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‘Hoje, não erro’, diz corretora que testa domésticas antes de contratar em MS.

‘Hoje, não erro’, diz corretora que testa domésticas antes de contratar em MS. 23 de agosto de 2011Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Ela pede para profissionais lavarem louça e faz experiência de três dias. Especialista não recomenda períodos de trabalho sem formalização.

Ricardo Campos Jr. Do G1 MS

arte Série empregadas domésticas (Foto: Editoria de Arte/G1)

A corretora de imóveis Ângela Faustino, de 57 anos, contrata empregadas domésticas e diaristas para trabalhar em sua casa há quase 30 anos, desde que se casou. Atualmente, utiliza os serviços de uma profissional que exerce bem as atividades, mas nem sempre conseguiu contratar a empregada adequada. Após várias decepções com profissionais do ramo, ela acredita finalmente ter aprendido a fazer uma boa seleção.

“Eu sofri muito, mas hoje eu não erro em uma contratação”, afirma a corretora ao G1. “Hoje tenho uma profissional de total confiança, que gosta do que faz e faz muito bem feito seu trabalho”.

Com o tempo, ela afirma ter aprendido a entrevistar as candidatas e adotou táticas para encontrar sempre as profissionais certas para trabalhar.

A primeira delas é pedir às domésticas para descreverem passo a passo como executam os serviços. O objetivo, segundo Ângela, é analisar qual o grau de eficiência das empregadas. Depois da conversa, ela faz um “teste prático” com as profissionais, geralmente pedindo a elas que lavem alguma louça.

“Eu descobri que nesse item, de lavar a louça, dava para testar muitas coisas. O primeiro erro que elas faziam era deixar a torneira aberta. Depois encharcavam a bucha com detergente e algumas só lavavam o copo por fora”, diz.

Antes de contratar, ela ainda combina três dias de serviço como experiência. De acordo com Ângela, é definido um valor por esse trabalho, caso depois desses três dias ela decida dispensar o serviço da doméstica. Se tudo corre bem, segundo ela, é feito o registro e a empregada passa a ser efetiva na casa da corretora. “A gente quebra muito a cara com a falta de experiência de vida e comete um erro grande ao contratar pela aparência”, afirma.

Entre os maiores problemas que teve com más profissionais, ocorrências de falta de zelo foram as mais frequentes. “Eu cheguei a pegar roupas das crianças na máquina de lavar junto com pano de chão e pano de prato sujo. Tive empregadas que não pararam uma semana na minha casa. Eu chegava em casa e as pegava deitadas no sofá, usando meu telefone”, conta.

Dica do especialista
A consultora em Recursos Humanos Márcia Bellé afirma que não é recomendado estipular períodos de experiência sem formalização. Ela explica que contratar a pessoa para o trabalho sem documentação equivale a prestação de serviços por tempo indeterminado. Se a diarista ou empregada entra na Justiça, segundo Márcia, o patrão terá que fazer o recolhimento do INSS e fazer o registro na carteira de trabalho

Tudo tem que ser registrado na carteira de trabalho”
Márcia Bellé, consultora em Recursos Humanos

“Essa experiência de três dias não existe. Tudo tem que ser registrado na carteira de trabalho”, explica. Segundo a especialista, para fazer a experiência, é indicado contratar a empregada por diárias, com intervalos entre os dias.

Com relação ao teste no momento da entrevista, Márcia diz não haver quaisquer impedimentos, mas lembra que a candidata não é obrigada a fazê-lo.

Entre as recomendações para não errar na hora de contratar, a primordial é pedir e não se esquecer de checar as referências. “Hoje em dia é fundamental pedir referências. E tem que pedir nome, telefone, saber quanto tempo trabalhou e se foi para uma pessoa idônea. O candidato pode passar o telefone de um parente próximo, por exemplo. O ideal são três telefones para referências”, diz a consultora em recursos humanos.

No momento da entrevista, segundo a consultora, a corretora acertou ao perguntar como a candidata faz o serviço dela, para saber se vai se ajustar com as preferências dela. Por último, observar as expressões da entrevistada, se ela tem nervosismo, algum movimento involuntário, como mexer no cabelo, e principalmente se ela olha diretamente para o rosto do empregador. “Isso pode ser um sinal de falta de sinceridade”, completa.

Fonte: g1empregos

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