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Religião

Conselho religioso do Afonjá diz que Mãe Stella deve prestar contas a Xangô

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Simões Filho tá Mudando

Ialorixá participou pela última vez de uma celebração em 23 de novembro, dia de Oxóssi.

Quem manda ali é ele e ponto. Por isso, ao chegarmos no Ilê Axé Opô Afonjá, não tivemos escolha. “Aqui fora, não! A entrevista vai ser lá dentro, na Casa de  Xangô”. Nessa hora, o orixá da justiça é convocado a, com o seu machado, pôr fim ao racha que acontece em um dos terreiros mais importantes do país.

Nesta segunda-feira (11), mais de duas semanas depois de Mãe Stella de Oxóssi pisar pela última vez no terreiro, quatro sacerdotisas convocaram a ialorixá a dar satisfações a Xangô e determinar o que deve ser feito na sua ausência: Edit Santos Andrade, a yakekerê Ditinha, 82 anos; Raimunda Antônia de Paula, Mãe Mundinha ou Iyá Dagan, 63; Valdomira Alcântara, a Ogalá Tutuca ou Mãe Tutuca, 63; e Maria Pimentel, a mãe Maria ou Iyá Efun, 69, todas do conselho religioso do terreiro.

Sentadas no sofá da antessala da Casa de Xangô, elas se negaram a falar em sucessão. “A gente tá aqui sem poder fazer nada. Porque as ordens são dela. Ela saiu e não falou nada com a gente. Já que ela queria sair, queria se ausentar, ela tinha que, primeiro, chegar, falar com Xangô. Mas ela não fez isso. Estamos esperando que ela preste contas a Xangô. Quem entregou o axé a ela foi Xangô e nós não podemos tirar isso dela”, afirmam as religiosas.

 Todas também rejeitam a renúncia. Mas, mesmo em caso de abandono, elas aguardam que Mãe Stella aponte os rumos a se tomar. “O trono dela está aí dentro, no mesmo lugar, esperando ela voltar. Se ela está se sentindo bem lá, tudo bem. Mas tem que vir nos pés de Xangô e dizer qual posto cada um deve assumir, o que cada um tem que fazer”, diz Mãe Mundinha, a terceira na linha sucessória.

“Tenho 47 anos de santo e nunca vi nada igual. Nenhuma daquelas ali fez nada parecido”, emenda Mundinha, apontando para os quadros das ialorixás Aninha, Bada, Senhora e Ondina, as antecessoras de Stella. Pelo estatuto da casa, quando a mãe de santo se ausenta, a liderança automaticamente passa à yakekerê, a chamada Mãe Pequena, segunda pessoa do Conselho Religioso. No caso, Ditinha, que nesse momento conturbado preferiu o silêncio.

Ela é a única que prefere não falar nada sobre o assunto. As demais explicam que o terreiro segue funcionando, mas, sem a ialorixá, tem algumas restrições. “Temos um limite. Determinadas obrigações, na ausência dela, não têm como a gente fazer”, diz Mãe Maria, sem dar detalhes de quais obrigações seriam. “Sobre isso não podemos falar”, explicou. “O carro não passa adiante dos bois”, emenda Mãe Tutuca.

Limitações
Com Mãe Stella dentro do terreiro, mesmo sem participar diretamente do dia a dia, as principais festas continuaram a ser realizadas, as obrigações também. Na sua ausência, não é bem assim. “Não podemos recolher iaô (iniciação), não podemos assentar santo (outra etapa de iniciação). E muitas outras obrigações internas ficam paralisadas. Posto de ialorixá é vitalício. Enquanto ela tá viva, ninguém pode meter a mão para fazer nada. Quero que ela venha aqui e diga o que devemos fazer”, afirma Tutuca.

Mãe Maria é ainda mais enfática. “Ela deu as costas para Xangô. Mas Xangô tá esperando ela para dar uma satisfação. Sempre foi assim”. Diferente do que disse Mãe Stella, no sábado, ao CORREIO, as religiosas negam que a ialorixá tenha perdido a voz dentro da casa. Mesmo com a idade avançada, dizem elas, mãe Stella sempre era ouvida. “Tudo que acontecia aqui se dava satisfações a ela primeiro”, diz Mundinha.

Apesar de Stella ter dito que se mudou por vontade própria para Nazaré, onde se encontra com sua companheira, as religiosas acreditam que ela tem sido manipulada. “Mesmo ela tendo dito que foi por livre e espontânea vontade, com certeza está sendo impedida de vir para cá. Se ela mesma tá pedindo a ajuda dos orixás para decidir, é porque ela está em dúvida. Ela tem 92 anos”, diz Mãe Maria.

A última vez que Mãe Stella saiu de casa para participar diretamente de uma festa foi no dia de Oxóssi, 23 de novembro. “Ficamos felizes porque ela pediu para ir na casa de Oxóssi, pediu para colocar o café dela, passou o dia todo cantando com as crianças da escola e dormiu na casa de Xangô. Foi a última vez”, lembra Tutuca. Agora, tudo está nas mãos de Xangô.

Correio 24h

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Cultura

PRINCESA AFRICANA VISITA SIMÕES FILHO

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Princesa africana visita Simões Filho
Simões Filho tá Mudando

A princesa Iya Adedoyin Talabi Faniyi  (nascida Olayiwola-Olosun) visitará a cidade de Simões Filho e será recebida com festa pela comunidade Quilombola de matriz africana em Pitanga de Palmares logo pela manhã no Quilombo Caipora, que é liderada por Bernadete Pacífico.

A princesa Iya Adedoyin é sacerdotisa de Oxum em Osogbo, na Nigéria.

 DIÁLOGOS BRASIL-NIGÉRIA

No último dia 7 de maio, o auditório Raul Seixas da faculdade de Filosofia da UFBA foi palco do encontro entre duas renomadas sacerdotisas de Oxum: Mãe Valquíria d’Oxum da Casa de Oxumarê e a princesa Adedoyin Olosun, sacerdotisa de Osun em Osogbo, na Nigéria. O evento “Diálogos Brasil-Nigéria” com o tema “Quem é Oxum?”, para falar sobre a religião e a cultura africana na diáspora, foi promovido na última sexta (4), pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFBA (PPGA) e pelo Goethe-Institut Salvador-BA.

Para a princesa, falar sobre este tema dentro da universidade de outro país é valorizar os saberes religiosos.

“Compartilhar o conhecimento aqui é a mesma coisa que compartilhar o conhecimento na Nigéria ou em qualquer outro lugar no mundo. Esse espaço é feito para compartilhar os conhecimentos que os ancestrais deixaram para nós. É um prazer participar desses encontros, eles ajudam a reunir e espalhar esses conhecimentos”, disse.

Mãe Valquíria d’Oxum, uma das mais antigas e prestigiadas figuras do candomblé baiano, hoje com 76 anos, foi iniciada no candomblé aos 17. Ela tem o posto de Olopondá, cuida da casa e tudo relacionado a Xangô. Ao ser perguntada sobre sua relação com Oxum, a sacerdotisa brasileira foi enfática:

 

“Pra mim é tudo, até quando eu respiro, eu me lembro de Oxum. É um orixá que eu tenho muito amor por ela ter me escolhido para ser filha dela”.

Leia matéria completa,clicando aqui.

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CIDADES

FOTOS: VEJA COMO FOI O QUARTO DIA DO YAHWEH SHAMMA 2018 EM SIMÕES FILHO

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O quarto dia do Yahweh Shammah 2018, aconteceu com público lotado, segundo os organizadores, mais de 20 mil pessoas lotaram a Praça da Bíblia para assistir as apresentações das bandas: Oasis, Nando Roots e finalizou com um belíssimo show de Samuel Mariano, que subiu no palco por volta das 22 h, sacudindo todos que estavam na praça.

 

Abaixo a lista de atrações que se apresentarão nos dois últimos dias do evento.

Sexta-feira (26/01)

Banda Local
Oração pela cidade
Participação igreja
Participação igreja
Enigmas (Banda Local)
Ministração da palavra
Irmão Lázaro

Sábado (27/01) – Contando também com Evento Kids às 15h

Joedson Machado (Banda Local)
Oração pela cidade
Participação igreja
Participação igreja
Dinamos (Banda Local)
Pregador
Bruna Karla

Veja as fotos produzidas por Danilo  Coutinho

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CIDADES

VÍDEO: Público jovem lota terceiro dia do Yahweh Shammah 2018 em Simões Filho

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Do Simões Filho em Pauta – Bombou! O terceiro dia do Yahweh Shammah 2018 contou com as apresentações das bandas: Frutos da Fé, Chote & Glória e finalizou com a gravação do DVD da banda DtSix, que subiu no palco por volta das 22 h, sacudindo todos que estavam na praça.

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