Conecte conosco

MUNDO

Discreto e fora de cena, ex-líder cubano Fidel Castro completa 85 anos

Publicado

em

MW Auto Peças 40 Anos

Revolucionário é ainda figura importante, mas está cada vez mais afastado da vida pública

O lendário líder comunista Fidel Castro completa 85 anos neste sábado (13), ainda como uma figura importante dentro do regime cubano, mas cada vez mais afastado da vida pública. O país, no entanto, tenta se desvencilhar de sua dependência ao carismático comandante, que ficou no poder por 49 anos.

No ano passado, ele abdicou ao último cargo de liderança que ainda detinha, o de secretário-geral do Partido Comunista. Agora, sobrou para o seu irmão Raúl a gigantesca missão de reformar o esgotado modelo econômico socialista que vigorou na ilha durante meio século sob o comando de Fidel.

Cuba vai celebrar o aniversário com uma “serenata” de músicos famosos, transmitida pela TV. Os organizadores disseram nesta semana que não sabiam se Fidel estará presente.

O líder revolucionário ascendeu ao poder em 1º de janeiro de 1959, quando o ditador Fulgencio Batista fugiu do avanço da guerrilha que havia se espalhado pela ilha a partir da Serra Maestra, no extremo leste do país.

Como presidente cubano, ele sobreviveu a nove presidentes dos EUA; a cinco décadas de hostilidade norte-americana; a decadência da grande aliada União Soviética e o ressurgimento da esquerda na América Latina, até que em julho de 2006 foi submetido a uma cirurgia intestinal de emergência e sofreu complicações das quais nunca se recuperou totalmente.

Ele transferiu o poder ao irmão Raúl – primeiro provisoriamente, e depois, em fevereiro de 2008, de forma definitiva.

Ao passar o bastão, Fidel deixa os longos discursos

A história de Fidel como político espelha o seu declínio físico, que ficou visível em abril deste ano, no congresso do Partido Comunista, quando fez apenas uma aparição e precisou de ajuda para chegar à sua cadeira na tribuna.

O homem famoso por seus longuíssimos discurso então permaneceu mudo, vendo seu irmão proferir todos os discursos, numa silenciosa passagem de bastão.

Atualmente, Fidel raramente é visto ou ouvido, e não se envolveu nos recentes debates relacionados às reformas econômicas liberalizantes promovidas pelo sucessor.

Mesmo assim, é ativo na publicação de seus artigos na imprensa sobre os problemas mundiais – já somam 361 desde o seu retiro na casa da zona oeste de Havana – e se tornou um “tuiteiro de carteirinha”.

Revolucionário é sobrevivente entre protagonistas da Guerra Fria

O filho de um imigrante galego latifundiário com uma camponesa cubana, nascido em Birán (sudeste), Fidel chega aos 85 anos como um dos únicos sobreviventes entre os protagonistas da Guerra Fria (entre o fim da década de 1940 até 1991).

Governou sempre confrontado aos EUA, país que até hoje mantém o embargo econômico a Cuba, imposto em 1962.

Inimigos em Miami e Washington apostavam que a revolução em Cuba desapareceria quando morresse. Mas sua doença levou a uma sucessão em vida que criou um cenário não previsto por ninguém.

Para analistas, está em curso a transição ordenada numa Cuba diferente do modelo de Fidel, e sem os distúrbios prognosticados. Mas permanece a pergunta: o que acontecerá na ilha quando ele morrer?

MUNDO

‘Não confie em Bolsonaro’, diz campanha da Apib direcionada a Joe Biden

Cúpula sobre clima convocada por presidente americano gera receios de um acordo ‘com o pior inimigo’ da Amazônia, alertam organizações

Publicado

em

Do Tudo é Política – A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) articulou uma campanha direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta segunda-feira 12. Em um vídeo feito em inglês, a organização é taxativa: “Ou a Amazônia, ou Bolsonaro. Você não pode ter ambos. De que lado você está?”.

O pedido é para que Biden não confie e não negocie com o presidente Jair Bolsonaro qualquer acordo que envolva o futuro da Amazônia – possibilidade aventada para ocorrer durante uma cúpula convocada pelo presidente americano, que acontecerá na próxima semana.

“Não deixe esse homem negociar o futuro da Amazônia. Ele declarou guerra contra nós. Contra os povos indígenas, contra a democracia. Ele espalha Covid, mentiras e ódio. Ele é um extremista que disse que a sua eleição é uma fraude“, diz a narração, que é acompanhada de imagens do presidente brasileiro.

Essa não é a primeira reação aos riscos de que um acordo forneça fundos que seriam supostamente direcionados ao controle do desmatamento. Uma carta assinada por 199 instituições da sociedade civil aponta que “não é razoável esperar que as soluções para a Amazônia e seus povos venham de negociações feitas a portas fechadas com seu pior inimigo”.

“As negociações ocorrem longe dos olhos da sociedade civil, que o presidente brasileiro já comparou a um ‘câncer’. O governo brasileiro comemora tais negociações, que envolveriam recursos financeiros. O presidente americano precisa escolher entre cumprir seu discurso de posse e dar recursos e prestígio político a Bolsonaro. Impossível ter ambos”, escrevem as entidades.

Continuar Lendo

MUNDO

Bolsonaro envia condolências à rainha pela morte de príncipe Philip

Publicado

em

Do Tudo é Política – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou mensagem de condolências à rainha do Reino Unido, Elizabeth II, pela morte do marido da monarca, o príncipe consorte Philip, que faleceu nesta sexta-feira (9), aos 99 anos. Philip exercia o título de duque de Edimburgo.

“O governo e o povo brasileiros solidarizam-se com a Rainha Elizabeth II, sua família e o povo do Reino Unido neste momento de luto dos britânicos pela perda do Duque de Edimburgo. O Presidente Jair Bolsonaro enviou mensagem de condolências a Sua Majestade”, afirmou o Itamaraty, por meio de nota.

Philip era casado com a rainha Elizabeth II há mais de 73 anos. Apesar do matrimônio, ele nunca recebeu o título de “rei” porque a alcunha destronaria a rainha Elizabeth, desrespeitando a linhagem da casa de Windsor, família da monarca. A morte do príncipe Philip também não altera a linha sucessória da monarquia britânica. O sucessor imediata da rainha é o seu filho mais velho, o príncipe Charles.

O Reino Unido é uma monarquia parlamentarista. Os monarcas não possuem funções administrativas, mas exercem funções de Estado. A rainha Elizabeth II é a chefe de Estado, o rosto da Inglaterra e dos demais países do Reino Unido diante do mundo, enquanto o primeiro-ministro- posto exercido por Boris Johnson, é o chefe de governo.

(…)

Continuar Lendo

MUNDO

Embaixador russo: EUA não estão dispostos a ‘arrumar a bagunça’ nas relações com Rússia

Publicado

em

Embaixador russo: EUA não estão dispostos a 'arrumar a bagunça' nas relações com Rússia

As relações entre a Rússia e os Estados Unidos estão atravessando uma crise gravíssima, mas Moscou está se esforçando para estabelecer um diálogo pragmático, ao contrário dos EUA, anunciou o embaixador russo nos EUA Anatoly Antonov.

Anatoly Antonov, o embaixador russo em Washington convocado a Moscou para consultas, afirmou que os Estados Unidos não estão dispostos para “arrumar a bagunça” nas relações com a Rússia, o que seria muito difícil.

“Entretanto, nós entendemos que arrumar a bagunça formada nos últimos anos será muitíssimo difícil. A propósito, após várias conversas e consulta de uma série de documentos, quero dizer que hoje em dia não existe nenhum desejo em Washington de arrumar esta bagunça”, disse o diplomata discursando no Conselho da Federação da Rússia durante uma reunião amplificada dos comitês de Defesa e de Assuntos Internacionais.

Mais do que isso, adicionou o diplomata, a administração Biden tomou o rumo para exacerbar as sanções contra a Rússia sob pretextos inventados.

“A administração Biden tomou o rumo da continuação do desenrolar da espiral de sanções sob pretextos inventados. Constantemente se ouvem ameaças relacionadas com a pseudointerferência nas eleições norte-americanas, com os alegados ataques contra recursos informáticos dos EUA e por causa de uma suposta ‘atividade indecente’ de antagonismo às forças militares norte-americanas no Afeganistão”, afirmou o embaixador.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou na última quarta-feira (17) que Antonov foi convocado a Moscou para discutir o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Rússia. Moscou quer analisar o cenário político-diplomático e determinar quais medidas serão tomadas em relação aos EUA no futuro.

Continuar Lendo

AS MAIS LIDAS DA SEMANA