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“O Brasil que eu quero”: campanha é um fracasso porque ninguém quer o mesmo que a Globo

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56 anos de emancipação
ILUMINAÇÃO DE LED – INSTITUCIONAL

Por Donato – no DCM – Se o leitor passou ao menos 10 minutos sintonizado na TV Globo nas últimas semanas, certamente terá sido bombardeado pela maçante campanha “O Brasil Que Eu Quero”, na qual o telespectador é instado a enviar um vídeo de 15 segundos sobre o que deseja para o país no futuro.

A coisa não tem saído como a emissora e os criadores da campanha esperavam. Além da chatice das instruções com uma repetição exaustiva de ‘dois passos de distância e celular na horizontal’, o intuito da campanha está sendo questionado por um número expressivo de telespectadores e internautas (sim, porque os apresentadores de telejornais estão empenhados em divulgar a campanha também em suas redes sociais).

“Bonner, qual o verdadeiro propósito desta campanha da Globo? Nós, telespectadores, estamos com o pé atrás com isso… pelo menos os telespectadores pensantes”, escreveu uma seguidora da TV, revelando que existem seres pensantes que assistem a emissora, ao contrário do que ela própria imaginava.

Essas ações revestidas de ‘iniciativa’ que ocultam a real intenção ou o verdadeiro patrocinador e beneficiário (como por exemplo a campanha “Agro é pop; Tá na Globo” que é evidentemente atrelada à bancada ruralista) já não passam tão despercebidas.

Uma outra telespectadora menos Homer Simpson perguntou: “E o que a Globo vai fazer com esses vídeos?”, o que levou William Bonner a assumir o papel de William ‘Banner’ e responder: “A Globo vai exibi-los. Vai amplificar as vozes dos cidadãos. Permitir a todo o público saber o que os brasileiros desejam para o futuro do País. Sejam eleitores, sejam candidatos”.

Opa, eleitor ou candidato?

Vai daí a suspeita de que esses depoimentos coletados em vídeo tenham a finalidade de abastecer a plataforma política de alguém ‘simpático’ à rede de TV (a Globo é pródiga em lançar salvadores da pátria e ninguém duvida que ela tenha cartas na manga para este ano), de municiar um candidato com informações que venham de mão beijada, de forma a moldar o discurso que entre como uma luva no telespectador/eleitor.

Seria a TV replicando o modo operacional do Facebook. Tudo o que é compartilhado, curtido ou preenchido na rede social serve para traçar o perfil e segmentar o usuário como consumidor em infinitos nichos de mercado. Basta uma boa compilação desses dados e a Globo terá um material de valores múltiplos: monetário, político, demográfico.

Ao que tudo indica, a Globo esperava contar com dois aspectos que domina bem: aproveitar-se da cultura da celebridade e dar chance para pessoas aparecerem na tela da TV (quantos não se comportam como papagaio de pirata nas mais variadas situações?) e expor um imenso e ‘agradável’ mosaico das mais de 5 mil cidades do país.

Terminou com dois efeitos inesperados: os milhares de vídeos em locais degradados, lixões, favelas, rodoviárias caindo aos pedaços, filas de vacinação contra a febre amarela em vez dos ‘pontos turísticos’, e os depoimentos recheados de sinceridade.

“O Brasil que gostaríamos não existe para os pobres. Só para os ricos e nas novelas da rede golpista. Queremos hospitais, segurança, educação e moradia. O que a rede globo pretende maquiar desta vez?”; “15 segundos? Tá de brincadeira, com esse tempo não dá pra fazer nem um miojo, que dirá pra falar do Brasil que quero, com tanta coisa para arrumar e sujeira para limpar. Guerra civil, povo analfabeto político, sem saúde, sem educação, sem segurança pública”; “O Brasil que queremos não passa na Globo”, são alguns.

A enxurrada de críticas e desconfianças faz com que Bonner tenha que explicar diariamente o que a campanha deseja. “Oferecer ao país um mosaico dos anseios dos cidadãos. Uma oportunidade de verbalizar o que cada um quer e o que não quer para o nosso futuro. Nada de pé atrás!”, escreve ele para em seguida retomar as instruções de como fazer o vídeo (“Diga seu nome e a cidade de onde está falando”, mais parece ligação a cobrar feita de telefone público).

Em vão. Já está nítido para uma grande parcela da população que a emissora não faz nada sem segundas intenções.

 

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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PERSEGUIÇÃO, TIROS, PRISÃO E QUEDA: PM BOTA ORDEM NA CASA E MORADORES FAZEM NARRAÇÃO EM TEMPO REAL, VIA REDES SOCIAIS

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ILUMINAÇÃO DE LED – INSTITUCIONAL

Tudo aconteceu na noite de ontem, por volta das 19h, na Praça Noemia Meirelles Ramos, conhecida como Praça da Bandeira, no Centro de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Uma intensa troca de tiros entre marginais e policiais militares da 22ª CIPM, que durou aproximadamente 30 minutos, deixou a população em pânico.

Um dos marginais que atentavam contra as vidas dos policiais foi atingido por um dos tiros e veio a óbito.Outro que tentava fugir, foi capturado.

As informações dão conta de que os marginais pertenciam a uma quadrilha especializada em roubo de bancos e estavam em uma motocicleta e em um carro, modelo Punto de cor vermelha, provavelmente roubado e com placa de Simões Filho.

Em perseguição pela Polícia, os marginais perderam o controle e bateram em um carro que estava estacionado na Praça da Bandeira.

Sem saída, depois da colisão, os marginais que estavam no veículo começaram uma intensa troca de tiros com os agentes da PM, deixando todos que passavam pelo local, assustados e atônitos buscando abrigo em qualquer local que pudesse proporcionar segurança contra balas perdidas.

O suspeito morto, ainda não teve a identidade revelada. O mesmo foi atingido quando tentava fugir em direção ao Estádio Municipal Edgard Santos. Após ser alvejado, a polícia prestou socorro, mas o mesmo chegou ao Hospital Municipal de Simões Filho já sem vida.

O outro suspeito preso, não foi ferido e foi encaminhado à 22ª Delegacia Territorial.

Os demais integrantes da quadrilha conseguiram fugir.

Até o momento desta publicação, não obtivemos informações sobre novas prisões.

Após o acontecido, a Polícia reforçou o policiamento no entorno do Centro da cidade e iniciou novas buscas pelos bairros próximos com o apoio da RONDESP RMS e Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto).

NAS REDES SOCIAIS

Durante a troca de tiros, praticamente toda população de Simões Filho, ficou sabendo do fato, via redes sociais e aplicativos de mensagens. Pessoas próximas à Praça, registraram imagens da ação da Polícia Militar e narravam o caso com tom de espanto e medo. Assista abaixo , um desses vídeos que circulou penas redes.

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Brasil

ADVOGADOS DE LULA COBRAM DATA PARA JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS NO STF

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ILUMINAÇÃO DE LED – INSTITUCIONAL

Do Brasil247 Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) querem saber quando o STF (Supremo Tribunal Federal) vai julgar o recurso que pode evitar a prisão do político por causa da condenação em segunda instância no caso do tríplex da OAS.

Em petição enviada nesta segunda-feira (19) ao ministro Edson Fachin, relator do recurso no Supremo, os advogados de Lula pedem que “sejam notificados da data em que o processo será levado a julgamento”.

No dia 9, Fachin rejeitou o pedido de habeas corpus preventivo feito pela defesa de Lula –o recurso para que o ex-presidente não seja preso após a condenação em segunda instância. O ministro enviou o caso para o plenário do STF, mas Cármen Lúcia ainda não marcou data para o julgamento do caso.

Com o entendimento hoje adotado pelo STF, Lula pode ser preso depois de esgotados os recursos no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre), onde foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex. A defesa considera este entendimento uma violação do princípio constitucional da presunção de inocência, já que Lula ainda pode recorrer a instâncias superiores.

Tribunal pode julgar recurso em breve.

As informações são de reportagem de Bernardo Barbosa no UOL..

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Brasil

CÂMARA APROVA DECRETO DE INTERVENÇÃO NO RIO

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Da Agência Brasil – A Câmara dos Deputados aprovou, por 340 votos a 72, o decreto legislativo que autoriza a intervenção federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Após mais de seis horas de discussões e táticas de obstrução pelos contrários à medida, os deputados acataram o parecer da deputada Laura Carneiro (MDB-RJ) favorável à medida, anunciada por Michel Temer na última sexta-feira (16).

Nesta terça-feira (20), o Senado deve realizar, às 18h, uma sessão extraordinária destinada a votar o decreto. Caso o texto que estipula a intervenção seja aprovado pela maioria simples dos senadores presentes, o Congresso Nacional poderá publicar o decreto legislativo referendando a decisão de Temer de intervir no Rio de Janeiro.

A sessão durou mais do que o comum para uma segunda-feira e adentrou a madrugada desta terça-feira, em um dia em que os parlamentares ainda estão, normalmente, retornando de seus estados. Ao longo das discussões, quatro requerimentos foram apreciados pelos deputados por meio de votação nominal, o que significa que eles tiveram que votar no painel eletrônico, e não de modo simbólico. Após orientações dos líderes, os três pedidos de adiamento da votação foram rejeitados pela maioria dos parlamentares. Já o requerimento para encerramento das discussões foi aprovado por 328 votos a 7, mesmo com a obstrução dos oposicionistas, que não deram quórum neste momento.

Ao abrir a sessão, por volta das 20h, o presidente da Câmara (DEM), Rodrigo Maia, que é deputado pelo Rio de Janeiro, fez um apelo aos colegas para que aprovassem a medida.

Durante as votações, deputados favoráveis e contrários à medida se revezaram na tribuna. Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a votação precisava ser adiada para que o governo dissesse de onde viriam os recursos para que a intervenção entre efetivamente em ação. “É o momento importante para se fazer um balanço jamais feito das 29 operações de Garantia da Lei e da Ordem ocorridas no país desde 2010. Alguém tem um relatório da eficácia disso?”, questionou o parlamentar.

Já para o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), a intervenção federal é prevista constitucionalmente e cabe ao Congresso Nacional aprovar ou não a iniciativa do Poder Executivo. “Lamento que alguns partidos prefiram fazer o discurso hipócrita e de enganação ao povo do meu estado, que já não aguenta mais insegurança em todos os lugares. Nós precisamos urgentemente, no Rio de Janeiro, que a Constituição seja cumprida. Intervenção federal já. E hoje vocês decidem: andar com os bandidos do PCC, do Comando Vermelho e do Terceiro e por aí, ou [aprovarem o decreto]”, defendeu.

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