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EXCLUSIVO: EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DO BRASIL

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56 anos de emancipação
ILUMINAÇÃO DE LED – INSTITUCIONAL

Por Valéria Possadagua,  para o Página Simões Filho e Tudo é Política

A jovem e bela senhora de 30 anos, a “DEMOCRACIA” vem sofrendo ataques virulentos e, sobretudo por aqueles que saíram as ruas no dia 15/03, para protestar contra o governo. Somente na democracia temos o direito de protestar contra quem for, sem corrermos o risco de sermos presos e torturados, como muitos que lutaram pela liberdade no período ditatorial, homens e mulheres que doaram suas vidas para que hoje todos tenhamos o direito à voz.

O que estamos vendo é verdadeiro show de horrores, palavras xulas e impropérios vergonhosos contra a Presidenta Dilma que além de ser uma mulher é mãe e avó, e, só por este motivo merece todo respeito. Ao que chamaram de protestos, nada mais foi do que um consórcio oposicionista que se aliou aos meios de comunicação para promoverem um escracho a nível nacional e internacional, e assim atingir diretamente o governo que vem sofrendo constantes ataques da direita, que até então não reconheceu que perdeu as eleições em outubro de 2014.

 O Brasil venceu a miséria por meio dos programas sociais que atendem aos mais necessitados por meio do Bolsa Família, esta vencendo o atraso na área educacional, por meio dos programas de  inclusão como PRONATEC, SISU e  ENEM. Hoje, filho de pobre tem oportunidade de ingressar nas universidades, conseguimos erradicar a mortalidade infantil. E, esta é a primeira geração de crianças em doze anos, que já nasceram sem conhecer a fome, isto é um salto civilizacional.

 E o que dizer dos avanços conquistados pelas mulheres como os programas “MINHA CASA MINHA VIDA”, “MULHER VIVER SEM VIOLÊNCIA do governo federal. E, em Salvador a construção da Casa da Mulher brasileira, fruto da luta incessante das entidades feministas na Bahia e dos movimentos sociais que defendem uma vida mais plena para todas as mulheres que sofrem violência doméstica. Este ano no 08 de março, dia em que celebramos o dia Internacional da mulher, a Secretaria de Políticas para Mulheres do Governo do Estado, anunciou por meio de sua Secretária Olivia Santana, A Ronda Maria da Penha, uma ação integrada entre as secretarias de Segurança Pública (SSP), de Política para as Mulheres, Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça e será iniciada no Subúrbio Ferroviário de Salvador, região que atualmente representa 60% dos chamados no 190 para atender violência doméstica, mais um instrumento de luta para combater a violência contra mulher.

E há apenas alguns dias atrás a tipificação do feminicídio como crime hediondo no Código Penal tornou-se lei no Brasil após a presidente Dilma Rousseff sancionar o projeto proposto pelo Legislativo. O compromisso político de tolerância zero à violência de gênero, firmado pela presidente no Dia Internacional da Mulher, é uma demonstração do fortalecimento das políticas para as mulheres. Instrumentos que ajudam a coibir a violência doméstica.

Fica fácil entender porque o projeto de governo esta sendo atacado?

A classe dominante deste país, os ricos, nunca aceitou o fato de que os pobres tivessem tantos direitos garantidos por lei, que pudessem realizar as cinco refeições diárias, que as empregadas domésticas tivessem garantidos seus direitos trabalhistas e que além de tudo isso o pobre pudesse viajar de avião, antes isso era privilégio para poucos.

 O que incomoda a esta elite preconceituosa e racista é o cheiro de pobre disputando espaços em igualdade de oportunidade nas universidades, buscando formação e qualificação profissional para serem os sujeitos e protagonistas de suas próprias histórias, quebrando as correntes aprisionadoras, por anos utilizados pela elite para dominar, oprimir e calar a classe operária.

Por trás destes protestos, estão os grupos financeiros, os banqueiros, a mídia golpista aliada à direita conservadora, que investiu muito dinheiro para eleger os seus algozes representantes, na tentativa de retirarem da ordem do dia os avanços conquistados neste últimos 12 anos de governo progressistas. É preciso que se diga que político que se elege com dinheiro de empresário não tem nenhum compromisso com as causas do povo e sim com o empresário que financiou a sua campanha, ou alguém acha que é diferente? EMPRESÁRIO NÃO FAZ DOAÇÃO PARA CAMPANHA FAZ INVESTIMENTOS!

Por isso precisamos defender a Democracia e o Brasil, defender uma reforma democrática com o fim do financiamento privado de campanhas.

 O financiamento da campanha eleitoral envolve muitos interesses, que depois cobram a conta.”

Os escândalos que a mídia vem promovendo contra o caso da PETROBRAS é um exemplo disso, desejam a todo custos retalhar a estatal e depois vende-la aos interesses internacionais e depois lucrarem com as suas ações, e para isto estão usando todos os artífices, inserções diárias nos jornais da Globo (que diga-se de passagem, sem credibilidade alguma, pois foi uma das empresas que enriqueceu as custas da ditadura militar e ajudou inclusive a promover o desaparecimento forçado de muitos militantes e jovens que lutaram contra o sistema). Mas não podemos ficar alheios ao real objetivo desta intentona, que é o de destruir e atacar a democracia no Brasil. Se há culpados nesta sujeira, que se investiguem e que se punam quem quer que seja, com total imparcialidade dos fatos, sem que haja privilégios ou mesmo proteção de apadrinhados de grandes empresários.

 A PETROBRAS é nossa maior empresa nacional e, diga-se de passagem, vai muito bem obrigada, não existe crise nela, o que existe é uma tentativa de golpear o país e os empregos gerados pela estatal na exploração do pré-sal, em muitos lugares do Brasil já se faz sentir os reflexos desta massiva campanha sórdida sem limites da oposição golpista no Brasil.

DEFENDER A PETROBRAS e lutar pelas reformas democráticas que põem fim a corrupção esta na ordem do dia.

Os manifestantes do dia 15/03, tem cor e classe sociais bem definidos, bateram panelas e xingaram  a PRESIDENTA, agora vamos ver se eles apoiam as reformas democráticas para acabarem com a corrupção que eles, os ricos promovem por meio de seus desvios de milhões  de dólares para bancos na Suíça.

 

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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RELIGIOSIDADE

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56 anos de emancipação
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Por Sebastião Costa no Brasil247 – Impressiona a capacidade do tema ‘RELIGIÃO’ despertar interesses, discussões, paixões. Dentro desse contexto, 00. Ele próprio estabelece suas relações com Deus

Não costumam refletir sobre o papel do cristão na sociedade e não se preocupam em enxergar na Teologia da Libertação a força evangelizadora que fez brotar o sangue cristão, devidamente transfundido às veias capitalistas da velha Igreja Católica Apostólica Romana.

O cristianismo, enquanto prática de vida ficou tão esquecido em meio às entranhas de um sistema insensível, egocêntrico, que as pessoas religiosas, desatentas, nem sequer percebem que sua grande fé em Deus, paradoxalmente lhe distanciam de Cristo. Do Cristo feito homem que amou os mais pobres, defendeu os humildes, perdoou os pecadores.

Falar em religiosidade, sempre vale a pena lembrar Oscar Niemeyer, o ateu confesso, comunista assumido que o amigo Leonardo Boff admirava com muito respeito e falava dele com carinho : “o importante não é crer ou não crer em Deus, mas viver com ética, amor, solidariedade e compaixão pelos que mais sofrem. Pois, na tarde da vida, o que conta mesmo são tais coisas. E nesse ponto ele estava muito bem colocado. Seu comunismo está muito próximo daquele dos primeiros cristãos, referido nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 2 e 4”

Do próprio Niemeyer: “O importante não é a arquitetura, o importante é a vida. Mas não qualquer vida; a vida vivida na busca da transformação necessária que supere as injustiças contra os pobres”

A Igreja Católica Apostólica Romana foi edificada nos alicerces dos primeiros cristãos. Ao longo dos tempos foi se afeiçoando às práticas capitalistas. Cometeu os pecados mortais das cruzadas, da inquisição e muitos outros pecados veniais.

Exerceu durante séculos, lado a lado com ricos e poderosos influência e poder incontestáveis.

Vale a curiosidade de como seria o julgamento da Santa Madre Igreja diante do juízo final, baseado nos Mandamentos da Lei de Deus.

Capitalismo e cristianismo são antagônicos, impossível coexistirem num mesmo espaço. O capitalismo é frio, calculista sem uma gota de sensibilidade cristã. O cristianismo é essencialmente solidário.

Se dos primeiros cristão foram gerados os primeiros católicos, o capitalismo ao longo dos tempos, com muito competência, tratou de engolir o cristianismo e cooptar o catolicismo.

A Igreja Católica durante as últimas décadas andou oscilante. Caminhou por uns tempos nas trilhas da Teologia da Libertação seguindo os caminhos dos ensinamentos de Cristo e nos pontificados Wojtyla e Ratzinger seguiu a rota do catolicismo distanciada da prática cristã.

Uma das primeiras providências do cardeal Bergoglio ao assumir o pontificado foi convidar o dominicano Gustavo Gutiérrez, teólogo que concebeu a Teologia da Libertação para uma visita ao vaticano.

Conversaram longamente sobre o abraço da Igreja aos fracos e oprimidos!

Muitas palmas para o Papa Francisco!!!

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Brasil

O JANEIRO MAIS POLÍTICO DA HISTÓRIA

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Por GUSTAVO CONDE – Quanto menos a imprensa fala da situação de saúde de Temer, mais eu sei que a situação é grave. Não rogo pragas. Apenas acho importante lidar com fatos minimamente concretos e transparentes, ainda mais em se tratando do estado de saúde do mandatário da nação, seja ele golpista ou não.

Com Tancredo Neves foi a mesma coisa. Parece que a imprensa tem tara em camuflar doença de político simpático a ela. Porque com político de esquerda, unha encravada vira amputação.

Vocês devem se lembrar dos casos de câncer de Dilma e Lula. Aliás, ambos trataram a doença com extrema coragem e transparência. Tinham o sentido da relevância das respectivas saúdes para a opinião pública, uma vez que eram presidenta e ex-presidente, figuras públicas.

Foram solidários, generosos, humanos, responsáveis, seguiram à risca as recomendações médicas e venceram doenças agressivas com extremo caráter e autoestima.

Mesmo assim – mesmo com essa dificuldade toda – a imprensa, num primeiro momento, ridicularizou (minimizou, deu margem às fakenews que acusavam a doença de blefe) e depois dramatizou: passou a especular o tempo de vida de ambos e, num gesto cínico, suspeitar que a junta médica ocultava informações. Foi terrorismo.

Praticaram também a boa e velha incitação de sempre: “vai pro SUS” era o grito de guerra estimulado por editores e colunistas.

Com Temer, a cobertura é completamente diferente. Aliás, é indiferente. Não prospectam informações, não interpelam médicos, não investigam medicações ministradas, não entrevistam especialistas, enfim, não fazem o terrorismo habitual dedicado a personalidades do PT e da esquerda.

Podemos lembrar que Guido Mantega perdeu a esposa recentemente para um câncer extremamente agressivo e a imprensa, em consórcio com a Lava Jato, explorou de maneira covarde e mesquinha o drama vivido pelo ex-ministro, inclusive, com requintes de crueldade – colunistas de opinião a reboque, sempre incitando a violência e a invasão de privacidade (chegou a haver manifestação contra o ex-ministro dentro do Hospital Albert Einstein).

Isso me faz lembrar também de Marisa Letícia, esposa de Lula. Chegou-se ao extremo de se divulgar mensagens de whatsapp de médicos residentes com receitas para “levar a óbito”, para deleite de antipetistas, esse doentes convictos e incuráveis.

Diga-se de passagem que quase nenhuma personalidade da ‘cena intelectual’ defendeu a privacidade e a dor da família Lula, esses mesmos que acabaram agorinha de defender Marcelo Freixo da “virulência petista”. Hipocrisia é palavra insuficiente para eles.

Enquanto isso – enquanto escrevo essa pensata – Michel Temer flana com sua doença, despacha de uma cama (não sabemos direito porque ninguém diz) e o país segue, sem sequer conseguir nomear um ministro do trabalho, dada a profunda desorganização do governo, também ignorada pela imprensa.

O medo, a covardia, a fobia institucional é tal em Michel Temer, que ele vai se suicidando a conta-gotas. Não se afasta da presidência porque não respeita a própria vida e porque sua própria vida política está totalmente comprometida com favores, acordos espúrios e arranjos subterrânos. Se ele se afastar, todo esse castelo de corrupção se desorganiza.

Ele parece querer ir até o limite, mas o corpo humano não resiste a tamanha ausência de autopreservação biológica. A autopreservação política de Temer fala mais alto, neste momento, do que a própria autopreservação de seu corpo. É o paroxismo da covardia e do medo.

Com todo esse cenário narrativo escancarado à sua frente, crucial em termos de conjuntura política, a imprensa não move um músculo. Fecha-se em copas e redige os boletins médicos mais burocráticos – e suspeitos – possíveis.

O problema é que mascarar doenças é um procedimento com prazo de validade. A movimentação política em torno deste cenário, neste momento, é intensa e desloca adesões e quadros políticos de maneira acelerada. Um possível afastamento de Temer faz chacolhar meio congresso (aquela metade que ainda obedece a Cunha, da cadeia).

Esse tratamento da imprensa à doença de Temer é como se fosse um desenho explicativo para uma criança de 6 anos: imprensa e governo são uma coisa só. Todos sabemos disso, mas quando vemos desenhado chega a comover.

Tão simples saber, com base em tudo isso que, a despeito dessa parceria profunda, espontânea e naturalizada com a imprensa, o circuito do golpe está mais desorganizado que nunca. Uma doença colabora ainda mais para levar pânico a esta “desorganização” criminosa, temerária e suicida.

Janeiro de 2018 se insinua na história como o mês que não vai terminar: julgamento do maior político da história do país simultaneamente a uma crise brutal de confiança nas instituições, na economia e na própria imprensa, que não faz mais questão de manter nenhum tipo de aparência.

Antecipo a todos que a história gosta desse tipo de precipitações coletivas generalizadas. É o colapso de um sistema regido por várias ações de várias naturezas em vários contextos, mas todos numa só direção: o desenlace.

A crise pode ainda aprofundar um pouco mais, Temer pode ter mais um pouco de sobrevida política – e física -, o desenho eleitoral pode sofrer mudanças bruscas ou leves (lembremos que em ano eleitoral no Brasil costuma cair avião e morrer personagens centrais). Mas a precipitação de todo o substrato do golpe é irreversível.

O calendário, a rigor, tem esse poder, ele foi feito para organizar o gerenciamento do tempo humano. O calendário eleitoral, portanto, cumpriu, surpreendentemente, esse papel: todas as ações foram sendo executadas com 2018 no horizonte.

É aí que vemos a importância descomunal de Lula. Ele também “marca” esse tempo, pois todos foram olhando para 2018 diante do temor e do amor de Lula. É um marcador de tempo coletivo e histórico extremamente eficaz.

Mais ainda, pelo fato do TRF-4 ter feito a besteira de marcar uma data limite – precipitada – para o julgamento de Lula. A data se tornou cabalística e mobiliza todo o país (até os negócios estão sendo feitos com base no dia 24 de janeiro).

Doença, golpismo, injustiça, mobilização, deflagração, memória, democracia, soberania, futuro, instituições, poderes, reordenações, negócios, vazamentos, prisões, libertações. Tudo se alinha para este janeiro. Tudo se acelera. Tudo se insinua. Tudo se escancara.

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Temer, Marun, o Judiciário e o país que faz da chantagem a sua bandeira

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Por Carlos Fernandes no DCMMichel Temer prova, dia após dia, que o seu governo não possui limites quando o assunto é afrontar as leis e a dignidade pública.

Talhado nos piores vícios das piores práticas políticas, a quadrilha do Palácio do Planalto não economiza em escandalizar as instituições, o parlamento, os entes federados e a própria República.

Escoltado pelo seu mais novo cão de guarda palaciano – o brucutu que atende pelo nome de Carlos Marun – a dupla tem feito mais pela desmoralização e criminalização da política do que qualquer marginal eleito pelo tráfico de drogas jamais poderia imaginar.

Visto que a compra direta de deputados em ano eleitoral já não é suficiente para arrebanhar o número suficiente de covardes que pretendem emplacar o mais duro golpe nas classes menos favorecidas, a última investida se dá agora diretamente nos governadores.

Numa retórica que deve estar fazendo com que Cícero, o grande orador romano, se revire no túmulo, Marun, o rinoceronte numa loja de cristais, veio a público afirmar que condicionar os financiamentos que estão disponíveis nos bancos públicos para aliviar a situação catastrófica dos estados em troca de votos para a reforma da previdência, “não é chantagem”.

Segundo o energúmeno, trata-se apenas de uma “política de governo”.

O fato em si já seria um escândalo se não levasse a reboque o crime de lesa-pátria de estar transformando importantes bancos públicos em meros instrumentos de negociatas espúrias ao custo da deterioração de suas imagens, do comprometimento da eficácia de suas políticas econômicas e sociais, da quebra de sua soberania contábil e do esfacelamento no quesito impessoalidade na liberação de recursos.

E pensar que uma presidenta foi afastada acusada de “pedaladas fiscais”.

O assunto é tão ultrajante que até correligionários de ocasião como o governador do RN, Robson Faria, já sente na pele o preço de ter aliado-se com a escória da política nacional.

Mandatário de uma gestão que levou o estado à bancarrota, Robson hoje não passa de uma ameba política que rasteja para concluir o seu mandato.

Enquanto o Rio Grande do Norte vive uma de suas maiores crises econômicas da história, o governador que preferiu ajoelhar-se ao golpe de 2016 agora pena para que seu atual presidente libere R$ 600 milhões que estão disponíveis na Caixa Econômica Federal.

O recurso é imprescindível para conter a onda de paralisações no serviço público do estado que já atinge os profissionais da saúde, educação e segurança. Enquanto o “acordo” não sai, os salários dos servidores simplesmente não são pagos.

Nessa altura, alguém de boa índole e com um mínimo de esperança no poder judiciário já pode ter se perguntado: e a justiça não faz nada?

Na verdade fez. E o que de melhor ela sabe fazer: garantir o seu.

Alheio à escassez de recursos, o Tribunal de Justiça do RN, o mesmo que há não muito tempo virou notícia no escândalo dos precatórios, aprovou no mês de outubro o pagamento retroativo de auxílio-moradia aos juízes potiguares.

Estima-se que o valor possa ultrapassar o montante de R$ 120 mil para cada magistrado. Teto do funcionalismo público? Que bobagem.

Pois é! Enquanto a população sofre com a insegurança (a Polícia Militar continua em greve) e os professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte ainda aguardam o recebimento dos proventos de novembro, dezembro e décimo-terceiro, o ilustre poder judiciário ostenta suas benesses na sua folha de pagamento.

Para que não reste dúvida do descaso com que o Poder Judiciário trata os recursos públicos, basta mencionar também que o mesmo TJRN não vê qualquer problema em pagar um salário superior a R$ 7 mil a alguns de seus estagiários.

Não, você não leu errado. Num estado economicamente quebrado, o TJRN paga mais de sete mil reais a meros estagiários sem qualquer concurso público. Não basta ter privilégios, é preciso esfregá-los na cara de quem não os possui.

O Rio Grande do Norte hoje é um retrato 3X4 do Brasil pós-golpe.

Numa nação que abdicou a democracia pelo estelionato, sua bandeira não poderia ser outra mesmo se não a da chantagem.

Com Supremo, com tudo.

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