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Educação

Professores do CE permanecem acampados na Assembleia Legislativa

Professores do CE permanecem acampados na Assembleia Legislativa 30 de setembro de 2011Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Na manhã desta quinta-feira (29), houve tumulto durante manifestação.
Presidente da Assembleia garantiu reforço na segurança nesta sexta (30).

Os professores em greve dizem que vão passar mais uma noite acampados no prédio da Assembleia Legislativa do Ceará nesta quinta-feira (29), mesmo após o confronto entre policiais e manifestantes, que culminou em violência.  A categoria foi barrada na manhã desta quinta-feira (29) por forças policiais ao tentar invadir o plenário e impedir a votação do projeto de lei do piso salarial proposto pelo Governo. A manifestação, no entanto, não impediu a votação.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Cláudio (PSB), garantiu reforço na segurança também para esta sexta-feira (30), dia em que os professores marcaram reunião durante a manhã na frente da Assembleia Legislativa. A assessoria do Governo do Estado não quis comentar o assunto.

 


Protesto em forma de vigíla

Os professores cearenses em greve passaram a noite de quarta-feira (28) para quinta-feira (29) acampados no saguão da entrada da Assembleia Legislativa. E dizem que a ocupação é por tempo indeterminado. Três dos manifestantes completaram 24 horas em greve de fome nesta manhã (29).

“O desconforto para nós aqui não significa nada para quem está há mais de 50 dias de greve e na rua”, disse o professor Clésio Mendes. Os professores dizem que a manifestação era pacífica até a chegada do reforço na segurança com policiais do batalhão de choque. Quando alguns grevistas tentaram entrar à força no plenário, houve início de conflito. Irritados, grevistas atiraram objetos contra a guarda. Os policiais reagiram e o confronto ficou acirrado .

O professor Arivalto Freitas Alves foi ferido, recebeu atendimento na porta do plenário e foi levado para o Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza. Três professores foram detidos, o que provocou mais revolta entre os manifestantes. O IJF informou que o professor ferido no confronto fez exames e recebeu alta.

Professores entraram em confilto com policiais militares durante manifestação na Assembleia Legislativa (Foto: TV Verdes Mares / Reprodução)Professores entraram em confilto com policiais militares durante manifestação na Assembleia Legislativa (Foto: TV Verdes Mares / Reprodução)

Presidente da Assembleia justifica reforço policial
O presidente da Assembleia, deputado Roberto Cláudio, justificou que o reforço policial foi chamado para garantir a segurança do patrimônio público, dos parlamentares e de todos que estavam presentes à sessão. Ele afirmou que pretende manter o reforço na segurança enquanto durarem os protestos.

 

 

Enquanto o tumulto acontecia fora do plenário, deputados aprovam projeto de lei do Governo (Foto: TV Verdes Mares / Reprodução)Enquanto o tumulto acontecia fora do plenário,
deputados aprovam projeto de lei do Governo
(Foto: TV Verdes Mares / Reprodução)

Deputados aprovam proposta de Cid
Sem os professores em plenário, os deputados aprovaram a proposta do governo do piso salarial de R$ 1.187,00. O clima do lado de fora acirrou as discussões em plenário. Antes de o projeto chegar à votação, o documento passou por quatro comissões,  em tramitação em regime de urgência.

Dos 46 deputados, 40 estiveram presentes à sessão nesta quinta-feira e apenas quatro votaram contra o projeto do Governo. “Era preciso com urgência uma mensagem para enquadrar 270 professores que estão fora dos R$ 1.187,00 do vencimento inicial”, disse Antonio Carlos de Freitas, deputado estadual líder do Governo na Assembleia Legislativa.

A greve dos professores das escolas estaduais completa nesta quinta-feira 56 dias e a ocupação da Assembleia pelo movimento veio depois que o governador Cid Gomes enviou projeto de lei que estabelece um piso salarial para os professores de nível médio. Mas, segundo o sindicato dos professores (Apeoc), a proposta não repercute nos vencimentos dos professores graduados e com pós-graduação.

 

 

 

Fonte: g1.com.br

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