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Apenas um policial vai responder por envolvimento na morte de Breonna Taylor, nos EUA

Decisão desta quarta (23) provocou novos protestos em Louisville; manifestantes estão decepcionados com a possibilidade da punição branda

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Metro1 – Um júri do Kentucky, nos Estados Unidos, decidiu hoje (23) formalizar a acusação contra um policial envolvido na morte de Breonna Taylor, mulher negra de 26 anos morta por agentes de segurança dentro do apartamento onde morava durante uma ação de busca de drogas — nenhum entorpecente foi encontrado, na ocasião.

O policial Brett Hankison responderá por três acusações por colocar a vida de outra pessoa em perigo e agir com indiferença em relação a esse risco, segundo a Justiça americana. 

A decisão de hoje provocou novos protestos na maior cidade do estado, Louisville. Os manifestantes estão decepcionados com a possibilidade da punição branda a Hankinson e de impunidade aos outros dois policiais que participaram da ação que matou Breonna Taylor. A acusação contra Hankinson é considerada leve. A família da vítima queria a possibilidade de punição mais rigorosa, como homicídio qualificado.

Caso Breonna Taylor

Segundo a mãe de Breonna Taylor, a polícia obteve uma ordem para entrar, sem aviso, no apartamento onde a jovem e o namorado, Kenneth Walker, moravam para fazer uma operação de busca de drogas. Pensando se tratar de uma invasão de criminosos, o homem atirou nos três policiais, que revidaram e balearam a jovem.

Nenhum entorpecente foi encontrado no local. A arma usada pelo namorado de Taylor estava em situação regular. De acordo com ele, a polícia não chamou os serviços de emergência após balear Breonna.

A morte de Breonna Taylor gerou protestos em Louisville, que logo se espalharam pelos Estados Unidos principalmente depois da morte de George Floyd em maio.

No dia 13 de setembro, após vencer o GP da Toscana de Fórmula 1, o piloto inglês Lewis Hamilton vestiu uma camisa que pedia prisão para os policiais que mataram Breonna Taylor. “Não vamos ficar em silêncio”, disse.

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