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Futebol - BAHIA

Relaxado em casa, técnico do Bahia bate-papo com o Correio*

Relaxado em casa, técnico do Bahia bate-papo com o Correio* 13 de agosto de 2011Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Técnico tricolor sai do ambiente de trabalho pra botar o papo em dia. São quase 33 anos de carreira e muita história pra contar

Miro Palma – Correio*
(miro.palma@redebahia.com.br)

René Simões como você nunca viu. Na sexta-feira, o técnico do Bahia recebeu a reportagem do jornal Correio* para um bate-papo divertido no flat onde mora, no Jardim de Alah. Na entrevista, entre outros assuntos, René falou sobre os objetivos à frente do clube.

O banquete ficou por conta do restaurante Takê, local onde o comandante costuma fazer uma boquinha e também propaganda. A barca de comida japonesa, devorada em instantes, serviu de estímulo para René Simões abrir o coração e contar histórias dos quase 33 anos de carreira no futebol.

O que você mais gosta de fazer em Salvador?
Adoro caminhar pela praia, que é um espaço democrático. Ali, ricos e pobres se parecem. O fato de morar de frente para o mar é bem legal, pois acalma. Também gosto de ler. A leitura é uma viagem. Curto um cinema. Tenho que comprar um sacão de pipoca com refrigerante e ficar ali vendo o filme por horas.

E a comida japonesa?
Gosto de comida saudável e a comida japonesa é saudável. Você come bastante e não fica pesado. É leve e tem uma variedade grande. A comida chinesa também é interessante. Por isso, os orientais vivem por mais tempo. Admiro bastante a culinária desse povo.

Ainda joga uma bolinha quando sobra tempo?
Adoro futebol, mas os meus dois joelhos estão lesionados. Talvez precise de uma cirurgia. Se estivesse bom, jogaria nos babas quase todo dia. Vida de atleta. Eu saio muito leve do campo. Depois que eu volto do baba, minha mulher me pede as coisas. Ela sabe que eu estou realizado e aberto a tudo. Agora, ela me estimula a ir jogar. Quando volto, faço qualquer coisa que ela pedir. Se quiser jantar, comprar roupa…

Sem a esposa por perto, você se vira na cozinha?
Eu tenho a Méia (empregada). Ela faz minha comidinha, cuida do apartamento. Faço só ovo cozido. Quando treinei o Bahia, em 1989, minha esposa deixou o aipim congelado pra mim. Peguei e enchi de óleo. Fiquei mais de uma hora esperando. Liguei pra Fátima e reclamei: ‘Esse aipim é péssimo. Tá duro’. Ela me respondeu: ‘Você não cozinhou ele?’. Sou nota zero na cozinha.

Haja história…
Teve uma boa nos Emirados Árabes, em 82. Estava de pernas cruzadas e a sola do meu sapato direcionada para um rapaz do meu lado. Isso é uma falta de respeito sem tamanho para eles. Foi uma confusão! Até que fosse tudo entendido, quase perdi o emprego.

Você adora falar da família…
Eu tenho 35 anos de casado, muito bem casado. Minha esposa é parceira de tudo, além de ser aquela mãezona. Foram sete países na carreira e em cinco ela morou junto comigo. Tenho três filhas: Renata (33 anos), Beatriz (30) e Letícia (24). Toda semana, quando vou ao Rio, a gente tem um jantar e cada uma fala o que aconteceu. É um relacionamento muito legal. Tô sentindo falta que não casaram.

Daí veio a habilidade para trabalhar com as mulheres?
Me ajudou muito. Foi legal essa convivência de entender a psicologia da mulher. Saber de coisas que normalmente o cara não saberia. A mulher fala mais palavras do que o homem. Às vezes ela não quer resposta. Só quer verbalizar o sentimento dela. Isso fez com que eu fosse mais detalhista na minha função como treinador.

É mais fácil trabalhar com homem ou mulher no futebol?
O homem pega mais rápido e executa mais rápido. Mas, às vezes, executa com mais deficiência. Se ele não entende, não tem coragem de falar para você. Se a mulher não entende, fala logo: ‘Opa, me explica de novo’. Mulher não se contenta com pouca informação.

E esse seu lado psicólogo?
Acho uma virtude. Entrei para o curso de Educação Física sem ter noção exatamente do que eu seria. Quando defini que seria técnico de futebol, saí atrás de tudo aquilo que faz parte da profissão. Fiz cursos de linguagem corporal, programação neuro-linguística, psicologia, sociologia. Só não posso permitir que as pessoas me chamem de teórico. Fiquei feliz quando me chamaram de didático. E é isso mesmo. Até quando você faz amor, se você tiver didática, vai fazer bem feito. O homem é psicológico, físico e espiritual.

Você falou que o grupo do Bahia é o mais difícil que trabalhou na carreira. Jóbson chegou atrasado no treino. Como lidar com isso?
Nunca cometa o erro de dizer que trata todo mundo igual. Você não pode tratar pessoas desiguais de forma igual. Não posso tratar Jóbson da mesma forma que trato Ricardinho, Marcelo Lomba, Reinaldo… Uns, é necessário que você fale grosso. Outros, você fala brandamente. Você só não pode ter princípios diferentes. A regra é igual pra todo mundo. Jóbson será multado.

Esse é um ano de reformulação para o Bahia. Qual a meta?
Iniciamos o planejamento no momento em que ele deveria estar estabilizado. Está defasado, pelo menos, uns cinco meses. O torcedor não quer saber disso, quer resultado. É ter tranquilidade. A base está sendo formada e não vai cair. Esses quatro próximos jogos serão fundamentais. Se fracassarmos, vamos brigar contra aquele último objetivo. Mas temos esperança de que vamos encerrar bem o turno.

O torcedor chia de três volantes. Maioria pede dois meias…
O torcedor nunca faz uma auto-análise. Quem eu sou e contra quem eu vou? Tem que ter cautela, ir devagar. Precisamos estabilizar o time primeiro. Carlos Alberto e Ricardinho vão dar certo? Quem garante? É o meu sonho. Eles foram contratados pra isso.

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Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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