que deu vida a Petra, conta que ela surgiu no ano de 2015, num momento muito difícil da sua vida, e do país: “um período de avanço do conservadorismo, dias sombrios pós golpe político e recuo de muitos direitos conquistados com duras lutas. Petra veio neste contexto para desopilar e ao mesmo tempo ressignificar a minha luta por um Brasil comprometido com políticas públicas de reparação, e sempre alinhada com a agenda dos direitos humanos.”

Adotada como filha pela Grande Drag Queen baiana Valerie O’rarah, na sua curta jornada de três anos, já conquistou três concursos de Miss, dois locais e um nacional. Ela é a atual Miss Bahia Gay e Miss Brasil Gay Versão Bahia, já foi Miss Salvador Gay, no ano de 2016 e também já faturou as premiações de Microfone de Ouro 2017 (Concurso de Dublagem na Sauna P11, Salvador) e foi indicada ao Prêmio Braskem de Teatro 2017 na categoria Melhor Espetáculo Infantil com “O Cordel de Maria Cindragrela”.

A Drag residente do Bar Âncora do Marujo (Av Carlos Gomes, em Salvador) e da Sauna Club 13 (Bairro de Itapuã, em Salvador), se apresenta nas principais casas da capital baiana (San Sebastian, Amsterdã, Tropical Club, XYZ), faz shows em diversos palcos pelo Brasil, além de  Hostess e animação de festas (aniversários, despedidas de solteiro e chás de bebê). Petra Perón também é integrante do Haus of Gloom: coletivo de jovens Drag queens soteropolitanas, que buscam o desenvolvimento artístico individual de cada integrante, bem como o da cena drag baiana. Atualmente o coletivo é composto por Aimée Lumière, Aleera Cox, Gotham Waldof, Mary Jane Beck, Petra Perón e Spadina Banks.

Maquiador (social e artístico); Aderecista no Ateliê Luiz Fourdon, quando não está representando nos palcos, Rafael é Estagiário do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT da Bahia (CPDD LGBT-BA) e Produtor de Cast Especialista da NARS aqui na Bahia.

 

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CIDADES

DIVERSIDADE: 2ª Roda de Conversa LGBT é realizada em Simões Filho

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Diversidade Simões Filho
Simões Filho tá Mudando

Com o tema: Visibilidade Trans, a Prefeitura Municipal de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, realizou, nesta quinta-feira (24), o segundo encontro da Roda de Conversa LGBT, no Auditório do Centro Social.

A proposta foi sensibilizar a sociedade sobre as questões relacionadas à cidadania, aos direitos humanos e ao acesso à saúde pública que envolve a comunidade de transexuais e travestis.

“As pressões sociais são contínuas e tornam-se uma violência constante e a Prefeitura chama vocês (LGBT) para discutir políticas públicas para nós, porque só você sabe como é ser você”, pontuou o psicólogo e mediador do evento, Luan Gonçalves.

Ainda hoje, devido à discriminação, a população de trans e travestis têm grande dificuldade de alcançar níveis mais elevados de escolaridade, ter acesso ao mercado de trabalho e ao atendimento de saúde especializado, além de ser alvo de violência diariamente.

“O importante dessas rodas de conversas é o conhecimento, tanto para nós LGBT, quanto para o público em geral, que muita das vezes não conhecem o tema/público. Isso que aconteceu aqui hoje é extremamente importante. Parabéns a todos, parabéns a Prefeitura”, disse a travesti, Israela Trindade.

 

 

CALENDÁRIO DOS ENCONTROS

 

06/06 – Territórios Marginais;

20/06 – Homofobia, depressão e drogas;

04/07 – Visibilidade Lésbica;

18/07 – Um outro mundo é possível: sem machismo, racismo e homofobia.

 

Por ASCOM/PMSF

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