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OPINIÃO: O QUE QUERIAM OS ESTUDANTES ATROPELADOS?

OPINIÃO: O QUE QUERIAM OS ESTUDANTES ATROPELADOS? 9 de agosto de 2017Leave a comment

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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NO MÍNIMO APOIO DA SOCIEDADE QUE GRITA AOS QUATRO CANTOS QUE A SOLUÇÃO DO BRASIL É A EDUCAÇÃO.

 

É Fácil notar que nos últimos meses, após o “GOLPICHMENT” da presidente Dilma Rousseff, as manifestações diminuíram em todo o Brasil.

Mas em Simões Filho, estamos vendo que algumas manifestações vêm acontecendo em vários setores, com alguma regularidade.

A maiorias delas com reinvindicações pertinentes e possíveis de serem atendidas, se não de forma imediata, pelo menos planejada para os meses seguintes.

 

São vários os problemas enfrentados pela população, problemas que se acumularam ao longo dos anos, e que agora, são cobradas soluções imediatas.

Alguns manifestantes entendem ser melhor protestar durante as sessões da câmara municipal de vereadores, outros entendem ser o ideal, realizar piquetes em frente ao prédio da prefeitura e outros creem que a melhor forma de chamar a atenção da população para seus problemas são os bloqueios com barricadas de vias de grande circulação da cidade.

O atropelo de vários alunos, na manhã desta quarta-feira(9) nos traz, depois da indignação, a esperança.

Sim! Esperança. Os nossos estudantes, são nossa esperança.

São eles que volta e meia, mostram o desejo do povo em construir um presente[futuro] mais justo, livre e igualitário.

Nossa esperança são eles, as “vítimas” das péssimas condições de escolarização no sistema de ensino em todas as esferas da nossa jovem e já apodrecida democracia.

Como se já não bastasse querer que estudantes sejam apenas acumuladores de conhecimento suficiente, apenas para se tornarem adultos que obedecem a seus patrões [Sim senhor! Não senhor!] agora querem incutir em suas cabeças que eles não devem protestar, da forma que estão protestando, por melhorias na qualidade de ensino e infraestrutura de suas escolas.

A mídia corporativa mantém o discurso de criminalização dos protestos e movimentos, reiterando a falaciosa distinção entre manifestantes pacíficos e vândalos e clamando por mais polícia e mais repressão.

O resultado tem sido o incremento da violência, da intolerância e do arbítrio policiais.

 

Quando não são balas de borracha, usadas indiscriminadamente, é o gás lacrimogêneo e spray de pimenta que já cegou e matou. E quem promove essa repressão? O Estado.

Mas ultimamente estamos assistindo, ouvindo e vendo serem reproduzidas, mensagens de intolerância e repressão a manifestações de estudantes e todos que de várias formas reivindicam por melhores condições de segurança, trabalho e vida.

Agora são os  “moralistas” que resolveram “reprimir” os protestos, e para isso usam as armas que têm: seus carrões, microfones e argumentos fascistas de que não se pode protestar se que para isso, seja preciso incomodar. A violência, que é, em regra, primeiro do Estado, agora vem destes “moralistas”.

A violência estatal continua principalmente na sua dificuldade de escutar e dialogar com as vozes que vêm das ruas.

Muitos insistem em afirmar que os manifestantes atuais são apenas baderneiros querendo perturbar a ordem democrática.

Ocorre que é precisamente esta ordem que se recusa a revisar seus sistemas de transporte urbano, seus sistemas de saúde, de educação de segurança, moradia, mobilidade, e criar, ou ao menos aceitar, novas formas de se fazer política.

Esta mesma ordem faz desaparecer jovens, pobres e negros nas favelas e bairros empobrecidos. Tortura nas prisões e expulsa comunidades tradicionais e povos indígenas dos seus territórios.

No meio disso, o Estado e alguns agentes privados escolhem novos alvos para dirigir seu ódio contra as demandas populares e as mobilizações.

O atropelo dos jovens estudantes em Simões Filho nos mostra que não há só uma necessidade, latente, de resistir a um Estado que sempre foi opressor e violento, há agora, a necessidade de trazer de volta à realidade, uma parte da sociedade que passou a ver no outro, que discorda de sua opinião política, um inimigo, uma ameaça ao seu status quo, status de uma classe média capitalista, sem capital.

Sabemos que o Estado tenta resolver os problemas sociais como se fossem problema de polícia. Frente às reivindicações, mais polícia e mais repressão.

Ouvir e discutir os protestos precisa fazer parte das nossas conversas sobre política e sociedade.

Precisamos entender que, para o Estado, é mais fácil manter a tradição de truculência. É mais fácil oprimir e agredir até que eles, nós, se calem.

Sendo assim, fica a pergunta: O que queriam os estudantes ao protestar na Elmo Serejo Farias?

A resposta? Apenas chamar a atenção e obter o apoio da sociedade para suas velhas reinvindicações, melhorias na infraestrutura de um colégio estadual.

O Atropelo dos mesmos, foi a resposta de parte de uma sociedade doente, anestesiada pelo fascismo e que demostra lembrar do sentimento de nação somente de quatro em quatro anos.

 

 

 

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