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10 anos depois…

10 anos depois… 11 de setembro de 2011Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA – Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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EUA perdem força com resposta ao terror e mudam cenário mundial

Era uma manhã de céu claro na capital financeira do mundo quando muitos assistiram, estupefatos, a um avião se chocando contra uma das torres do World Trade Center, em Nova York. Até aquele momento, achava-se que podia ser um acidente. Essa percepção se desfez poucos minutos depois, quando outra aeronave se chocou contra a segunda torre.

O episódio tomou contornos ainda mais graves com um terceiro avião, jogado contra o Pentágono, em Washington, centro do poderio militar americano. O terror tomou conta dos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. A maior potência econômica, militar e cultural do planeta estava sob ataque.


As torres do World Trade Center, pouco antes de desabarem

O governo fechou o espaço aéreo americano e rapidamente pôs suas engrenagens para funcionar. Infelizmente, já era tarde para as quase 3 mil pessoas que perderam suas vidas no dia que mudou os rumos da história. A partir daquele momento, os Estados Unidos perdiam sua aura de invencibilidade. Muitos não perceberam à época – outros sim -, mas estávamos vivendo o começo do fim do império americano.

Novo inimigo 
Apesar dos gastos bilionários com a defesa, os EUA não estavam preparados para aquela ameaça. Muitos chamaram os americanos de pretensiosos, como se não pudessem ser atacados. Especialistas, no entanto, apontam em outra direção. Para eles, o sistema americano de defesa era ineficaz. “Os americanos tinham um aparato estatal para uma guerra entre países. Não estavam preparados para combater um inimigo que não respeita fronteiras”, afirma o professor de Relações Internacionais do Ibmec em Brasília Gustavo Simões.

A resposta imediata americana também foi equivocada, na sua opinião. “A primeira coisa que os EUA fizeram foi  declarar guerra a um país, o Afeganistão (por supostamente acobertar o mentor dos atentados, Osama bin Laden)”.  Entretanto, Simões acredita que, dez anos depois, os americanos aprenderam a lição. “Os EUA aumentaram muito os investimentos em inteligência e segurança interna. Houve atentados contra as tropas americanas nos países em conflito e na Europa (Londres e Madri), mas não dentro de solo americano. É uma vitória”, diz.

Novo mundo
A resposta dos Estados Unidos, no entanto, ajudou a mudar o próprio país e o mundo. “Os americanos tinham um poder econômico e militar incontestados. O militar continua, ninguém sabe até quando, mas o econômico já se foi”, pontua o historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP) Marco Antonio Villa.

Ele aponta os gastos com as guerras do Afeganistão e do Iraque – mais de US$ 1,3 trilhão até agora – como um dos motivos que levaram o país a viver a crise de hoje. “A resposta americana mostrou todo o seu poderio, mas, paradoxalmente, acabou enfraquecendo o próprio país”, analisa.

Na visão de muitos, o 11 de setembro representou o evento que marca o início de uma nova era. “A grande diferença entre antes e depois dos atentados é que acabou a inocência. Vivemos durante a década da inocência, da queda do muro de Berlim até os ataques. Alguns chegaram a decretar o fim da história, onde o mundo deixava para trás a Guerra Fria e começava um período em que dominariam temas mais amenos, como o comércio, por exemplo”, opina Gustavo Simões.

Fim da história
Ele cita o cientista político americano Francis Fukuyama, que afirmou, em 1992, que vivíamos o “fim da história”, onde os EUA seriam a única superpotência e sistemas como o capitalismo e a democracia dominariam o mundo, levando a uma estabilidade sem precedentes.

O que ninguém esperava é que um saudita, chefe da rede terrorista Al Qaeda, colocaria as engrenagens da história para girar de novo, e a toda força. “O que ocorreu no início da década de 1990 foi o fim de um ciclo da história. Em 2001, chegamos ao fim da ‘pax americana’. Com os ataque, entramos em outro cenário, que ainda não entendemos bem”, afirma Moisés Marques, coordenador do curso de Relações Internacionais da Faculdade Santa Marcelina (SP).

Gustavo Simões concorda: “Após os atentados, temos uma volta de temas mais duros, como a segurança internacional e os conflitos”.

Já o professor Marco Antonio Villa vai além: “A história não tem fim. Ela é dinâmica. O que ocorreu é que o terrorismo e a guerra contra o terror viraram o tema central, praticamente único do debate internacional, em detrimento de outros até mais importantes, como o combate à miséria, por exemplo”.

Segurança
Mas, dez anos, duas guerras, milhares de vidas perdidas e bilhões de dólares gastos depois, o mundo está mais seguro do que antes? Os especialistas são unânimes em dizer que não.

Segundo Moisés Marques, não estamos necessariamente em um mundo mais seguro. “Há mais proteção em aeroportos, transportes, cidades, mas os ataques aos Estados Unidos criaram um clima psicológico diferente, em que o perigo pode estar em qualquer lugar. É isso que o terror busca: infringir o medo e, em muitos lugares, ele conseguiu”.

 

Fonte : Correio24horas.com.br

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