Conecte conosco

Brasil

Comunidade internacional isola Brasil em meio à pandemia

Publicado

em

Comunidade internacional isola Brasil em meio à pandemia

Na terça-feira (13), a França anunciou a suspensão de todos os voos de e para Brasil por conta da disseminação da variante brasileira do coronavírus. Além da medida do governo francês, a identificação de um surto da variante brasileira do coronavírus, a P.1, em um resort de esqui no Canadá levou o estabelecimento a fechar suas portas na última segunda-feira (12).

O advogado especialista em Direito Internacional Público e coordenador do curso de Direito da Ibmec-SP, Alan Vendrame, afirmou à Sputnik Brasil que as restrições ligadas ao Brasil são um reflexo do modo como a pandemia vem sendo encarada pelo governo brasileiro, sobretudo pela falta de medidas de controle da disseminação do coronavírus. O advogado disse acreditar que a tendência do Brasil é continuar isolado da comunidade internacional enquanto a disseminação da nova variante continuar descontrolada.

  • Nesta terça-feira (13), o Brasil registrou 3.687 mortes por COVID-19 nas últimas 24 horas, totalizando 358.718 óbitos desde o início da pandemia. A média móvel de mortes nos últimos sete dias chegou a 3.051. Este é o quarto dia consecutivo em que a média móvel de mortes pela doença fica acima da marca de três mil. Com relação à média de 14 dias atrás, a alta é superior a 3%, o que indica uma tendência de estabilidade nos óbitos pela doença.

Sputnik

Brasil

FOME: LEVANTAMENTO DIZ QUE 20 MILHÕES ESTÃO PASSANDO FOME NO BRASIL

A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional também apontou que mais da metade (55%) dos brasileiros sofriam de algum tipo de insegurança alimentar em dezembro de 2020. Outra estimativa, do IBGE, mostrou que o total de “aglomerados subnormais” (favelas, palafitas, etc.) aumentou de 6.329 para 13.151 de 2010 a 2019

Publicado

em

Quase 20 milhões de brasileiros afirmaram passar 24 horas ou mais sem comida em alguns dias e 24,5 milhões não têm certeza de como se alimentarão no dia a dia. Outros 74 milhões vivem inseguros sobre se vão acabar passando por isso. Mais da metade (55%) dos brasileiros sofriam de algum tipo de insegurança alimentar (grave, moderada ou leve) em dezembro de 2020, de acordo com levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). As estatísticas foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo

Desde 2014, segundo a FGV Social, o rendimento domiciliar real per capita do trabalho diminuiu de R$ 249 mensais para R$ 172, em média, na metade mais pobre do Brasil. 

De acordo com Daniel Balaban, do United Nations World Food Programme (programa mundial de alimentos da ONU), ao contrário de muitos países africanos, o Brasil não implementou mudanças em sua estrutura tributária. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a carga de impostos sobre alimentos no Brasil equivale a 22,5%, ante 6,5% na média mundial.

“A tributação sobre o consumo é uma das mais injustas, porque os pobres consomem toda a sua renda no dia a dia. Temos que modificar isso, para que os mais ricos contribuam mais via Imposto de Renda”, disse Balaban. “Quando defendemos isso, não queremos que todos sejam iguais, mas que ninguém morra de fome”, complementou.

Favelas

Uma estimativa do IBGE apontou que o total de “aglomerados subnormais” (favelas, palafitas, etc.) aumentou de 6.329 em 323 municípios para 13.151 em 734 cidades de 2010 a 2019.

Caracterizadas por padrão urbanístico irregular e falta de saneamento básico, a quantidade de moradias nessas condições subiu de 3,2 milhões para 5,1 milhões no período.

Os dados de 2010 são do Censo e os de 2019 foram estimados pelo próprio IBGE com o objetivo de subsidiar a operação do próximo Censo, em 2022, e distribuir o trabalho aos recenseadores.

Segundo essas projeções, um de cada quatro desses domicílios precários fica nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro; mas a proporção é bem maior em capitais como Belém (55,5% do total de residências), Manaus (53%) e Salvador (42%).

“O Brasil está se tornando um país margeado por favelas. O que não podemos é chegar numa situação de não reversão, embora isso não esteja distante”, afirma Edu Lyra, ex-favelado e fundador do Instituto Gerando Falcões, ONG voltada à promoção social de crianças e adolescentes.

Continuar Lendo

Brasil

MPF processa União por danos causados por Moro e pela Lava Jato

Publicado

em

o agente americano

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação pública contra a União por “danos morais coletivos causados pela atuação antidemocrática” do ex-juiz federal Sérgio Moro, na condução da operação Lava Jato. O processo aberto pelo MPF de Mossoró (RN) diz que o magistrado atuou “de modo parcial e inquisitivo”.

A avaliação do MPF é que Moro demostrou interesse em influenciar indevidamente as eleições presidenciais de 2018, já que após o pleito ele foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A ação foi ajuizada na Justiça Federal de Mossoró e é de autoria dos procuradores da República Emanuel Ferreira e Camões Boaventura. Eles afirmam que Moro apresentou comportamento que revela “sistemática atuação em violação à necessária separação entre as funções de julgar e investigar”.

“A operação como um todo, da maneira como desenvolvida em Curitiba, influenciou de modo inconstitucional o processo de impeachment de 2016”, diz o Ministério Público Federal de Mossoró.

De acordo com a ação, o objetivo é incentivar a promoção de cursos, pesquisas, congressos, conferências, seminários, palestras, e encontros técnicos, científicos e culturais periódicos com magistrados e membros do Ministério Público para abordar temoas como “democracia militante, erosão constitucional e democrática e das novas formas de autoritarismo de tipo fascista e populista, a fim de qualificar os respectivos profissionais nas novas tarefas a serem desempenhadas em prol da proteção do regime democrático e em respeito ao sistema acusatório”.

Continuar Lendo

Brasil

Gasolina a sete reais motiva pedido de impeachment de Bolsonaro na própria Record, de Edir Macedo

Publicado

em

alta dos combustíveis justifica o fora bolsonaro

Nem mesmo a Record, de Edir Macedo, que é um dos grupos de comunicação mais bolsonaristas do País, consegue esconder a realidade da revolta da população brasileira diante da alta de preços. Uma reportagem sobre a gasolina acima de sete reais levou uma cidadã a pedir o impeachment de Bolsonaro, enquanto a apresentadora disse que o jeito agora é andar de bicicleta. Confira:

A alta da gasolina no Brasil é consequência do golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, que foi feito para que a renda do petróleo brasileiro fosse transferida para os acionistas privados, sobretudo internacionais, da Petrobrás. O usurpador Michel Temer nomeou Pedro Parente, do PSDB, para executar esta mudança e nem mesmo Jair Bolsonaro e seus generais conseguiram reverter esta política que suga recursos dos brasileiros e transfere para os acionistas da estatal.

Continuar Lendo

AS MAIS LIDAS DA SEMANA