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Nova cirurgia dispensa anestesia geral para reparar tímpano furado

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Técnica inovadora foi desenvolvida por médico no Canadá.
Gordura humana é combinada com ácido hialurônico no tratamento.

Uma nova técnica cirúrgica para reparar perfurações no tímpano desenvolvida no Canadá pode ser realizada em apenas 20 minutos e sem a necessidade de internação do paciente, informaram médicos nesta semana. O procedimento usa tecidos gordurosos humanos para cicatrizar o furo na membrana dentro do ouvido, uma das principais estruturas envolvidas na audição.

A cirurgia já é usada como primeira opção no tratamento de tímpanos furados no centro hospitalar universitário Sainte-Justine, em Montreal, onde foi desenvolvida pelo médico canadense Issam Saliba.

Ele já realizou 418 cirurgias e obteve até 92,7% de sucesso em adultos. Entre crianças, a taxa baixa para 85,6%.

Imagens mostram tímpano rompido (acima) e tratado pela técnica de Saliba. (Foto: CHU Ste-Justine-Universite de Montreal / Divulgação)Imagens mostram tímpano rompido (acima) e tratado pela técnica de Saliba. (Foto: CHU Ste-Justine-Universite de Montreal / Divulgação)

Saliba acredita que vantagens financeiras e para o paciente justificam a adoção da técnica.

“A anestesia é local e a operação pode ser feita em uma simples visita ao ambulatório de um otorrinolaringologista”, diz o canadense, em entrevista ao G1.

Há seis anos desenvolvendo o procedimento, Saliba publicou o primeiro estudo clínico sobre o assunto em 2008. Em dezembro de 2011, dados mais recentes do médico foram revelados na revista científica “Arquivos de Otorrinolaringologia: Cirurgia de Cabeça e Pescoço” e relatam o sucesso da técnica em pacientes infantis.

A diferença principal da cirurgia está no uso de ácido hialurônico, substância que acelera a cicatrização da membrana. Segundo Saliba, a técnica é eficiente até mesmo para lesões que afetem mais de 75% do tímpano.

“Desde 1962, os médicos já tentam fazer esse procedimento usando somente gordura, mas atingiam um índice de apenas 50% de sucesso e conseguiam reparar apenas rupturas pequenas”, afirma o pesquisador.

Para poder observar o canal auditivo, Saliba utiliza um microscópio. Após a operação, o paciente precisa tomar antibióticos durante uma semana, para reduzir as chances de infecções posteriores.

“É importante não deixar essas perfurações sem tratamento pois a membrana não é importante apenas para a audição, mas protege o interior do ouvido de agentes externos como bactérias”, explica. O paciente deve retornar dois meses após a cirurgia para uma nova consulta.

Risco de perda auditiva
Quando sons entram no ouvido, o tímpano transmite a energia sonora aos três menores ossos dos humanos. Esse trio é responsável por levar o impulso sonoro às estruturas internas do ouvido, que por sua vez irão passar a informação até o cérebro.

Infecções causadas por bactérias, o uso descuidado de cotonete e objetos pontiagudos no canal auditivo e até mesmo um enfraquecimento progressivo da membrana são as principais causas de rompimento do tímpano.

iNFO OTITE (Foto: Arte/G1)

Dependendo do local onde a perfuração no tímpano acontece, mesmo furos pequenos podem causar sérios problemas, desde perda de audição até risco de morte.

“O tímpano pode ser dividido em quatro quadrantes e, embora seja mais difícil de ser comprometido, o quadrante postero-superior é o mais perigoso ao ser atingido”, explica Marcelo Miguel Hueb, presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (Aborl-CCF).

O brasileiro chama a atenção para o perfil dos pacientes que podem se beneficiar da técnica desenvolvida por Saliba.

“Deve ficar claro que isso serve apenas para tratar perfuração no tímpano”, afirma o médico. “A pessoa não pode ter histórico recente de infecção no ouvido ou problemas nas vias aéreas respiratórias.”

“Se for feita uma boa seleção de pacientes por parte do otorrinolaringologista e se os serviços públicos tiverem acesso aos materiais necessários, a técnica com ácido hialurônico seria um grande avanço da população”, diz Marcelo. “Filas de esperas seriam menores e o paciente iria aproveitar uma cirurgia que é tão bem-sucedida quanto as técnicas já existentes no Brasil.”

Segundo Marcelo, a prevalência de pessoas com algum tipo de perda auditiva chega a 20% no Brasil. “Uma das causas para a diminuição na audição são justamente as perfurações no tímpano”, diz.

 

Fonte : G1.com

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Dallagnol recusa disputar promoção que o afastaria da Lava Jato

Caso desejasse, procurador poderia concorrer a uma das dez vagas em aberto nas Procuradorias Regionais da República — nove em Brasília (DF) e uma em Porto Alegre (RS)

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Bahia.ba – Chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol informou ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) não ter interesse em concorrer a uma promoção no momento.

Caso desejasse, Dallagnol poderia concorrer a uma das dez vagas em aberto nas Procuradorias Regionais da República — nove em Brasília (DF) e uma em Porto Alegre (RS).

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná afirmou que o coordenador da Lava Jato tomou a decisão por “aspectos pessoais e profissionais”, após conversar com os demais integrantes da força-tarefa.

Uma promoção, e consequente saída da Lava Jato, poderia representar um escape para Dallagnol, cada vez mais pressionado na atual função, desde o vazamento de mensagens do Telegram obtidas pelo site The Intercept Brasil.

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Cai em 5% o número de baleias jubarte encalhadas no estado

Enquanto isso, encalhes aumentaram nas regiões do Rio de Janeiro e São Paulo

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TudoePolitica – Seduzidas pelas águas tropicais, as baleias jubarte fogem do inverno das zonas polares e migram para a costa brasileira todos os anos durante seu período de reprodução.

Nessa época do ano, os animais marinhos fazem da região de Abrolhos, entre o extremo sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, o maior berço reprodutivo do Atlântico Sul.

Durante o processo de migração, contudo, muitos desses animais marinhos não conseguem concluir a viagem e acabam encalhando nas praias, inclusive nas situadas na Bahia.

Somente neste ano, conforme informou ao bahia.ba o Instituto Baleia Jubarte, foram registrados 46 encalhes na costa brasileira. Desse total, 16 foram em terras baianas, o que representa 34% do total. Devido à sua extensa costa litorânea, o estado é líder no ranking nacional de encalhes desde 2012.

O total computado neste ano, contudo, é 5% menor ao registrado no ano passado. Também houve redução de oito pontos percentuais no Espírito Santo. Ao mesmo tempo, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram alta de 8% e 7%, respectivamente.

As causas para tais mudanças entre os estados ainda são indefinidas, mas o veterinário chefe do Projeto Baleia Jubarte, Hernani Ramos, aponta algumas hipóteses.

“Muitas questões são um mistério, mas esse é o fascínio do estudo de pesquisa. Uma das possibilidades é a distribuição da população, que não ocorre igual todos os anos. Às vezes as baleias sobem mais, às vezes descem. Mas, com certeza, o número de encalhes tem relação direta com a quantidade de animais disponíveis. Quando a população aumenta, existe um número maior de ocorrências”, explicou.

Reprodução – À reportagem, o especialista também detalhou como ocorre o período de reprodução – que dura entre quatro e cinco meses – das baleias jubarte no primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil.

“Elas se alimentam na Antártica e acumulam reservas. Durante o inverno antártico, as águas ficam muito frias, por isso as baleias fogem, vindo para a costa do Brasil para reproduzir em áreas abrigadas, ficando entre julho e novembro. A plataforma do Banco dos Abrolhos é onde elas escolheram como berçário. É aqui que elas acasalam em um ano e parem seus filhos no outro. O maior período de concentração é entre agosto e setembro”, detalhou.

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Supremo prepara sequência de julgamentos decisivos para Moro e a Lava Jato

Ações que debatem o uso de dados de órgãos de controle e a suspeição do ex-juiz podem voltar à pauta da Corte em outubro

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 TudoePolitica – O Supremo Tribunal Federal (STF) prepara para outubro uma série de julgamentos que, em suma, podem tornar sem efeitos decisões do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e da força-tarefa da Operação Lava Jato, coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol. A informação é da Folha de S. Paulo.

O presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, indicou aos colegas estar disposto a levar ao plenário no próximo mês as ações que questionam a constitucionalidade das prisões após condenação em segunda instância, uma das principais bandeiras da Lava Jato, além da discussão que anulou a sentença imposta por Moro a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil. Ministros avaliam que a provável inclusão dos temas na pauta do plenário sinaliza que, hoje, já haveria maioria a favor das teses contrárias à Lava Jato. ​

Além disso, Toffoli admitiu a possibilidade de antecipar o debate sobre uso de dados detalhados de órgãos de controle, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e Banco Central, sem autorização judicial. Inicialmente, o tema estava previso para voltar à pauta em 21 de novembro.

Também em outubro, Gilmar Mendes pretende retomar o julgamento da alegada suspeição do ex-juiz. Os magistrados vão voltar a discutir um pedido de habeas corpus formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alega falta de imparcialidade de Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP). Se a solicitação for aceita, a sentença pode ser anulada e o caso voltaria aos estágios iniciais, o que tiraria Lula da cadeia.

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