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“O Brasil que eu quero”: campanha é um fracasso porque ninguém quer o mesmo que a Globo

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Por Donato – no DCM – Se o leitor passou ao menos 10 minutos sintonizado na TV Globo nas últimas semanas, certamente terá sido bombardeado pela maçante campanha “O Brasil Que Eu Quero”, na qual o telespectador é instado a enviar um vídeo de 15 segundos sobre o que deseja para o país no futuro.

A coisa não tem saído como a emissora e os criadores da campanha esperavam. Além da chatice das instruções com uma repetição exaustiva de ‘dois passos de distância e celular na horizontal’, o intuito da campanha está sendo questionado por um número expressivo de telespectadores e internautas (sim, porque os apresentadores de telejornais estão empenhados em divulgar a campanha também em suas redes sociais).

“Bonner, qual o verdadeiro propósito desta campanha da Globo? Nós, telespectadores, estamos com o pé atrás com isso… pelo menos os telespectadores pensantes”, escreveu uma seguidora da TV, revelando que existem seres pensantes que assistem a emissora, ao contrário do que ela própria imaginava.

Essas ações revestidas de ‘iniciativa’ que ocultam a real intenção ou o verdadeiro patrocinador e beneficiário (como por exemplo a campanha “Agro é pop; Tá na Globo” que é evidentemente atrelada à bancada ruralista) já não passam tão despercebidas.

Uma outra telespectadora menos Homer Simpson perguntou: “E o que a Globo vai fazer com esses vídeos?”, o que levou William Bonner a assumir o papel de William ‘Banner’ e responder: “A Globo vai exibi-los. Vai amplificar as vozes dos cidadãos. Permitir a todo o público saber o que os brasileiros desejam para o futuro do País. Sejam eleitores, sejam candidatos”.

Opa, eleitor ou candidato?

Vai daí a suspeita de que esses depoimentos coletados em vídeo tenham a finalidade de abastecer a plataforma política de alguém ‘simpático’ à rede de TV (a Globo é pródiga em lançar salvadores da pátria e ninguém duvida que ela tenha cartas na manga para este ano), de municiar um candidato com informações que venham de mão beijada, de forma a moldar o discurso que entre como uma luva no telespectador/eleitor.

Seria a TV replicando o modo operacional do Facebook. Tudo o que é compartilhado, curtido ou preenchido na rede social serve para traçar o perfil e segmentar o usuário como consumidor em infinitos nichos de mercado. Basta uma boa compilação desses dados e a Globo terá um material de valores múltiplos: monetário, político, demográfico.

Ao que tudo indica, a Globo esperava contar com dois aspectos que domina bem: aproveitar-se da cultura da celebridade e dar chance para pessoas aparecerem na tela da TV (quantos não se comportam como papagaio de pirata nas mais variadas situações?) e expor um imenso e ‘agradável’ mosaico das mais de 5 mil cidades do país.

Terminou com dois efeitos inesperados: os milhares de vídeos em locais degradados, lixões, favelas, rodoviárias caindo aos pedaços, filas de vacinação contra a febre amarela em vez dos ‘pontos turísticos’, e os depoimentos recheados de sinceridade.

“O Brasil que gostaríamos não existe para os pobres. Só para os ricos e nas novelas da rede golpista. Queremos hospitais, segurança, educação e moradia. O que a rede globo pretende maquiar desta vez?”; “15 segundos? Tá de brincadeira, com esse tempo não dá pra fazer nem um miojo, que dirá pra falar do Brasil que quero, com tanta coisa para arrumar e sujeira para limpar. Guerra civil, povo analfabeto político, sem saúde, sem educação, sem segurança pública”; “O Brasil que queremos não passa na Globo”, são alguns.

A enxurrada de críticas e desconfianças faz com que Bonner tenha que explicar diariamente o que a campanha deseja. “Oferecer ao país um mosaico dos anseios dos cidadãos. Uma oportunidade de verbalizar o que cada um quer e o que não quer para o nosso futuro. Nada de pé atrás!”, escreve ele para em seguida retomar as instruções de como fazer o vídeo (“Diga seu nome e a cidade de onde está falando”, mais parece ligação a cobrar feita de telefone público).

Em vão. Já está nítido para uma grande parcela da população que a emissora não faz nada sem segundas intenções.

 

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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P U B L I C I D A D E

Eleições

DOLAR E LULA DISPARAM; MAS NÃO ERA SÓ TIRAR A DILMA?

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Lula tem mais votos que os principais candidatos somados.

Somando Bolsonaro, Marina, Alckmin, Ciro, Álvaro Dias e Boulos dá 37%. Lula tem 37,3%.

O Dólar voltou a fechar, ontem, segunda-feira, 20, a R$ 3,956.

A última vez que o Dólar fechou acima dessa cotação foi em 29 de fevereiro de 2016, a R$ 4,0036.

A ascensão do Lula (que já chega aos 37,3%, contrasta com a estagnação do candidato do “mercado” Geraldo Alckmin, que não consegue sair dos 4%.

Do jeito que vai, a Casa Grande [Mídia golpista] vai cair no colo do Bolsonaro… Ou o Bolsonaro vai cair no mictório da Casa Grande.

A saída para deles?

Tentar dereubar a CHAPA do PT – LULA/HADAD, para forçar um segundo turno com Alckmin e Bolsonaro.

A pergunta que nao quer calar:

Não era só tirar a Dilma?

A soberania do voto que se dane!

Todo poder “HERMANA” o mercado.

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Eleições

Rui Costa recebe Haddad nesta terça-feira (21)  

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O candidato ao Governo da Bahia, Rui Costa, recebe o candidato a vice-presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, nesta terça-feira (21), em Salvador. O primeiro compromisso conjunto será uma reunião – fechada à imprensa – com as lideranças políticas e movimentos sociais, às 9h30, no Hotel Fiesta, no bairro do Itaigara. O atendimento à imprensa será imediatamente após a reunião, às 11h, no local. Participam do encontro, os também candidatos a vice-governador da Bahia, João Leão, e a senador, Jaques Wagner e Angelo Coronel.

No mesmo dia, às 16h, Haddad, Rui e a chapa majoritária da Coligação Mais Trabalho Por Toda a Bahia participam da “Grande Caminhada da Liberdade”, também em Salvador. A concentração será às 15h30 na Senzala do Barro Preto, no bairro da Liberdade.

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Cultura

PARADA GAY DO CIA, EM SIMÕES FILHO, VIRA BADERNA, PROPÓSITOS SÃO ESQUECIDOS E POPULAÇÃO É DESRESPEITADA

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Nos primeiros anos havia a mensagem do respeito, da tolerância, da igualdade, do combate à homofobia.

No últimos anos, um carnaval vazio, mal organizado e com intuito apenas de promoção política de alguns poucos indivíduos que pedem respeito, mas que não praticam o que tanto pedem.

De posse de um microfone, esses mesmos que tanto pedem respeito, vociferam ofensas e desrespeito a profissionais e agentes públicos em serviço e elogios vazios a pessoas e entidades que de várias formas, seus apoios interessam à continuidade da baderna.

Foi o que tristemente, novamente, aconteceu.

A parada gay do Cia realizada na tarde deste domingo, 19 de agosto, no percurso que foi do CIA 1 até a rotatória de acesso à Via Universitária, foi mais uma prova de que todo apoio dado pelos poderes públicos ao evento, ao longo de todos esses anos, precisa ser reavaliado e de forma determinante, impor o mínimo de respeito à instituições, à população e a ordem pública.

Simões Filho já é carente de mobilidade urbana.

Dar a um cidadão, que se colocou como autoridade municipal, o poder de dar ordens à Policia Militar e a órgãos de trânsitito do municipio para que bloqueassem totalmente e multassem veículos estacionados nas margens das já escassas vias de grande circulação, para que um trio elétrico tocasse durante três horas, é, quando não menos, IRRESPONSABILIDADE.

Uma certa “AUTORIDADE MAIOR”, do auto da ousadia permitida por não se sabe quem, entendeu-se na condição de dar ordens e ofender agentes da SETRAN que trabalhavam no apoio ao desorganizado evento.

Em dado momento, um líder da equipe da secretaria de transportes sentindo-se, ele e sua equipe, desrespeitados diante do público que acompanhava o trio elétrico, decidiu deixar o local e a responsabilidade geral aos cuidados daquele que lhes ofendeu chamando-os de incompetentes e palhaços.

Será necessário esclarecer Que a cidade de Simões Filho tem poucas vias de grande circulação?

Será necessário informar que a Via Universitária é acesso, quase único, de milhares de moradores de diversos condomínios carentes de transporte público?

Será que já não basta tal carência, os moradores desses condomínios são obrigados a buscar desvios, escuros e sem organização prévia para se locomoverem para outros pontos da cidade?

Seria possível alguém pensar que em eventual caso de emergência, vidas poderiam ter sido perdidas para que um trio elétrico, atravessado na Via Universitária, impedindo totalmente a livre circulação do trânsito, tocasse durante horas?

Porque razão?

Luta contra homofobia?

O dircurso de minoria, de pedir igualdade e respeito não pode prevalecer ao direito dos demais cidadãos.

Durante o evento, a Via Universitária ficou totalmente bloqueada e a Elmo Serejo Farias, ficou irresponsavelmente prejudicada.

Será que para “FICAR BEM NA FITA COM A CLASSE” as autoridades municipais devam permitir todo tipo de despeito a população.

Tudo por conta de um evento que a muito, já não serve como ato de afirmação da necessidade de uma minoria tão carente de respeito que são os LGBTS+?

Será que a causa não está sendo usada como desculpa para promoção pessoal?

Pede-se, determinatemente, aos poderes públicos que permitem tal desordem, o devido monitoramento para futuros eventos semelhantes.

Certamente, autoridades, supostamente, homeageadas durante o evento se colocarão contra essa publicação, pois valerá mais o LUCRO ELEITOREIRO do que o respeito à população que tanto já sofre com tanto desrespeito, todos os dias.

Vale lembrar que o Página Simões Filho foi um dos primeiros veículos de imprensa a dar total apoio ao evento, nas suas primeiras edições.

Assista ao momento em que agentes da SETRAN sao chamados de palhaços e incompetentes.

Ouça também o áudio de desabafo de um dos agentes da Secretaria.

Publicado via celular

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