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Política

Ato contra cartel pede punição a corruptos

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Com placas contra Geraldo Alckmin e ex-governadores tucanos de São Paulo, movimentos sociais, organizações da juventude, trabalhadores e usuários do transporte público pedem punição contra os empresários e políticos envolvidos no esquema de cartel e propina no Metrô e trens no Estado; passeata começou às 10h na Marginal Tietê e seguiu em direção às empresas Siemens e Alstom, na Lapa, envolvidas nas denúncias; “Queremos que se apurem os indícios de irregularidades que ligam transnacionais a políticos”, diz ativista; PM estima 500 pessoas nas ruas, organizadores divulgam três mil.

PropinodutoSão Paulo – A passeata do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) deixou a Marginal Tietê, na capital paulista, por volta das 12h. O grupo protesta, neste momento, em frente à unidade da empresa Siemens, no bairro da Lapa, zona oeste. Antes, os manifestantes passaram pela unidade da Alstom, na Marginal Tietê, onde gritaram palavras de ordem contra a instituição e fizeram pichações nas paredes da empresa e no asfalto.

Organizadores do protesto disseram que o ato tem como objetivo cobrar investigação sobre corrupção envolvendo as duas empresas na formação de cartéis para obras públicas, entre elas de sistemas de metrô.

Evandro Mariano da Silva veio de Altamira (PA) para a manifestação. O agricultor vive há 15 anos em uma propriedade rural de 200 hectares, onde planta cacau, milho e arroz. Embora seu terreno esteja distante dos locais que serão inundados para a instalação da Usina de Belo Monte, Evandro diz sofrer consequências negativas trazidas para toda a cidade. “Os nossos hospitais estão superlotados, os colégios também. A cidade inchou, ninguém consegue mais viver como antigamente”.

O agricultor estima que o número de habitantes no município chegou a triplicar com a chegada dos operários e funcionários envolvidos com Belo Monte. Ele reclama que a estrutura de Altamira não evoluiu.

Outro ponto levantado por ele é o sofrimento das famílias ribeirinhas. “Sinto a dor das pessoas que moram lá onde vai ser alagado, o pessoal ribeirinho, os indígenas, o povo que mora nos lugares mais baixos da cidade, eles não sabem para onde ir”, disse.

Walter Cruz Moreira, apicultor de Carolina (MA), conta que está sendo prejudicado pela Hidrelétrica de Estreito, construída há dois anos, a 100 quilômetros da cidade. Por causa da hidrelétrica, foram derrubados 22 alqueires da área de florada das abelhas, que alcança 115 hectares. Isso afetou a sua produção de mel, que antes era 5 mil litros por ano e caiu para 200 litros ao ano. “Nunca fui ressarcido, alguém tem que tomar uma atitude e nos pagar”, reclamou.

Em apoio ao MAB, também participam dos protestos outras organizações, como o Levante Popular da Juventude, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento dos Agricultores e das Mulheres Camponesas. Um alqueire tem 2,42 hectares. Por sua vez, 1 hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial.

Leia abaixo reportagem anterior do 247:

247 – Revoltados com as denúncias de corrupção em obras do Metrô e trens nos governos do PSDB em São Paulo, manifestantes iniciaram uma passeata por volta de 10h nesta quarta-feira 3, na Marginal Tietê, interditando duas pistas no sentido Ayrton Senna, altura da Ponte Atílio Fontana. O protesto segue agora em direção às unidades das empresas Siemens e Alstom, no bairro da Lapa, na zona oeste. As duas companhias estão envolvidas no esquema de cartel e propina.

Segundo a Polícia Militar, 500 pessoas participam da manifestação. Os organizadores estimam em três mil o número de participantes. Com placas contra o governador Geraldo Alckmin e ex-governadores tucanos de São Paulo, como José Serra e Mário Covas, movimentos sociais, organizações da juventude, trabalhadores e usuários do transporte público pedem punição contra os empresários e políticos envolvidos no esquema de cartel e propina no Metrô e trens no Estado. “Fora PSDB”, diz uma das placas.

Robson Formica, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), explica que o ato tem como objetivo cobrar investigação sobre corrupção envolvendo as duas empresas. “Queremos que se apurem os indícios de irregularidades que ligam transnacionais a políticos, envolvendo a formação de cartéis para grandes obras públicas. E, segundo os indícios, isso não se limita apenas ao sistema de transportes, isso envolve a questão de energia elétrica e de hidrelétricas, no fornecimento de componentes para construir usinas hidrelétricas”, declarou.

Segundo Formica, a manifestação tem presença de pessoas atingidas por barragens vindas de 17 estados e de 25 países para o Encontro Nacional do movimento, que começou na última segunda-feira (2) em Cotia, grande São Paulo. Foram utilizados 22 ônibus do MAB para o deslocamento dos manifestantes até a Marginal Tietê. Em apoio ao MAB, participam também outros movimentos como o Levante Popular da Juventude, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento dos Agricultores e das Mulheres Camponesas.

Octávio Fonseca, coordenador estadual do Levante Popular da Juventude, mostrou seu apoio ao ato promovido pelo MAB. “Essa manifestação vai direto à causa, a gente costuma falar que a grande maioria dos políticos é corrupta, mas ninguém quer falar sobre quem são os corruptores, que são os empresários e capitalistas do Brasil, que corrompem o sistema”, disse.

 

Fonte: 247

 

ALBA

Estado de calamidade é renovado na Bahia até 30 de junho

Alba também aprovou a continuidade do estado de calamidade em Salvador e mais 156 cidades do interior

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Bahia.ba – O estado de calamidade pública na Bahia, devido à pandemia de Covid-19, foi renovado até 30 de junho. A ampliação da vigência da medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa, após pedido do Executivo. O estado de calamidade também foi estendido em Salvador e 156 cidades do interior.

Foi aprovado ainda estado de calamidade pública para os municípios de Nova Viçosa e Jucuruçu, que apresentaram pedidos pela primeira vez. Os decretos destas duas cidades foram apresentados pelos deputados Robinho (PP) e Sandro Régis (DEM).

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ALBA

Alba: pedidos de calamidade pública de municípios baianos serão votados nesta quarta

Por meio de teleconferência, parlamentares irão apreciar solicitações das prefeituras de Feira de Santana, Camaçari e Lauro de Freitas

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Bahia.ba – Três decretos de calamidade pública para municípios baianos serão apreciados nesta quarta-feira (31) pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Os pedidos foram feitos pelas prefeituras de Feira de Santana, Camaçari e Lauro de Freitas, em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A votação está programada para ocorrer às 10h, por de teleconferência, e vai inicialmente analisar os pedidos destas três cidades.

Mas, conforme informou a Alba, um número considerável de prefeituras está encaminhando ao Legislativo solicitações idênticas para integrar essa segunda reunião sob o regime do Sistema de Deliberação Remota (SDR).

A tendência no Legislativo é a apreciação imediata dos pedidos da decretação do “estado de calamidade” daqueles municípios em que existam casos de Covid-19 confirmados.

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Política

MAIS UM PARTIDO EMITE NOTA DE REPÚDIO SOBRE AGRESSÕES ENTRE VEREADORES, O PCdoB

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PV EMITE NOTA DE REPÚDIO SOBRE AGRESSÕES NA CÂMARA DE VEREADORES
NOTA DE REPÚDIO O diretório do Partido Comunista do Brasil em Simões Filho vem, por meio desta nota, manifestar seu total repúdio ao ato de violência cometido entre dois vereadores, durante reunião de pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara de Vereadores do município. O edil Adaílton Caçambeiro (PRP), que no exercício da função, agrediu o colega Luciano Almeida (MDB) com um soco no rosto. Independente da motivação, perguntamos: É esse o exemplo da Boa Terra, Boa Gente? O PCdoB de Simões Filho pede punição para os dois vereadores da base do prefeito Diógenes Tolentino (MDB), pois está evidente a quebra do decoro parlamentar. Totalmente estarrecidos diante dos fatos apresentados, nossa indignação aumenta ao saber que o espaço dedicado ao povo, ao processo democrático, foi maculado pela sandice de dois ditos representantes da sociedade. Este grupo, cobra posição da Casa Legislativa para os dois vereadores envolvidos, mediante a gravidade da situação. É inadmissível abrir espaço para a barbárie. Ao mesmo tempo, reiteramos a nossa luta em defesa do pleno funcionamento da Câmara Municipal de Simões Filho como espaço legítimo com funções legislativas e fiscalizadoras, tal qual os vereadores que precisam responder e zelar por direitos e deveres do mandato parlamentar. Esse diretório entendendo a importância de sua competência no âmbito político municipal cobra posicionamento dos responsáveis e repudia qualquer agressão física, emocional e psicológica. Estaremos sempre em defesa do povo e pelo povo! Diretório do PCdoB em Simões Filho-BA

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