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Diálogo falha, e rebeldes líbios estão prontos para atacar reduto de Kadhafi.

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Tropas da rebelião cercam Bani Walid, um dos últimos bastiões do coronel.
Rebeldes já conheceriam a localização do ditador, segundo a TV Al Jazeera.

As negociações para que os combatentes pró-Muammar Kadhafi na cidade de Bani Walid se rendam pacificamente fracassaram, disse neste domingo (4) um negociador dos rebeldes da Líbia.

“Deixo que o comandante administre o problema”, disse o negociador Abdullah Kenchil, questionado sobre um possível ataque à cidade, um dos últimos redutos leais ao coronel.

Kenchil afirmou que dois filhos de Kadhafi -Saadi e Muatassim- estariam na cidade, mas que vários partidários do antigo regime, que inicialmente haviam se refugiado na cidade, conseguiram fugir.

Mapa da Líbia com destaque para as cidades de Bani Walid, Trípoli e Sirte (Foto: Arte/G1)Mapa da Líbia com destaque para as cidades
de Bani Walid, Trípoli e Sirte (Foto: Arte/G1)

Mais cedo, os rebeldes haviam afirmado que os líderes tribais fiéis a Kadhafi em Bani Walid estavam “divididos” sobre se deviam ou não depor as armas.

O coronel foi praticamente deposto há duas semanas por rebeldes que tomaram a capital do país, Trípoli, após mais de seis meses de guerra civil que jogou a Líbia em uma crise humanitária e deixou milhares de mortos.

As tropas leais ao regime foram expulsas da capital na semana passada em uma ofensiva coordenada com ataques aéreos da Otan. A aliança militar age no país a pedido da ONU, com o objetivo de proteger os civis.

Desaparecido desde a invasão de Trípoli, Kadhafi afirmou repetidas vezes que vai continuar lutando contra o que chamou de uma “intervenção estrangeira” apoiada pela Otan.

Paradeiro
O Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político da rebelião, já identificou o paradeiro de Kadhafi, segundo um correspondente da rede de televisão Al Jazeera. A localização, no entanto, ainda não foi divulgada.

Rebeldes montam guarda antes de missão de busca a combatentes pró-Kadhafi em Al-Noflea neste domingo (4) (Foto: Reuters)
Rebeldes montam guarda antes de missão de busca a combatentes pró-Kadhafi em Al-Noflea neste domingo (4) (Foto: Reuters)

No sábado, o líder do CNT, Mustafa Abdel Jalil, afirmou que a liderança do governo provisório vai mudar de sede na próxima semana, saindo da cidade de Benghazi e instalando-se em Trípoli.

Na ocasião, o CNT irá formalmente se declarar como o novo governo da Líbia, respaldado pela comunidade internacional.

De volta à Líbia, após uma conferência internacional sobre a situação do país, Jalil anunciou a formação de um órgão de reconciliação nacional, formado por líderes tribais e “sábios”.

O líder do CNT disse ainda que um terço de todos os bens líbios congelados por bancos internacionais já foram desbloqueados.

Rebelde líbio que participa do cerco à cidade de Bani Walid neste domingo (4) (Foto: Goran Tomasevic/Reuters)Rebelde líbio que participa do cerco à cidade de Bani Walid neste domingo (4) (Foto: Goran Tomasevic/Reuters)

Normalidade
As novas autoridades líbias pediram aos grupos de combatentes anti-Khadafi para deixarem as ruas e retornarem às suas casas para que a normalidade possa ser retomada na capital.

Em outras partes do país, forças leais a Khadafi continuam a resistir. Elas ainda controlam a cidade natal do ex-líder, Sirte, além de Sabha e da própria Bani Walid.

As forças anti-Khadafi, porém, parecem estar pouco a pouco avançando sobre Sirte.

Fonte: Do G1, com agências internacionais

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‘Não confie em Bolsonaro’, diz campanha da Apib direcionada a Joe Biden

Cúpula sobre clima convocada por presidente americano gera receios de um acordo ‘com o pior inimigo’ da Amazônia, alertam organizações

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Do Tudo é Política – A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) articulou uma campanha direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta segunda-feira 12. Em um vídeo feito em inglês, a organização é taxativa: “Ou a Amazônia, ou Bolsonaro. Você não pode ter ambos. De que lado você está?”.

O pedido é para que Biden não confie e não negocie com o presidente Jair Bolsonaro qualquer acordo que envolva o futuro da Amazônia – possibilidade aventada para ocorrer durante uma cúpula convocada pelo presidente americano, que acontecerá na próxima semana.

“Não deixe esse homem negociar o futuro da Amazônia. Ele declarou guerra contra nós. Contra os povos indígenas, contra a democracia. Ele espalha Covid, mentiras e ódio. Ele é um extremista que disse que a sua eleição é uma fraude“, diz a narração, que é acompanhada de imagens do presidente brasileiro.

Essa não é a primeira reação aos riscos de que um acordo forneça fundos que seriam supostamente direcionados ao controle do desmatamento. Uma carta assinada por 199 instituições da sociedade civil aponta que “não é razoável esperar que as soluções para a Amazônia e seus povos venham de negociações feitas a portas fechadas com seu pior inimigo”.

“As negociações ocorrem longe dos olhos da sociedade civil, que o presidente brasileiro já comparou a um ‘câncer’. O governo brasileiro comemora tais negociações, que envolveriam recursos financeiros. O presidente americano precisa escolher entre cumprir seu discurso de posse e dar recursos e prestígio político a Bolsonaro. Impossível ter ambos”, escrevem as entidades.

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Bolsonaro envia condolências à rainha pela morte de príncipe Philip

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Do Tudo é Política – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou mensagem de condolências à rainha do Reino Unido, Elizabeth II, pela morte do marido da monarca, o príncipe consorte Philip, que faleceu nesta sexta-feira (9), aos 99 anos. Philip exercia o título de duque de Edimburgo.

“O governo e o povo brasileiros solidarizam-se com a Rainha Elizabeth II, sua família e o povo do Reino Unido neste momento de luto dos britânicos pela perda do Duque de Edimburgo. O Presidente Jair Bolsonaro enviou mensagem de condolências a Sua Majestade”, afirmou o Itamaraty, por meio de nota.

Philip era casado com a rainha Elizabeth II há mais de 73 anos. Apesar do matrimônio, ele nunca recebeu o título de “rei” porque a alcunha destronaria a rainha Elizabeth, desrespeitando a linhagem da casa de Windsor, família da monarca. A morte do príncipe Philip também não altera a linha sucessória da monarquia britânica. O sucessor imediata da rainha é o seu filho mais velho, o príncipe Charles.

O Reino Unido é uma monarquia parlamentarista. Os monarcas não possuem funções administrativas, mas exercem funções de Estado. A rainha Elizabeth II é a chefe de Estado, o rosto da Inglaterra e dos demais países do Reino Unido diante do mundo, enquanto o primeiro-ministro- posto exercido por Boris Johnson, é o chefe de governo.

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Embaixador russo: EUA não estão dispostos a ‘arrumar a bagunça’ nas relações com Rússia

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Embaixador russo: EUA não estão dispostos a 'arrumar a bagunça' nas relações com Rússia

As relações entre a Rússia e os Estados Unidos estão atravessando uma crise gravíssima, mas Moscou está se esforçando para estabelecer um diálogo pragmático, ao contrário dos EUA, anunciou o embaixador russo nos EUA Anatoly Antonov.

Anatoly Antonov, o embaixador russo em Washington convocado a Moscou para consultas, afirmou que os Estados Unidos não estão dispostos para “arrumar a bagunça” nas relações com a Rússia, o que seria muito difícil.

“Entretanto, nós entendemos que arrumar a bagunça formada nos últimos anos será muitíssimo difícil. A propósito, após várias conversas e consulta de uma série de documentos, quero dizer que hoje em dia não existe nenhum desejo em Washington de arrumar esta bagunça”, disse o diplomata discursando no Conselho da Federação da Rússia durante uma reunião amplificada dos comitês de Defesa e de Assuntos Internacionais.

Mais do que isso, adicionou o diplomata, a administração Biden tomou o rumo para exacerbar as sanções contra a Rússia sob pretextos inventados.

“A administração Biden tomou o rumo da continuação do desenrolar da espiral de sanções sob pretextos inventados. Constantemente se ouvem ameaças relacionadas com a pseudointerferência nas eleições norte-americanas, com os alegados ataques contra recursos informáticos dos EUA e por causa de uma suposta ‘atividade indecente’ de antagonismo às forças militares norte-americanas no Afeganistão”, afirmou o embaixador.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou na última quarta-feira (17) que Antonov foi convocado a Moscou para discutir o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Rússia. Moscou quer analisar o cenário político-diplomático e determinar quais medidas serão tomadas em relação aos EUA no futuro.

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