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Governo Bolsonaro usa dados da gestão do PT para se defender de críticas ambientalistas

Os dados foram citados em nota assinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE)

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Metro1 – O governo Bolsonaro usou dados do período em que o PT liderava o Brasil para se defender de críticas ambientalistas feitas pela França, caso o acordo entre os países da União Europeia e o Mercosul seja concretizado. Os dados foram citados em nota assinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).

“De 2004 a 2012, o desmatamento da região chamada de Amazônia Legal caiu 83%, enquanto que a produção agrícola subiu 61%. Nesse mesmo período, o rebanho bovino cresceu em mais de 8 milhões de cabeças, chegando a 212 milhões em 2012. Esses dados inserem-se em tendência histórica de intensificação da agropecuária brasileira e dos decorrentes ganhos de produtividade, em sintonia com a preservação ambiental”, diz trecho da nota, na qual foi citando o período das gestões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Segundo o UOL, o governo francês indica que o país é contrário ao acordo comercial. Um relatório foi divulgado junto a um estudo que concluiu que o desmatamento pode aumentar em função do número maior de exportações de carne do Brasil. A lógica do grupo de especialistas é de que novas áreas de pastagem teriam de ser criadas para aumentar a produção na região do Cone Sul.

No texto, os ministérios omitem que, desde o início do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), em 2019, houve aumento expressivo no desmatamento da Amazônia, além de uma disparada no número de queimadas. Os números acompanham a agenda de política ambiental do governo, que tem como base de apoio ruralistas, latifundiários e organizações patronais ligadas ao agronegócio.

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