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“Não foi dessa vez, mas valeu. Estou feliz de estar aqui”, declarou Brown.

“Não foi dessa vez, mas valeu. Estou feliz de estar aqui”, declarou Brown. 27 de fevereiro de 2012Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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As chances eram boas, já que “Real in Rio”, música que Sergio Mendes e Carlinhos Brown  fizeram para a animação “Rio” tinha apenas mais um concorrente na categoria de melhor canção original. Mas o prêmio foi para “Man or muppet”, tema de “Os muppets”, e a participação brasileira na lista de vencedores não foi inaugurada. “Não foi dessa vez, mas valeu. Estou feliz de estar aqui”, declarou Carlinhos Brown após o resultado.

Composta por Sergio Mendes, Carlinhos Brown, John Powell, Mikael Mutti e Siedah Garrett, a música é interpretada por Jesse Eisenberg, Jamie Foxx, Anne Hathaway, George Lopez e Will.i.am, músicos e atores que emprestaram suas vozes para os personagens. Ouça a canção “Real in Rio” na GloboRadio.

Antes de Sergio Mendes e Carlinhos Brown surgirem agora como representantes do Brasil no Oscar, a nossa mais recente aparição na cerimônia tinha se dado na edição do ano passado: “Lixo extraordinário” (2009) concorreu na categoria melhor documentário.

Mas o componente nacional do longa – que tinha como tema o artista plástico brasileiro Vik Muniz e foi em parte rodado num lixão do Rio de Janeiro, além de trazer verba captada no país – não foi integralmente celebrado. Quando anunciou a indicação, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood listou somente a diretora Lucy Walker e o produtor Angus Aynsley, ambos britânicos. Deixou de incluir o nome de João Jardim, brasileiro que codirigiu a obra.

Tal ocorrência causou alguma polêmica: ainda que levasse o prêmio, o que não ocorreu, “Lixo extraordinário” não representaria, enfim, a conquista da cobiçada e inédita estatueta pelo Brasil. Assim sendo, a última ida do país à festa, sem qualquer contestação ou controvérsia, aconteceu com “Cidade de Deus”. Na cerimônia de 2004, o filme concorreu em quatro categorias – direção (Fernando Meirelles), roteiro adaptado (Bráulio Mantovani), fotografia (César Charlone) e montagem (Daniel Rezende).

Oficialmente, costuma-se considerar “O pagador de promessas”, dirigido por Anselmo Duarte, como marco inaugural do Brasil no Oscar. Em 1963, ele concorreu ao prêmio de melhor filme estrangeiro – e perdeu para uma produção francesa. O longa, por outro lado, tinha faturado, um ano antes, a Palma de Ouro em Cannes, talvez a mais prestigiosa distinção do cinema de autor, não comercial.

Depois, em 1986, houve “O beijo da mulher aranha”, do brasileiro nascido na Argentina Hector Babenco, que rendeu nomeações nas categorias melhor filme, diretor, roteiro adaptado e ator (Willian Hurt, que ganhou). Mas esta não é, usualmente, contabilizada como representação brasileira no Oscar. Era coprodução com os EUA.

Dessa forma, nossa segunda aparição veio mais de três décadas após “O pagador…”, quando, em 1996, “O quatrilho”, de Fábio Barreto, recebeu indicação a melhor filme estrangeiro. Em seguida, na mesma categoria, foram lembrados “O que é isso, companheiro?” (em 1998) e “Central do Brasil” (em 1999), que colocou ainda Fernanda Montenegro na disputa pela estatueta de melhor atriz.

Completam a lista “Uma história de futebol”, de Paulo Machiline, e “Gone nutty”, de Carlos Saldanha (o mesmo de “Rio”), concorrentes a melhor curta-metragem em 2000 e em 2003, respectivamente.

O Oscar, como se sabe, jamais veio. A não ser por vias indiretas, caso das estatuetas de melhor de William Hurt por “O beijo da mulher aranha” e do uruguaio Jorge Drexler, autor da música “El outro lado del rio”, eleita em 2005 a melhor canção original. Ela está na trilha de “Diários de motocicleta”, do cineasta brasileiro Walter Salles.

A vitória de “Real in Rio” no Oscar 2012 encerraria um jejum. E marcaria uma coincidência dupla: a primeira vez em que fomos ao Oscar, de fato, foi antes mesmo de “O pagador de promessas”. Em 1944, a música “Rio de Janeiro”, de Ary Barroso (1903-64), recebeu nomeação a melhor canção original, pelo filme “Brazil”.

 

Fonte: g1.com.br

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