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Em tom de campanha, Obama critica desigualdade tributária nos EUA

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Em fala ao Congresso, ele disse que vai tentar reforma que taxe mais ricos.
Democrata prometeu combater políticas que levaram à crise econômica.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou na madrugada desta quarta-feira (25), no tradicional discurso do Estado da União, uma reforma tributária que taxe os mais ricos e promova a criação de empregos, os investimentos em energia limpa como elementos fundamentais para recuperar a economia do país e reconquistar os “valores americanos”.

Candidato já escolhido pelo Partido Democrata para tentar a reeleição, Obama abriu seu discurso perante as duas Casas do Congresso falando da saída das tropas militares norte-americanas do Iraque, uma das suas promessas de campanha em 2008 que conseguiu cumprir, e exaltou o sucesso da operação que resultou na morte do terrorista Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, em uma operação militar no Paquistão.

Presidente Barack Obama em discurso do Estado da União (Foto: Saul Loeb/Pool/Reuters)Presidente Barack Obama em discurso do Estado da União (Foto: Saul Loeb/Pool/Reuters)

Em seguida, focou suas palavras na desigualdade tributária do país, que, segundo ele, permite que ricos paguem menos impostos que a classe média norte-americana.

“Um bilionário precisa pagar pelo menos o mesmo que a sua secretária em impostos. É hora de aplicar as mesmas regras aos de cima e aos de baixo: sem planos de resgate, dádivas ou escapatórias. Os Estados Unidos que vão durar precisam que cada um assuma suas responsabilidades”, disse o presidente na fala transmitida ao vivo nos EUA a partir das 21h locais (0h de quarta-feira no horário de Brasília).

Obama afirmou que busca uma reforma tributária que taxe em pelo menos 30% a renda dos milionários.

“Temos que mudar nosso código tributário para que as pessoas como eu, e uma grande quantidade dos membros do Congresso, pague sua parte justa de impostos”, disse Obama.

“A reforma fiscal deve seguir a regra (proposta pelo multimilionário) Buffett: se você ganha mais de 1 milhão de dólares ao ano, você não deve pagar menos de 30% em impostos”, destacou o presidente.

“Washington deve deixar de subsidiar os milionários”, afirmou.

Empregos
A mudança nas alíquotas de impostos também beneficiaria a criação de empregos em território norte-americano. “Se você tem uma empresa que deseja mandar empregos para fora do país, você não deveria conseguir descontos nos impostos”, disse Obama.

“Por isso, temos uma grande oportunidade de trazer as indústrias de volta. Façam o que puderem para trazer empregos de volta para o seu país, e o seu país fará tudo o que é possível para que você tenha sucesso”, completou o presidente dos EUA.

Sistema financeiro
Obama foi enfático no combate às políticas que mergulharam o país na crise econômica de 2008, e em meio à qual ele assumiu a presidência, em 2009.

“Se você é uma grande instituição financeira, não pode fazer apostas arriscadas com o dinheiro dos seus clientes. Você precisa detalhar os seus planos de pagamento caso essas contas deem errado. Não vou voltar aos dias nos quais Wall Street fazia o que queria”, disse.

Obama cumprimenta pessoas após discursar na noite desta terça-feira (24) no Capitólio (Foto: AP)Obama cumprimenta pessoas após discursar
na noite desta terça-feira (24) no
Capitólio (Foto: AP)

Obama também afirmou que manter a promessa de oportunidades econômicas para todos é “a questão chave de nossa época”, e que oferecer estas oportunidades “não são valores democratas ou republicanos, mas sim norte-americanos”.

“Não podemos esquecer: milhões de norte-americanos que trabalham duro e respeitam as regras merecem um governo e um sistema financeiro que faça o mesmo”, disse o presidente.

A menção aos valores “americanos” ocorre em meio à acirrada disputa entre pré-candidatos republicanos para decidir quem vai enfrentar Obama nas eleições de novembro.

Pressão sobre a China
Obama, anunciou também a criação de uma unidade para investigar práticas comerciais injustas, e assim exercer mais pressão sobre a China, e outra para fiscalizar os empréstimos hipotecários concedidos pelos grandes bancos americanos.

“Estou divulgando a criação de uma Unidade de Cumprimento das Regras Comerciais que será responsável pela investigação de práticas comerciais injustas em países tais como a China”, disse.

Ele prometeu estar vigilante diante da entrada de produtos falsificados nos Estados Unidos.

“Haverá mais inspeções para impedir a entrada de produtos falsos ou daninhos a nosso país. E este Congresso deve garantir que nenhuma companhia estrangeira tenha vantagem sobre a manufatura americana no que diz respeito a obter financiamento”, afirmou.

“Não está certo que país permita a pirataria de nossos filmes, música e software. Não é justo que as empresas manufatureiras estrangeiras tenham vantagem somente porque têm muitos subsídios”, disse.

“Irei a qualquer lugar do mundo para abrir novos mercados para os produtos dos Estados Unidos. E não me manterei à margem quando nossa competição não for regida pelas regras”, prometeu o presidente.

Obama anunciou também a criação de uma unidade especial para investigar os empréstimos hipotecários de risco, aumentando a pressão contra os grandes bancos do país.

“Esta noite, pedirei ao procurador-geral a criação de uma unidade especial de procuradores federais e os principais procuradores-gerais dos estados para expandir nossas investigações sobre os empréstimos abusivos e as hipotecas de alto risco que levaram à crise imobiliária”, disse.

“Esta nova unidade responsabilizará aqueles que romperem a lei, acelerarão a assistência aos proprietários de moradias, e ajudará a virar a página de uma era de imprudência que prejudicou tantos americanos”, disse.

Os comentários de Obama ocorrem em meio a uma série de ações legais contra os grandes bancos por execuções e práticas de crédito injustas.

Energia limpa
Obama também insistiu na necessidade do desenvolvimento de formas limpas e renováveis de energia para eliminar a dependência do petróleo e seguir com o desenvolvimento do país.

“A melhor maneira de economizar dinheiro é gastando menos energia. O desenvolvimento do gás natural irá criar empregos em fábricas mais limpas e baratas, para que não precisemos escolher entre meio ambiente e desenvolvimento”.

“Eu não vou entregar a energia eólica, o gás, para a Alemanha ou para a China por não termos responsabilidade. Dependemos do petróleo por anos. Agora é hora de mudar”, disse.

Irã
Obama também encontrou tempo para comentar a relação dos EUA com o Irã, e afirmou que não desistirá do combate ao desenvolvimento de armamentos nucleares pelo país do Oriente Médio.

O democrata afirmou que uma resolução pacífica “ainda é possível” sobre o controverso programa nuclear iraniano.

“Que não fique dúvida alguma de que os Estados Unidos estão decididos a impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Não descartaremos nenhuma opção disponível para conseguir esse objetivo. Mas ainda é possível chegar a uma resolução pacífica sobre esse problema”, disse.

As potências ocidentais, com os EUA à frente, temem que o Irã use seu programa nuclear para fins militares e estão aumentando a pressão diplomática, com sanções econômicas, para obrigar Teerã a interromper as atividades. O governo iraniano nega as acusações e eleva a retória, ameaçando fechar o estreito de Ormuz, vital para a circulação de petróleo.

Revolta Árabe
O democrata também citou a queda do ditador Muammar Kadhafi na Líbia e advertiu que os dias do regime  de Bashar al Assad na Síria estão contados.

“Em um momento em que a maré da guerra retrocede, uma onda de mudanças percorre o Oriente Médio e o Norte da África, de Túnis ao Cairo, de Sanaa a Trípoli”, disse.

“Um ano atrás, Kadhafi era um dos ditadores mais longevos do mundo, um criminoso com sangue americano em suas mãos. Hoje já não está”, disse.

“E na Síria, não tenho dúvidas de que o regime de Assad descobrirá em pouco tempo que as forças de mudança não podem ser revertidas, e que a dignidade humana não pode ser esmagada”, completou.

“Ainda não sabemos como terminará essa incrível transformação”, disse. “Vamos impulsionar políticas que conduzam a democracias fortes e estáveis e a mercados abertos, porque a tirania não é páreo para a liberdade”, afirmou.

Republicanos
Analistas afirmam que será difícil para Obama conseguir aprovar, na reta final de seu mandato, as propostas apresentadas neste discurso, por conta da oposição republicana no Congresso.

arte calendário eleições eua 24/01 (Foto: Arte/G1)
Fonte : G1.com

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‘Não confie em Bolsonaro’, diz campanha da Apib direcionada a Joe Biden

Cúpula sobre clima convocada por presidente americano gera receios de um acordo ‘com o pior inimigo’ da Amazônia, alertam organizações

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Do Tudo é Política – A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) articulou uma campanha direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta segunda-feira 12. Em um vídeo feito em inglês, a organização é taxativa: “Ou a Amazônia, ou Bolsonaro. Você não pode ter ambos. De que lado você está?”.

O pedido é para que Biden não confie e não negocie com o presidente Jair Bolsonaro qualquer acordo que envolva o futuro da Amazônia – possibilidade aventada para ocorrer durante uma cúpula convocada pelo presidente americano, que acontecerá na próxima semana.

“Não deixe esse homem negociar o futuro da Amazônia. Ele declarou guerra contra nós. Contra os povos indígenas, contra a democracia. Ele espalha Covid, mentiras e ódio. Ele é um extremista que disse que a sua eleição é uma fraude“, diz a narração, que é acompanhada de imagens do presidente brasileiro.

Essa não é a primeira reação aos riscos de que um acordo forneça fundos que seriam supostamente direcionados ao controle do desmatamento. Uma carta assinada por 199 instituições da sociedade civil aponta que “não é razoável esperar que as soluções para a Amazônia e seus povos venham de negociações feitas a portas fechadas com seu pior inimigo”.

“As negociações ocorrem longe dos olhos da sociedade civil, que o presidente brasileiro já comparou a um ‘câncer’. O governo brasileiro comemora tais negociações, que envolveriam recursos financeiros. O presidente americano precisa escolher entre cumprir seu discurso de posse e dar recursos e prestígio político a Bolsonaro. Impossível ter ambos”, escrevem as entidades.

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Bolsonaro envia condolências à rainha pela morte de príncipe Philip

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Do Tudo é Política – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou mensagem de condolências à rainha do Reino Unido, Elizabeth II, pela morte do marido da monarca, o príncipe consorte Philip, que faleceu nesta sexta-feira (9), aos 99 anos. Philip exercia o título de duque de Edimburgo.

“O governo e o povo brasileiros solidarizam-se com a Rainha Elizabeth II, sua família e o povo do Reino Unido neste momento de luto dos britânicos pela perda do Duque de Edimburgo. O Presidente Jair Bolsonaro enviou mensagem de condolências a Sua Majestade”, afirmou o Itamaraty, por meio de nota.

Philip era casado com a rainha Elizabeth II há mais de 73 anos. Apesar do matrimônio, ele nunca recebeu o título de “rei” porque a alcunha destronaria a rainha Elizabeth, desrespeitando a linhagem da casa de Windsor, família da monarca. A morte do príncipe Philip também não altera a linha sucessória da monarquia britânica. O sucessor imediata da rainha é o seu filho mais velho, o príncipe Charles.

O Reino Unido é uma monarquia parlamentarista. Os monarcas não possuem funções administrativas, mas exercem funções de Estado. A rainha Elizabeth II é a chefe de Estado, o rosto da Inglaterra e dos demais países do Reino Unido diante do mundo, enquanto o primeiro-ministro- posto exercido por Boris Johnson, é o chefe de governo.

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Embaixador russo: EUA não estão dispostos a ‘arrumar a bagunça’ nas relações com Rússia

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Embaixador russo: EUA não estão dispostos a 'arrumar a bagunça' nas relações com Rússia

As relações entre a Rússia e os Estados Unidos estão atravessando uma crise gravíssima, mas Moscou está se esforçando para estabelecer um diálogo pragmático, ao contrário dos EUA, anunciou o embaixador russo nos EUA Anatoly Antonov.

Anatoly Antonov, o embaixador russo em Washington convocado a Moscou para consultas, afirmou que os Estados Unidos não estão dispostos para “arrumar a bagunça” nas relações com a Rússia, o que seria muito difícil.

“Entretanto, nós entendemos que arrumar a bagunça formada nos últimos anos será muitíssimo difícil. A propósito, após várias conversas e consulta de uma série de documentos, quero dizer que hoje em dia não existe nenhum desejo em Washington de arrumar esta bagunça”, disse o diplomata discursando no Conselho da Federação da Rússia durante uma reunião amplificada dos comitês de Defesa e de Assuntos Internacionais.

Mais do que isso, adicionou o diplomata, a administração Biden tomou o rumo para exacerbar as sanções contra a Rússia sob pretextos inventados.

“A administração Biden tomou o rumo da continuação do desenrolar da espiral de sanções sob pretextos inventados. Constantemente se ouvem ameaças relacionadas com a pseudointerferência nas eleições norte-americanas, com os alegados ataques contra recursos informáticos dos EUA e por causa de uma suposta ‘atividade indecente’ de antagonismo às forças militares norte-americanas no Afeganistão”, afirmou o embaixador.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou na última quarta-feira (17) que Antonov foi convocado a Moscou para discutir o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Rússia. Moscou quer analisar o cenário político-diplomático e determinar quais medidas serão tomadas em relação aos EUA no futuro.

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