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Brasil

Generais têm pedido moderação a Bolsonaro, que prefere gabinete do ódio, avalia jornalista

Os próximos passos do chefe da nação, para Fábio Zanini, são erráticos

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Metro1 – Jornalista da Folha de S. Paulo, Fábio Zanini acredita que os generais com trânsito no Palácio do Planalto têm pedido mais “moderação” do presidente Jair Bolsonaro. O chamado “gabinete do ódio”, – um grupo de pessoas supostamente liderado por Carlos Bolsonaro –, no entanto, tem ganhado as batalhas na tomada de decisão do chefe do Palácio do Planalto. 

“Tem alguns dos generais da ativa e da reserva no Palácio que têm pedido moderação ao presidente. A gente percebe que esse governo é muito tensionado. A ala militar é muito pacífica, tirando o general heleno é radical, mas está com covid-19, está afastado. O general Ramos, o Braga Neto, são dois que tentam colocar freio no Bolsonaro. Agora, a influência do gabinete do ódio tem sido maior nesse momento. Ontem a ala mais moderada teve uma derrota retumbante”, afirmou, ao analisar o pronunciamento oficial em que o presidente minimiza efeitos do coronavírus. 

Os próximos passos do chefe da nação, para Zanini, são erráticos. “Como Bolsonaro vai e vem muito, talvez hoje está mais na paz. Ele adota muito o morde e assopra. Depois ele ataca novamente, dá um cavalo de pau”, apontou. 

Hoje, Bolsonaro deve se reunir com governadores do Sudeste. Após o pronunciamento de ontem, acredita Zanini, o clima deve ser tenso, especialmente pela presidente dos governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. 

“Essa reunião acabou ganhando importância maior. Pode ser uma reunião muito tensa. Bolsonaro vem tentando jogar a população contra os governadores. Não sei se os governadores vão querer partir para um confronto mais pesado, mas bem ou mal é uma reunião institucional”, disse.