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BC quer ensinar finança em escolas públicas a partir deste ano

Iniciativa será colocada em prática em seis estados, além do Distrito Federal

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Bahia.ba – O BC (Banco Central) implementará em 2020 um programa piloto para capacitar professores a ensinar educação financeira em sala de aula por meio das disciplinas de português, matemática, história e geografia. A iniciativa será colocada em prática em seis estados, além do Distrito Federal.

O projeto, que chamará “Aprender Valor”, tem como alvos estudantes do 1º ao 9º ano da rede pública de ensino. O BC também pretende mostrar que mesmo pessoas de baixa renda conseguem poupar se tiverem disciplina e adquirirem o hábito.

O objetivo é que os alunos aprendam os conceitos necessários para planejar o uso do dinheiro, poupar ativamente e fazer uso consciente de crédito oferecido por bancos e financeiras. A meta é que mil turmas (pelo menos 25 mil alunos) sejam impactadas no piloto – ao final de 2022, o BC quer educar 22 milhões de alunos.

Para implementar a proposta, o BC contratou o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) para desenvolver uma plataforma online de capacitação dos professores e diretores. Serão gastos R$ 11 milhões, em três anos de projeto, custeados pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Ministério da Justiça.

Além de planos de aula, vídeos e tutoriais, os educadores aprenderão como ensinar os conceitos de educação financeira nas quatro disciplinas, como usar esses recursos educacionais e terão um módulo sobre gestão de finanças pessoais.

“Para poder ensinar educação financeira é preciso que o professor esteja confortável com a sua vida financeira e tenha esses conhecimentos. Vamos capacitá-los para aplicar o conteúdo em sala de aula”, disse Luis Mansur, chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do BC, ao UOL.

O primeiro estado a assinar um acordo de cooperação técnica com o BC foi o Pará. As outras unidades da Federação (Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo) devem formalizar os acordos até fevereiro. A ideia é que em 2021 o programa seja estendido para todos os estados.