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ALEMÃES DENUNCIAM GOLPE FRIO NO BRASIL

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A maior revista alemã, a Spiegel, publicou artigo sobre o cenário político brasileiro no qual retrata um “golpe frio” contra a presidente Dilma Rousseff, articulado por parte da oposição, da Justiça e com apoio da TV Globo.

Diz o texto que o juiz da Lava Jato, o qual a revista chama de “ambicioso” tem o “evidente objetivo central” colocar o ex-presidente Lula “atrás das grades”.

O texto traduzido por Pedro Muñoz, doutor em História (FIOCRUZ) diz em um trecho:

Pela primeira vez, desde o fim da ditadura militar em meados dos anos 80, o maior país da América Latina se vê diante de uma eminente profunda crise institucional que pode destruir todos os progressos conquistados nos últimos 30 anos. Parte da oposição e da Justiça age, juntamente com a maior empresa de telecomunicações TV Globo, para estimular uma verdadeira caça às bruxas que tem como alvo o ex-presidente Lula”.

Site revista Spiegel

A CRISE INSTITUCIONAL NO BRASIL: UM GOLPE FRIO

Um comentário de Jens Glüsing, correspondente da Spiegel no Rio de Janeiro

Os opositores de Lula erigiram, o que sua frágil sucessora não conseguiu desde sua posse: unificar as bases do Partido dos Trabalhadores, dos sindicatos e movimentos sociais com o Governo.

Cem mil simpatizantes de Lula protestaram ao longo da sexta-feira em todo país contra o Impeachment da presidenta, que visa retirá-la do poder. Na Avenida Paulista em São Paulo, onde o termômetro para o protesto é contado, foram ocupados 11 quarteirões. As manifestações foram pacíficas e Lula mostrou uma postura conciliadora. Ele absteve-se de atacar a Justiça e conclamou para o diálogo. As palavras de ódio foram pouco ouvidas nas manifestações de Rio e São Paulo.

O mesmo não ocorreu nos protestos massivos contra o Governo do último final de semana, que juntaram um número cada vez maior de golpistas, radicais de direita e reacionários. Embora eles não sejam a maioria dos manifestantes, têm atraído cada vez mais simpatizantes. Isso tem se mostrado preocupante para ainda jovem democracia brasileira.

Pela primeira vez, desde o fim da ditadura militar em meados dos anos 80, o maior país da América Latina se vê diante de uma iminente profunda crise institucional que pode destruir todos os progressos conquistados nos últimos 30 anos. Parte da oposição e da Justiça age, juntamente com a maior empresa de telecomunicações TV Globo, para estimular uma verdadeira caça às bruxas que tem como alvo o ex-presidente Lula.

Sérgio Moro, ambicioso juiz de Curitiba, Sul do Brasil, persegue um evidente objetivo central: colocar o ex-presidente atrás da grades. Moro dirige as investigações do escândalo de corrupção sobre a empresa semi-estatal petrolífera Petrobras, no qual centenas de empresários, lobistas e políticos estão implicados, entre eles vários membros do alto escalão do partido de Lula, o Partido dos Trabalhadores.

Como num furacão, o juiz Moro varreu a elite política e econômica. Ele revelou desvios da ordem de bilhões de Reais. Mais de cem suspeitos estão na cadeia e, a maior parte, sem estarem ainda condenados. Muitos brasileiros celebram, por isso, o juiz como um verdadeiro herói nacional.

FRACOS INDÍCIOS

Porém, nos últimos meses os sucessos de Moro lhe subiram a cabeça. O juiz faz política, que não é a sua função. A quebra de sigilo das escutas telefônicas entre Lula e a presidente Rousseff, poucas horas depois da nomeação de Lula como Ministro, perseguiu fins políticos e fez com que o juiz fosse questionado, para pelo menos dar explicações.

Até o momento, Moro não foi bem sucedido na elaboração de sua acusação contra Lula, embora dezenas de promotores e policiais federais em Curitiba já há meses realizam uma devassa nas finanças e relações pessoais do ex-presidente. Os indícios são ainda frágeis.

Lula não tem milhões em contas na Suíça, como o poderoso presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que foi acusado por corrupção e lavagem de dinheiro e chamado de criminoso por um juiz da Suprema Corte. Mas, isso não o fez deixar a presidência e não o impediu de ter o controle sobre a comissão responsável pelo Impeachment da presidente.

Nessa referida comissão, possui lugar o ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, que foi condenado na França por corrupção, mas que não será entregue pelas autoridades brasileiras, pois é deputado federal.

Essas são as figuras responsáveis por dar a palavra sobre a deposição da presidente, que não teve até agora nenhuma culpa revelada, minando a legitimidade de todo o processo.

À reboque de Lula, adverte-se um golpe frio sobre a democracia brasileira. Há grandes motivos para se preocupar.

Com informações do site Brasil 247

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Baianos vão as ruas em ato “fora Bolsonaro”; manifestantes relatam que morador tentou jogar pedra

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baianos vão às ruas pelo fora bolsonaro #19j

Diversos baianos foram neste sábado (19/6) às ruas de Salvador para protestar contra o governo Bolsonaro. A ação acontece em diversas capitais e também em cidades do interior da bahia.

Em Salvador, o percurso começou no Campo Grande, seguindo pelo corredor da Vítoria até o farol da Barra. Durante o trecho da Avenida 7 de Setembro conhecido como ladeira da Barra, alguns manifestantes perceberam que um morador estava jogando pedras nas pessoas. O ator Leandro Villa filmou o momento.

Na Bahia, também houveram atos em Alagoinhas, na Praça Rui Barbosa; Camaçari, na Praça Montenegro; Cruz das Almas, na Praça Senador Temístocles; Curaçá, na Praça de Eventos; Ilhéus, na Praça Cairu; Itaberaba, na Av. Ruy Barbosa, antigo Cacique; Jacobina, na Praça do Garimpeiro; Jequié, na Praça Ruy Barbosa; Juazeiro, na Praça Dedé Caxias; Feira de Santana, próximo a Prefeitura de Feira de Santana; Mutuípe, na Feira Livre; Paulo Afonso, onde houve carreata; Santa Cruz de Cabrália, na Praça do Coração; Senhor do Bonfim, no Sindferro; Serrinha, na Praça da Estação; Teixeira de Freitas, na Praça da Bíblia; e Vitória da Conquista, na praça 9 de Novembro.

Simões Filho, notícas de hoje.

Fonte: Aratu On

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GOVERNO BOLSONARO PAGA APENAS 17% DOS RECURSOS PARA COVID-19

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bolsonaro não paga recurso da covid-19

Com os sucessivos impasses do governo e do Congresso com relação ao orçamento anual, a execução das medidas ligadas à COVID-19 foi seriamente afetada.

Até aqui, o governo executou apenas 17% do valor mínimo estimado pela equipe econômica para combater a crise em 2021.

Enquanto as medidas devem seguir paralisadas, a equipe econômica tenta encontrar meios para liberar os recursos sem ir contra as regras fiscais e a decretação do estado de calamidade pública.

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TCU absolve Dilma no caso da refinaria de Pasadena

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TCU absolve Dilma no caso da refinaria de Pasadena

Do Tudo é Política– Outros ex-integrantes do Conselho de Administração foram absolvidos, como Antônio Palocci, Claudio da Silva Haddad, Fabio Colleti Barbosa e Gleuber Vieira. O relator do caso declarou que os integrantes do conselho não agiram com má-fé, e suas contas foram consideradas “regulares com ressalvas”.

O Tribunal de Contas da União (TCU) absolveu, nesta quarta-feira, 14, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no processo sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos (EUA), pela Petrobras. A compra foi feita em 2006, quando Dilma era do Conselho de Administração da empresa estatal, durante o governo Lula.

A decisão do plenário do TCU foi unânime, com o voto inclusive do ministro Jorge Oliveira, ex-ministro da Secretaria-Geral do governo Jair Bolsonaro.

Não só Dilma, como outros ex-integrantes do Conselho de Administração foram absolvidos, como Antônio Palocci, Claudio da Silva Haddad, Fabio Colleti Barbosa e Gleuber Vieira.

O relator do caso, ministro Vital do Rêgo, declarou que os integrantes do conselho não agiram com má-fé, e suas contas foram consideradas “regulares com ressalvas”.

Neste processo, o TCU condenou o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e os ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa (diretoria de Abastecimento) e Nestor Cerveró (diretoria Internacional).

As contas destes três foram julgadas “irregulares”. Eles foram condenados ao pagamento de multa de R$ 110 milhões e não poderão exercer cargos públicos por oito anos.

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