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Lídice vê lentidão nas obras de mobilidade urbana para a Copa.

Lídice vê lentidão nas obras de mobilidade urbana para a Copa. 10 de outubro de 2011Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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“Em todos os estados, as obras de mobilidade urbana estão andando com muita lentidão”.

A senadora baiana Lídice da Mata (PSB) já visitou cinco das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, na qualidade de presidente da Subcomissão Temporária Copa 2014, Olimpíada e Paraolimpíada 2016, criada pelo Senado, e não esconde sua preocupação. Ela acredita que a conclusão dos estádios que abrigarão os jogos não será problema, mas vê risco em questões como a mobilidade urbana e o controle financeiro das obras.

“Em todos os estados, as obras de mobilidade urbana estão andando com muita lentidão”, avalia a senadora.

Faz sentido a preocupação de Lídice. Um balanço apresentado pelo governo sobre os preparativos para o evento há três semanas indicava que das 12 cidades-sede da Copa, apenas cinco já tiveram suas obras de mobilidade urbana iniciadas: Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e o Rio de Janeiro.

Salvador, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal e São Paulo são as cidades que ainda não iniciaram as obras – embora a capital paulista já venha realizando há anos um ambicioso projeto de expansão e modernização de seu sistema de transporte de massa, independentemente da Copa.

Ao todo, serão investidos R$ 12,1 bilhões em 49 projetos de mobilidade urbana nas cidades-sede. Porto Alegre, com dez, é a cidade que apresenta o maior número de projetos, mas apenas um teve os trabalhos iniciados, o da Avenida Severo Dullius, que começou no mês passado.

Grande gargalo – Lídice, que nesta segunda (10) estará no Rio de Janeiro, juntamente com os outros parlamentares da subcomissão, sustenta que a Copa do Mundo é a “grande oportunidade” de o Brasil voltar a investir nos metrôs de suas cidades. Além disso, ela acredita ser preciso mudar o foco dos investimentos em transporte e optar por veículos leves e trens, mas acha que alguns projetos terão que ser priorizados.

“Teremos que rever isso. Temo que a gente tenha um grande gargalo nessa área”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ela, há ainda o temor de que as obras saiam mais caras do que o previsto. “Não temo pelas arenas. Os jogos vão acontecer porque já passou a parte dos atrasos, das licenças. O que preocupa é o encarecimento das obras”, disse a senadora.

Lídice também se preocupa com a pouca atenção que está sendo dispensada às redes de proteção social para a população mais vulnerável: “Quais as medidas que os governos vão tomar para inibir a prostituição infantil, o tráfico de drogas, o deslocamento das pessoas em busca de emprego para os centros onde os jogos vão acontecer? É preciso pensar nessas coisas”.

Apesar disso, a presidente da subcomissão disse estar satisfeita com os novos mecanismos de fiscalização desenvolvidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com ela, antes o TCU recebia projetos e dados sobre a realização das obras depois que elas já estavam concluídas. “Agora ele está fiscalizando os contratos de gestão, orientando os tribunais estaduais.”

Outro ponto positivo apontado por Lídice da Mata é o envolvimento dos estados nos projetos. Segundo ela, estão surgindo experiências interessantes como a Cidade da Copa em Recife (PE), a anunciada revitalização do centro antigo de Salvador e o desenvolvimento de um transporte leve parecido com o veículo leve sobre trilhos, feito com tecnologia exclusivamente gaúcha.

“Porto Alegre tem um bom projeto de mobilidade urbana aliado à tecnologia desenvolvida pelos gaúchos. Isso é um dado de inovação tecnológica que se acrescente ao legado da Copa”, apontou.

Governo confiante – Mas, se Lídice está preocupada, o Governo da Bahia está confiante: antes da Copa do Mundo, os baianos estarão viajando de metrô pela Avenida Paralela, garantiu o secretário estadual do Planejamento, Zezéu Ribeiro, em setembro, ao apresentar à imprensa os detalhes da proposta para a implantação de um novo projeto de transporte de massa ligando Salvador a Lauro de Freitas.

Ele explicou que será um contrato executado na modalidade parceria público-privada (PPP) sem muitas das limitações das obras públicas. “Dividindo-se o canteiro de obras em diversas frentes e tendo controle técnico, institucional e social sobre o trabalho, antes da Copa poderemos estar viajando de metrô em Salvador”, afirmou.

Ao anunciar o projeto do metrô na paralela, no dia 8 de agosto, o governador Jaques Wagner disse que num prazo de 35 a 40 dias seria publicado o edital para a realização das obras, de modo que elas sejam iniciadas ainda em 2011.  Passaram-se mais de 60 dias e nada aconteceu. Mais uma razão para a senadora baiana Lídice, que mora em Salvador, ficar preocupada.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte:bahiatodahora.com.br

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