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NATURALLE REMOVE PLACA QUE INDICAVA ENTRADA DO “LIXÃO”. QUAL O MOTIVO?

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Plalca do Lixão
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Aquilo que parecia resolvido, não está.

A empresa Naturalle, ao que se percebe, não desistiu de instalar o que é chamado pela população de “lixão da Naturalle”, numa reserva ambiental da cidade de Simões Filho, conhecida como Vale do Itamboatá.

Em 2018, o INEMA, órgão responsável pelo monitoramento e preservação dos recursos hídricos na Bahia, indeferiu licença ambiental, negando assim a possibilidade de instalação do “lixão” em Simões Filho, reconhecendo que o empreendimento tem potencial para contaminação do lençol freático presente em toda a região, um dos maiores do Brasil, além de afetar, diretamente, diversas comunidades que vivem ao redor do Vale, algumas delas, remanescentes quilombolas.

O empreendimento tem potencial também, de desvalorizar todas as propriedades na localidade, sendo uma dessas o condomínio Fazenda Real, que representa o maior investimento imobiliário na cidade.

A implantação do “lixão” é um projeto milionário e grandioso.

Na tentativa de contornar obstáculos para a implantação em uma única etapa, o projeto foi dividido em duas, e assim, uma primeira licença teria sido emitida pela prefeitura municipal liberando o armazenamento de resíduos inertes (restos de materiais de construção) o que facilitaria a emissão de uma segunda licença que seria emitida pelo INEMA.

A sociedade simõesfilhense, organizada em um movimento que ficou conhecido como “Nossa Água, Nossa Gente”, teria saído vitoriosa ao saber que o INEMA havia negado a licença solicitada, bem como a prometida revisão da primeira licença concedida pela prefeitura municipal, na gestão do ex-prefeito e agora deputado, Eduardo Alencar.

No último da 30 de abril, o vereador Sandro Moreira, líder da oposição na câmara municipal, publicou em seu blog postagem que tratou da questão. Leia aqui.

A publicação do vereador chamou atenção da sociedade, novamente e o assunto voltou a ser tratado como um problema ambiental a ser combatido de forma definitiva.

O que chama a atenção, é que até a o final do mês de abril, uma placa indicava o local de acesso ao “lixão”.

Na placa, a identificação da empresa era, praticamente, invisível para os motoristas em deslocamento, por conta da falta de contraste entre as cores do logotipo da empresa e a base verde da placa, como pode ser notado na imagem abaixo. A única informação da placa, visível à distância indicava a informação [CTVR Simões Filho].

Após a publicação da postagem, pelo vereador, a placa foi, imediatamente, removida.

Não se sabe o motivo da remoção, se foi para que a mesma seja refeita, ou para impedir que pessoas que ainda não sabem onde fica localizado o “lixão”, continuem sem saber até que seja tarde demais.

P U B L I C I D A D E
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