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Deputado acusa Wagner de não olhar para Itabuna

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O deputado estadual, Augusto Castro (PSDB), acusou o governador Jaques Wagner (PT) de negligenciar a cidade de Itabuna, no sul da Bahia, durante os cinco anos gestão. De acordo com o parlamentar, que é da região, não existe uma obra realizada por Wagner no município.

Castro conversou com a reportagem do Bocão News durante o evento promovido pela União dos Municípios da Bahia (UPB) na tarde da última terça-feira (24). Entre os principais pontos levantados pelo deputado estão a Segurança Pública e a Saúde.

“O índice de violência em Itabuna aumentou muito nos últimos anos. Espero que o governo do estado cumpra o compromisso de instalar a Base Comunitária de Segurança Pública. Espero que o estado consiga enxergar a importância de o município ter a sua Gestão Plena de Saúde”, disse.

A cidade perdeu a gestão devido a irregularidades cometidas pelo ex-prefeito. O caso aconteceu ainda em 2008. Desde que assumiu, Capitão Azevedo (DEM), vem tentando recuperar a condição, mas até então não obteve sucesso.

Para o deputado, a questão é exclusivamente política. “A Saúde em Itabuna passa por uma situação política. Existe um envolvimento político muito grande e não há interesse político para resolver as questões da Saúde. Daí é que vêm todas as carências nesta área”, argumenta.

Sobre a atual administração, Castro, que trabalha na reeleição de Azevedo, afirma que há erros, mas coloca a situação da cidade na conta do governo estadual. Ele aponta os investimentos em infraestrutura e saneamento básico como principais acertos do prefeito.

“Não tem uma obra do governo Wagner em Itabuna. Apenas a recuperação de alguns trechos de estradas foi feita. O Centro de Convenções, importante equipamento para a cidade, começou a ser feito no governo Paulo Souto e a obra está paralisada desde que Wagner assumiu. O Teatro Municipal idem. O governo federal tem feito a sua parte, mas o estadual não”.

O parlamentar tucano coloca como principal gargalo da cidade, as questões associadas ao abastecimento de água. “A grande dificuldade de Itabuna hoje é o sistema de abastecimento de água. Itabuna é gerido pela Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). Tem no orçamento da União de 2012 a ampliação da adutora do rio Colônia. São obras estruturantes que o município precisa para crescer”.

Eleições

O cenário atual não favorece em absoluto o Capitão Azevedo. A gestão dele vem sendo questionado e pela frente vai ter de enfrentar a, até então, pré-candidata petista, Juçara Feitosa.
Juçara tem o apoio inconteste do deputado federal Geraldo Simões (PT), que se consolidou, há algum tempo, como uma das principais lideranças do partido na região. Simões ainda busca trazer os aliados de Wagner para compor com Juçara. Contudo, PCdoB e PDT não parecem dispostos a abrir mão de candidatura própria.

Do outro lado, Castro trabalha para unificar a oposição. Não tem encontrado facilidade para isso também. Somente o PMDB tem três nomes postos para disputar a indicação. “O quadro ainda está indefinido. Estamos trabalhando para ampliar o quadro. Itabuna é um município importante para o estado e a oposição precisa ganhar a eleição reelegendo o atual prefeito”, defende o deputado.

 

Fonte : Bocaonews.com.br

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Dallagnol recusa disputar promoção que o afastaria da Lava Jato

Caso desejasse, procurador poderia concorrer a uma das dez vagas em aberto nas Procuradorias Regionais da República — nove em Brasília (DF) e uma em Porto Alegre (RS)

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Bahia.ba – Chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol informou ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) não ter interesse em concorrer a uma promoção no momento.

Caso desejasse, Dallagnol poderia concorrer a uma das dez vagas em aberto nas Procuradorias Regionais da República — nove em Brasília (DF) e uma em Porto Alegre (RS).

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná afirmou que o coordenador da Lava Jato tomou a decisão por “aspectos pessoais e profissionais”, após conversar com os demais integrantes da força-tarefa.

Uma promoção, e consequente saída da Lava Jato, poderia representar um escape para Dallagnol, cada vez mais pressionado na atual função, desde o vazamento de mensagens do Telegram obtidas pelo site The Intercept Brasil.

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Cai em 5% o número de baleias jubarte encalhadas no estado

Enquanto isso, encalhes aumentaram nas regiões do Rio de Janeiro e São Paulo

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TudoePolitica – Seduzidas pelas águas tropicais, as baleias jubarte fogem do inverno das zonas polares e migram para a costa brasileira todos os anos durante seu período de reprodução.

Nessa época do ano, os animais marinhos fazem da região de Abrolhos, entre o extremo sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, o maior berço reprodutivo do Atlântico Sul.

Durante o processo de migração, contudo, muitos desses animais marinhos não conseguem concluir a viagem e acabam encalhando nas praias, inclusive nas situadas na Bahia.

Somente neste ano, conforme informou ao bahia.ba o Instituto Baleia Jubarte, foram registrados 46 encalhes na costa brasileira. Desse total, 16 foram em terras baianas, o que representa 34% do total. Devido à sua extensa costa litorânea, o estado é líder no ranking nacional de encalhes desde 2012.

O total computado neste ano, contudo, é 5% menor ao registrado no ano passado. Também houve redução de oito pontos percentuais no Espírito Santo. Ao mesmo tempo, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram alta de 8% e 7%, respectivamente.

As causas para tais mudanças entre os estados ainda são indefinidas, mas o veterinário chefe do Projeto Baleia Jubarte, Hernani Ramos, aponta algumas hipóteses.

“Muitas questões são um mistério, mas esse é o fascínio do estudo de pesquisa. Uma das possibilidades é a distribuição da população, que não ocorre igual todos os anos. Às vezes as baleias sobem mais, às vezes descem. Mas, com certeza, o número de encalhes tem relação direta com a quantidade de animais disponíveis. Quando a população aumenta, existe um número maior de ocorrências”, explicou.

Reprodução – À reportagem, o especialista também detalhou como ocorre o período de reprodução – que dura entre quatro e cinco meses – das baleias jubarte no primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil.

“Elas se alimentam na Antártica e acumulam reservas. Durante o inverno antártico, as águas ficam muito frias, por isso as baleias fogem, vindo para a costa do Brasil para reproduzir em áreas abrigadas, ficando entre julho e novembro. A plataforma do Banco dos Abrolhos é onde elas escolheram como berçário. É aqui que elas acasalam em um ano e parem seus filhos no outro. O maior período de concentração é entre agosto e setembro”, detalhou.

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Supremo prepara sequência de julgamentos decisivos para Moro e a Lava Jato

Ações que debatem o uso de dados de órgãos de controle e a suspeição do ex-juiz podem voltar à pauta da Corte em outubro

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 TudoePolitica – O Supremo Tribunal Federal (STF) prepara para outubro uma série de julgamentos que, em suma, podem tornar sem efeitos decisões do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e da força-tarefa da Operação Lava Jato, coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol. A informação é da Folha de S. Paulo.

O presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, indicou aos colegas estar disposto a levar ao plenário no próximo mês as ações que questionam a constitucionalidade das prisões após condenação em segunda instância, uma das principais bandeiras da Lava Jato, além da discussão que anulou a sentença imposta por Moro a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil. Ministros avaliam que a provável inclusão dos temas na pauta do plenário sinaliza que, hoje, já haveria maioria a favor das teses contrárias à Lava Jato. ​

Além disso, Toffoli admitiu a possibilidade de antecipar o debate sobre uso de dados detalhados de órgãos de controle, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e Banco Central, sem autorização judicial. Inicialmente, o tema estava previso para voltar à pauta em 21 de novembro.

Também em outubro, Gilmar Mendes pretende retomar o julgamento da alegada suspeição do ex-juiz. Os magistrados vão voltar a discutir um pedido de habeas corpus formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alega falta de imparcialidade de Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP). Se a solicitação for aceita, a sentença pode ser anulada e o caso voltaria aos estágios iniciais, o que tiraria Lula da cadeia.

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