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O que fazer quando não gostamos do atual trabalho?

O que fazer quando não gostamos do atual trabalho? 2 de outubro de 2011Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Todos nos modificamos ao longo da vida. Às vezes, aquela atividade que tínhamos enorme prazer em executar, com o passar do tempo vamos deixando de gostar. Além disso, novas profissões estão surgindo, outras desaparecendo e /ou misturando-se.

A primeira etapa a ser cumprida é identificar os motivos pelos quais você não gosta do que faz. Vejamos alguns exemplos:

Não gosta de alguma atividade ou de todas?
Não gosta do ambiente de trabalho ou da empresa?
Não está satisfeito é com a remuneração ou com a atividade?
Sempre foi assim ou esta dificuldade é momentânea?
Será que alguns problemas pessoais estão influenciando no seu estado emocional?

Em seguida, faça um planejamento de carreira profissional, objetivando identificar onde se encontra e para onde deseja ir. As ações devem contemplar as seguintes etapas:
1) Iniciação profissional;
2) Crescimento;
3) Demissão;
4) Uma segunda (ou terceira) carreira profissional;
5) Aposentadoria.

Iniciação profissional – é uma etapa de muitas dúvidas e incertezas: Qual profissão exercer? Como conquistar o primeiro emprego? A grande maioria dos profissionais começa a trabalhar como atendentes, vendedores, operadores de telemarketing e auxiliares de escritórios. Outros buscam estágios que estejam em sintonia com os cursos universitários ou técnicos que estão concretizando.

Você não deve ficar preso ao nome da sua profissão. Cada vez mais as profissões estão sendo modificadas. Algumas estão desaparecendo e outras estão surgindo. Fique atento ao desenvolvimento de habilidades e competências que estejam sendo valorizadas pelo mercado. É provável que você mudará de profissão umas duas ou três vezes, durante a sua trajetória profissional.

Atualmente, muitos profissionais estão optando por cursos técnicos de curta duração – tecnologia da informação, segurança do trabalho, entre outros, pois eles oferecem maiores chances de emprego. O SESI, SENAC e o SENAI podem ser excelentes opções.

Aprenda, observe, desenvolva a sua criatividade e construa a sua rede de contatos. A vida é feita de relacionamentos.

Crescimento profissional – esta fase tende a ser a mais importante. É quando aflora uma maior ambição e o desejo de fazer diferença no mundo em que vivemos. Analise a política de promoções da Empresa, a sua cultura organizacional e quanto tempo deverá permanecer. Esse é o momento em que você deve fazer a principal escolha: continuar na mesma profissão ou buscar uma segunda carreira profissional, dentro ou fora da empresa. Durante esse período você deve avaliar as vantagens e desvantagens da sua profissão. Não espere que a empresa gerencie a sua carreira profissional. Cabe a você fazer isto.

Este é o momento para você também economizar os seus recursos financeiros, objetivando investir em cursos de pós-graduação, MBA, mestrado e também contribuir para a previdência social – pública e privada – visando à aposentadoria. Cuidado! Nessa fase muitos profissionais se deixam embriagar pelo poder e o dinheiro, imaginando que os mesmos serão eternos.

Demissão – a primeira demissão é sempre mais difícil e dolorosa. Provavelmente ela o deixará abatido por alguns dias, conforme o vínculo emocional, status e posição hierárquica que você se encontrar. Se você ainda não enfrentou uma demissão, há grandes chances de ter uma ou várias em sua carreira. Uma dica importante: procure encarar a sua vida profissional como um prestador de serviços para a empresa X, Y, Z. Não caia na bobagem de achar que é insubstituível. Quem tem um emprego, não tem nenhum. Fique atento ao mercado de trabalho e cuide da sua carreira profissional.

Caso você consiga uma boa indenização ao ser demitido, procure economizar ao máximo, pois a sua recolocação poderá acontecer de forma rápida, lenta ou nunca mais. São palavras duras, porém sinceras. O seu dinheiro é o seu oxigênio. Economize para os momentos mais importantes. Esse é um momento especial para repensar a sua carreira profissional, aprender com os possíveis erros e analisar o que você deseja fazer no futuro.

Não caia na bobagem de tornar-se empresário para preencher a angústia e o vazio das horas em que estiver desempregado. Pessoas que agem dessa forma fecham as portas de suas empresas depois de dois ou três anos. Você poderá ficar sem o dinheiro da indenização e com muitas dívidas. Se você participar de um PDV – Programa de Demissão Voluntária, muito em voga no atual momento, fique atento: 95% dos funcionários que participam, se dão mal e arrependem da decisão.

Uma segunda carreira profissional – quase todo mundo já pensou ou vai pensar em uma segunda ou terceira carreira. A nossa primeira escolha profissional tende a ser equivocada. Um outro motivo que poderá fazer com que você mude de profissão é a instabilidade econômica, que normalmente afeta mais alguns setores, tanto positiva como negativamente. Nesse século as profissões estão se modificando rapidamente e outras são absolutamente novas. Relacione no seu planejamento ações para mudar de profissão.

Aposentadoria – ao contrário do que muitos acreditavam até a década de 90, aposentar não mais significa ficar em casa, de pijama, em frente a uma televisão – embora muitos estejam fazendo exatamente isto, por falta de opção ou motivação. Essa etapa significa cuidar ainda mais do corpo e da mente. Planeje a sua vida profissional para durar 100 anos. Desenvolva estratégias para continuar sendo importante para a Sociedade, a exemplo de dar aulas, ajudar as pessoas mais necessitadas, realizar trabalhos na área de consultoria, aproveitando as habilidades e competências que você acumulou ao longo da vida profissional e voltar a estudar. Monte em sua casa um local para estudo e trabalho, utilizando a internet. Compartilhe ainda mais os conhecimentos com os seus familiares. Com as novas tecnologias, pais aprendem com filhos e vice-versa.

Esteja preparado, pois essa fase costuma ser a mais difícil. Temos que saber administrar perdas de pessoas queridas, declínio financeiro, discriminação social, doenças e solidão. Porém, não desanime. Observe que essa fase tem uma relação direta com as fases anteriores. Se você buscar se preparar financeira e emocionalmente, construindo relacionamentos dentro e fora do ambiente profissional, você deverá contar com amigos. Por outro lado, os profissionais que construírem amizades somente no mundo empresarial, tenderão a viver mais isolados. As amizades no ambiente profissional, com raras exceções, são por interesse e enquanto você estiver trabalhando. Com a aposentadoria e com o passar dos anos, as amizades vão desaparecendo. Não se iluda!

 

Fonte: Ibahia.com.br

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