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EU NÃO CONHECIA MARIELLA, UM PRESENTE

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Do Tudo é Política – Falando Francamente, Eu não conhecia Marielle, nem sabia de sua existência, hoje, 15 de março de 2018, um mês de Intervenção Federal no Rio de janeiro, fiquei sabendo que lá, na cidade cheia de canos de fuzil, foi o campo de uma grande batalhadora, de uma mulher maravilhosa, que representava todas as mulheres do Brasil.

Uma negra, uma preta, da favela, da maré, da Favela da Maré.

Daquela favela, herança de um governo militar que anos de chumbo impôs ao povo que já vinha de anos de chicote.

Hoje, sei que Ela, Marielle, se fez presente.

Presente na luta pela educação, e de tanto lutar, mestra se tornou.

Hoje, sei da existência dela, Marielle, que tanto lutou e “falou aos dotô”.

Hoje, sei que ela, Merielle, falou de “IGUAL PRA IGUAL”, com elas e com eles.

Hoje, sei da existência dela, Marielle, que tinha fome, fome de saber.

Hoje, sei da existência dela, Marielle, que sonhou com justiça, com liberdade, com igualdade.

Hoje sei da existência dela, Marielle, que foi alto, mais alto do que permitia essa sociedade que não aceita sua cor.

Hoje, sei da existência dela, a Marielle, a preta sabida, a preta que era mestra, preta que ao invés da violência, pregava a paz, e para os seus exigia paz, aos seus queria respeito.

Hoje, Sei que ela, Marielle, existiu por 35 anos, fisicamente, levando aos seus, às suas, a mensagem de que, sim, podemos! Podemos, e vamos conseguir.

Hoje, sei que ela, Marielle, falava a verdade na cara do patrão, na cara da patroa…

Hoje, Sei da existência dela, Marielle, que carregou no coração, a coragem como bagagem e na cabeça um turbante…

Hoje, sei que na cabeça dela, da Marielle, não tinha um turbante, tinha sim, uma coroa, coroa que toda mulher preta, vitoriosa por seus méritos, merece ostentar.

Hoje, sei da existência dela, da Marielle…

Hoje, sei que ela continuará existindo, ela, Marielle, que com sua morte, com sua vida, desnudou o fascismo que assola nosso país, e que sempre gritou o grito daqueles que precisavam da sua voz, da sua cor, dos seus olhos, da sua boca, dos seus gritos, das suas falas, aos seus, com sabedoria.

Hoje, sei que Ela, Marielle, se multiplicou e deixou de ser só mais uma preta, mais uma mulher, mais uma vítima da tão insistente mordaça.

Hoje sei que Ela Marielle, jamais deixará de existir.

Mariella sempre estará PRESENTE.

Sua luta, Marielle, se tornará resistência, amanhã, e amanhã, e amanhã…

Resitência, PRESENTE.

Marielle, presente!

Marielle UM PRESENTE!

P U B L I C I D A D E