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Cristina Kirchner obtém vitória esmagadora em primárias na Argentina.

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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, superou as expectativas e obteve uma vitória esmagadora nas eleições primárias realizadas neste domingo no país, confirmando seu favoritismo para o pleito presidencial do dia 23 de outubro.

Segundo dados oficiais, com 80% das mesas apuradas, a presidente, que é da Frente para a Vitória, recebeu mais da metade dos votos, mais de 30 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o deputado Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical (UCR), que tinha pouco mais de 12%.

O ex-presidente Eduardo Duhalde, da União Popular, contava com 12%. Duhalde foi antecessor do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2008) na Casa Rosada, a sede da presidência.

Dos dez candidatos que participaram das primárias para a Presidência, três não conseguiram a votação mínima exigida de 1,5% e não disputarão o primeiro turno da eleição presidencial de outubro.

Para os analistas políticos Sérgio Berensztein, do instituto Poliarquía, Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, e Mariel Fornoni, da Management & Fit, os resultados mostraram a debilidade da oposição, fragmentada, no cenário político argentino.

‘Ou a oposição se reorganiza e apresenta uma proposta mais atraente ou repetirá a derrota na eleição presidencial’, disse Fraga.

‘A oposição não tem um líder e a eleição de Cristina foi contundente. Difícil que este resultado mude na presidencial’, disse Fornoni.

Para Fornoni e para Fraga, a estabilidade econômica combinada com forte crescimento (cerca de 8%) foi decisiva para o resultado das urnas.

Pré-eleição

Foi a primeira vez que a Argentina votou em eleições primárias que definirão os candidatos para as eleições presidenciais de outubro.

Os eleitores votaram em listas de precandidatos à Presidência e vice, deputados de províncias e na capital, Buenos Aires, e senadores em Buenos Aires, Formosa, Jujuy, La Rioja, Misiones, San Juan, San Luis e Santa Cruz.

Dias antes da votação, Cristina Kirchner vinha recebendo cerca de 40% dos votos nas pesquisas de opinião. Se for reeleita, a atual presidente fará com que o país complete 12 anos de gestão sob o chamado kirchnerismo, iniciado por Nestor Kirchner.

‘É um dia histórico. Os argentinos votaram, pela primeira vez, numa eleição primaria, para ampliar a democracia e aprofundar o modelo (político e econômico). Mas vamos continuar trabalhando para a eleição de outubro’, disse a presidente.

A analista política Graciela Romer disse à BBC Brasil que foi uma pré-eleição e que dificilmente o resultado será muito diferente em outubro.

Para vencer no primeiro turno, o candidato deve receber mais de 40% dos votos e 10% de diferença para o segundo colocado.

Cristina dedicou a vitória ao marido, Nestor Kirchner, morto em outubro de 2010.

Emocionada, ela compartilhou o palco com a filha, Florência, e com seu candidato a vice, o ministro da Economia, Amado Boudou.

Os seguidores da presidente ergueram bandeiras, bateram bumbos e cantaram a tradicional marcha peronista – ligado ao movimento político fundado pelo ex-presidente Juan Domingo Perón, nos anos 1940.

Além de Cristina, outros dois candidatos disseram ser peronistas – Duhalde e Alberto Rodríguez Saá.

Inflação

Após o discurso da presidente, Boudou participou das comemorações com jovens que apoiaram a candidatura oficial.

O ministro tem sido criticado por opositores por não reconhecer a alta da inflação, assunto que gera polêmicas no país.

O governo determinou multas para consultores privados que divulgaram dados inflacionários superiores aos oficiais, apontados pelos opositores como maquiados.

‘Reconhecer a alta da inflação vai ser uma das nossas primeiras providências’, disse o segundo colocado, Ricardo Alfonsín. Para ele, a campanha eleitoral começa agora.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: noticias.br.msn.com

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‘Não confie em Bolsonaro’, diz campanha da Apib direcionada a Joe Biden

Cúpula sobre clima convocada por presidente americano gera receios de um acordo ‘com o pior inimigo’ da Amazônia, alertam organizações

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Do Tudo é Política – A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) articulou uma campanha direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta segunda-feira 12. Em um vídeo feito em inglês, a organização é taxativa: “Ou a Amazônia, ou Bolsonaro. Você não pode ter ambos. De que lado você está?”.

O pedido é para que Biden não confie e não negocie com o presidente Jair Bolsonaro qualquer acordo que envolva o futuro da Amazônia – possibilidade aventada para ocorrer durante uma cúpula convocada pelo presidente americano, que acontecerá na próxima semana.

“Não deixe esse homem negociar o futuro da Amazônia. Ele declarou guerra contra nós. Contra os povos indígenas, contra a democracia. Ele espalha Covid, mentiras e ódio. Ele é um extremista que disse que a sua eleição é uma fraude“, diz a narração, que é acompanhada de imagens do presidente brasileiro.

Essa não é a primeira reação aos riscos de que um acordo forneça fundos que seriam supostamente direcionados ao controle do desmatamento. Uma carta assinada por 199 instituições da sociedade civil aponta que “não é razoável esperar que as soluções para a Amazônia e seus povos venham de negociações feitas a portas fechadas com seu pior inimigo”.

“As negociações ocorrem longe dos olhos da sociedade civil, que o presidente brasileiro já comparou a um ‘câncer’. O governo brasileiro comemora tais negociações, que envolveriam recursos financeiros. O presidente americano precisa escolher entre cumprir seu discurso de posse e dar recursos e prestígio político a Bolsonaro. Impossível ter ambos”, escrevem as entidades.

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Bolsonaro envia condolências à rainha pela morte de príncipe Philip

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Do Tudo é Política – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou mensagem de condolências à rainha do Reino Unido, Elizabeth II, pela morte do marido da monarca, o príncipe consorte Philip, que faleceu nesta sexta-feira (9), aos 99 anos. Philip exercia o título de duque de Edimburgo.

“O governo e o povo brasileiros solidarizam-se com a Rainha Elizabeth II, sua família e o povo do Reino Unido neste momento de luto dos britânicos pela perda do Duque de Edimburgo. O Presidente Jair Bolsonaro enviou mensagem de condolências a Sua Majestade”, afirmou o Itamaraty, por meio de nota.

Philip era casado com a rainha Elizabeth II há mais de 73 anos. Apesar do matrimônio, ele nunca recebeu o título de “rei” porque a alcunha destronaria a rainha Elizabeth, desrespeitando a linhagem da casa de Windsor, família da monarca. A morte do príncipe Philip também não altera a linha sucessória da monarquia britânica. O sucessor imediata da rainha é o seu filho mais velho, o príncipe Charles.

O Reino Unido é uma monarquia parlamentarista. Os monarcas não possuem funções administrativas, mas exercem funções de Estado. A rainha Elizabeth II é a chefe de Estado, o rosto da Inglaterra e dos demais países do Reino Unido diante do mundo, enquanto o primeiro-ministro- posto exercido por Boris Johnson, é o chefe de governo.

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Embaixador russo: EUA não estão dispostos a ‘arrumar a bagunça’ nas relações com Rússia

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Embaixador russo: EUA não estão dispostos a 'arrumar a bagunça' nas relações com Rússia

As relações entre a Rússia e os Estados Unidos estão atravessando uma crise gravíssima, mas Moscou está se esforçando para estabelecer um diálogo pragmático, ao contrário dos EUA, anunciou o embaixador russo nos EUA Anatoly Antonov.

Anatoly Antonov, o embaixador russo em Washington convocado a Moscou para consultas, afirmou que os Estados Unidos não estão dispostos para “arrumar a bagunça” nas relações com a Rússia, o que seria muito difícil.

“Entretanto, nós entendemos que arrumar a bagunça formada nos últimos anos será muitíssimo difícil. A propósito, após várias conversas e consulta de uma série de documentos, quero dizer que hoje em dia não existe nenhum desejo em Washington de arrumar esta bagunça”, disse o diplomata discursando no Conselho da Federação da Rússia durante uma reunião amplificada dos comitês de Defesa e de Assuntos Internacionais.

Mais do que isso, adicionou o diplomata, a administração Biden tomou o rumo para exacerbar as sanções contra a Rússia sob pretextos inventados.

“A administração Biden tomou o rumo da continuação do desenrolar da espiral de sanções sob pretextos inventados. Constantemente se ouvem ameaças relacionadas com a pseudointerferência nas eleições norte-americanas, com os alegados ataques contra recursos informáticos dos EUA e por causa de uma suposta ‘atividade indecente’ de antagonismo às forças militares norte-americanas no Afeganistão”, afirmou o embaixador.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou na última quarta-feira (17) que Antonov foi convocado a Moscou para discutir o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Rússia. Moscou quer analisar o cenário político-diplomático e determinar quais medidas serão tomadas em relação aos EUA no futuro.

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