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OPINIÃO: O QUE QUERIAM OS ESTUDANTES ATROPELADOS?

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56 anos de emancipação
ILUMINAÇÃO DE LED – INSTITUCIONAL

NO MÍNIMO APOIO DA SOCIEDADE QUE GRITA AOS QUATRO CANTOS QUE A SOLUÇÃO DO BRASIL É A EDUCAÇÃO.

 

É Fácil notar que nos últimos meses, após o “GOLPICHMENT” da presidente Dilma Rousseff, as manifestações diminuíram em todo o Brasil.

Mas em Simões Filho, estamos vendo que algumas manifestações vêm acontecendo em vários setores, com alguma regularidade.

A maiorias delas com reinvindicações pertinentes e possíveis de serem atendidas, se não de forma imediata, pelo menos planejada para os meses seguintes.

 

São vários os problemas enfrentados pela população, problemas que se acumularam ao longo dos anos, e que agora, são cobradas soluções imediatas.

Alguns manifestantes entendem ser melhor protestar durante as sessões da câmara municipal de vereadores, outros entendem ser o ideal, realizar piquetes em frente ao prédio da prefeitura e outros creem que a melhor forma de chamar a atenção da população para seus problemas são os bloqueios com barricadas de vias de grande circulação da cidade.

O atropelo de vários alunos, na manhã desta quarta-feira(9) nos traz, depois da indignação, a esperança.

Sim! Esperança. Os nossos estudantes, são nossa esperança.

São eles que volta e meia, mostram o desejo do povo em construir um presente[futuro] mais justo, livre e igualitário.

Nossa esperança são eles, as “vítimas” das péssimas condições de escolarização no sistema de ensino em todas as esferas da nossa jovem e já apodrecida democracia.

Como se já não bastasse querer que estudantes sejam apenas acumuladores de conhecimento suficiente, apenas para se tornarem adultos que obedecem a seus patrões [Sim senhor! Não senhor!] agora querem incutir em suas cabeças que eles não devem protestar, da forma que estão protestando, por melhorias na qualidade de ensino e infraestrutura de suas escolas.

A mídia corporativa mantém o discurso de criminalização dos protestos e movimentos, reiterando a falaciosa distinção entre manifestantes pacíficos e vândalos e clamando por mais polícia e mais repressão.

O resultado tem sido o incremento da violência, da intolerância e do arbítrio policiais.

 

Quando não são balas de borracha, usadas indiscriminadamente, é o gás lacrimogêneo e spray de pimenta que já cegou e matou. E quem promove essa repressão? O Estado.

Mas ultimamente estamos assistindo, ouvindo e vendo serem reproduzidas, mensagens de intolerância e repressão a manifestações de estudantes e todos que de várias formas reivindicam por melhores condições de segurança, trabalho e vida.

Agora são os  “moralistas” que resolveram “reprimir” os protestos, e para isso usam as armas que têm: seus carrões, microfones e argumentos fascistas de que não se pode protestar se que para isso, seja preciso incomodar. A violência, que é, em regra, primeiro do Estado, agora vem destes “moralistas”.

A violência estatal continua principalmente na sua dificuldade de escutar e dialogar com as vozes que vêm das ruas.

Muitos insistem em afirmar que os manifestantes atuais são apenas baderneiros querendo perturbar a ordem democrática.

Ocorre que é precisamente esta ordem que se recusa a revisar seus sistemas de transporte urbano, seus sistemas de saúde, de educação de segurança, moradia, mobilidade, e criar, ou ao menos aceitar, novas formas de se fazer política.

Esta mesma ordem faz desaparecer jovens, pobres e negros nas favelas e bairros empobrecidos. Tortura nas prisões e expulsa comunidades tradicionais e povos indígenas dos seus territórios.

No meio disso, o Estado e alguns agentes privados escolhem novos alvos para dirigir seu ódio contra as demandas populares e as mobilizações.

O atropelo dos jovens estudantes em Simões Filho nos mostra que não há só uma necessidade, latente, de resistir a um Estado que sempre foi opressor e violento, há agora, a necessidade de trazer de volta à realidade, uma parte da sociedade que passou a ver no outro, que discorda de sua opinião política, um inimigo, uma ameaça ao seu status quo, status de uma classe média capitalista, sem capital.

Sabemos que o Estado tenta resolver os problemas sociais como se fossem problema de polícia. Frente às reivindicações, mais polícia e mais repressão.

Ouvir e discutir os protestos precisa fazer parte das nossas conversas sobre política e sociedade.

Precisamos entender que, para o Estado, é mais fácil manter a tradição de truculência. É mais fácil oprimir e agredir até que eles, nós, se calem.

Sendo assim, fica a pergunta: O que queriam os estudantes ao protestar na Elmo Serejo Farias?

A resposta? Apenas chamar a atenção e obter o apoio da sociedade para suas velhas reinvindicações, melhorias na infraestrutura de um colégio estadual.

O Atropelo dos mesmos, foi a resposta de parte de uma sociedade doente, anestesiada pelo fascismo e que demostra lembrar do sentimento de nação somente de quatro em quatro anos.

 

 

 

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Colunistas

RELIGIOSIDADE

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Por Sebastião Costa no Brasil247 – Impressiona a capacidade do tema ‘RELIGIÃO’ despertar interesses, discussões, paixões. Dentro desse contexto, 00. Ele próprio estabelece suas relações com Deus

Não costumam refletir sobre o papel do cristão na sociedade e não se preocupam em enxergar na Teologia da Libertação a força evangelizadora que fez brotar o sangue cristão, devidamente transfundido às veias capitalistas da velha Igreja Católica Apostólica Romana.

O cristianismo, enquanto prática de vida ficou tão esquecido em meio às entranhas de um sistema insensível, egocêntrico, que as pessoas religiosas, desatentas, nem sequer percebem que sua grande fé em Deus, paradoxalmente lhe distanciam de Cristo. Do Cristo feito homem que amou os mais pobres, defendeu os humildes, perdoou os pecadores.

Falar em religiosidade, sempre vale a pena lembrar Oscar Niemeyer, o ateu confesso, comunista assumido que o amigo Leonardo Boff admirava com muito respeito e falava dele com carinho : “o importante não é crer ou não crer em Deus, mas viver com ética, amor, solidariedade e compaixão pelos que mais sofrem. Pois, na tarde da vida, o que conta mesmo são tais coisas. E nesse ponto ele estava muito bem colocado. Seu comunismo está muito próximo daquele dos primeiros cristãos, referido nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 2 e 4”

Do próprio Niemeyer: “O importante não é a arquitetura, o importante é a vida. Mas não qualquer vida; a vida vivida na busca da transformação necessária que supere as injustiças contra os pobres”

A Igreja Católica Apostólica Romana foi edificada nos alicerces dos primeiros cristãos. Ao longo dos tempos foi se afeiçoando às práticas capitalistas. Cometeu os pecados mortais das cruzadas, da inquisição e muitos outros pecados veniais.

Exerceu durante séculos, lado a lado com ricos e poderosos influência e poder incontestáveis.

Vale a curiosidade de como seria o julgamento da Santa Madre Igreja diante do juízo final, baseado nos Mandamentos da Lei de Deus.

Capitalismo e cristianismo são antagônicos, impossível coexistirem num mesmo espaço. O capitalismo é frio, calculista sem uma gota de sensibilidade cristã. O cristianismo é essencialmente solidário.

Se dos primeiros cristão foram gerados os primeiros católicos, o capitalismo ao longo dos tempos, com muito competência, tratou de engolir o cristianismo e cooptar o catolicismo.

A Igreja Católica durante as últimas décadas andou oscilante. Caminhou por uns tempos nas trilhas da Teologia da Libertação seguindo os caminhos dos ensinamentos de Cristo e nos pontificados Wojtyla e Ratzinger seguiu a rota do catolicismo distanciada da prática cristã.

Uma das primeiras providências do cardeal Bergoglio ao assumir o pontificado foi convidar o dominicano Gustavo Gutiérrez, teólogo que concebeu a Teologia da Libertação para uma visita ao vaticano.

Conversaram longamente sobre o abraço da Igreja aos fracos e oprimidos!

Muitas palmas para o Papa Francisco!!!

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Brasil

O JANEIRO MAIS POLÍTICO DA HISTÓRIA

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Por GUSTAVO CONDE – Quanto menos a imprensa fala da situação de saúde de Temer, mais eu sei que a situação é grave. Não rogo pragas. Apenas acho importante lidar com fatos minimamente concretos e transparentes, ainda mais em se tratando do estado de saúde do mandatário da nação, seja ele golpista ou não.

Com Tancredo Neves foi a mesma coisa. Parece que a imprensa tem tara em camuflar doença de político simpático a ela. Porque com político de esquerda, unha encravada vira amputação.

Vocês devem se lembrar dos casos de câncer de Dilma e Lula. Aliás, ambos trataram a doença com extrema coragem e transparência. Tinham o sentido da relevância das respectivas saúdes para a opinião pública, uma vez que eram presidenta e ex-presidente, figuras públicas.

Foram solidários, generosos, humanos, responsáveis, seguiram à risca as recomendações médicas e venceram doenças agressivas com extremo caráter e autoestima.

Mesmo assim – mesmo com essa dificuldade toda – a imprensa, num primeiro momento, ridicularizou (minimizou, deu margem às fakenews que acusavam a doença de blefe) e depois dramatizou: passou a especular o tempo de vida de ambos e, num gesto cínico, suspeitar que a junta médica ocultava informações. Foi terrorismo.

Praticaram também a boa e velha incitação de sempre: “vai pro SUS” era o grito de guerra estimulado por editores e colunistas.

Com Temer, a cobertura é completamente diferente. Aliás, é indiferente. Não prospectam informações, não interpelam médicos, não investigam medicações ministradas, não entrevistam especialistas, enfim, não fazem o terrorismo habitual dedicado a personalidades do PT e da esquerda.

Podemos lembrar que Guido Mantega perdeu a esposa recentemente para um câncer extremamente agressivo e a imprensa, em consórcio com a Lava Jato, explorou de maneira covarde e mesquinha o drama vivido pelo ex-ministro, inclusive, com requintes de crueldade – colunistas de opinião a reboque, sempre incitando a violência e a invasão de privacidade (chegou a haver manifestação contra o ex-ministro dentro do Hospital Albert Einstein).

Isso me faz lembrar também de Marisa Letícia, esposa de Lula. Chegou-se ao extremo de se divulgar mensagens de whatsapp de médicos residentes com receitas para “levar a óbito”, para deleite de antipetistas, esse doentes convictos e incuráveis.

Diga-se de passagem que quase nenhuma personalidade da ‘cena intelectual’ defendeu a privacidade e a dor da família Lula, esses mesmos que acabaram agorinha de defender Marcelo Freixo da “virulência petista”. Hipocrisia é palavra insuficiente para eles.

Enquanto isso – enquanto escrevo essa pensata – Michel Temer flana com sua doença, despacha de uma cama (não sabemos direito porque ninguém diz) e o país segue, sem sequer conseguir nomear um ministro do trabalho, dada a profunda desorganização do governo, também ignorada pela imprensa.

O medo, a covardia, a fobia institucional é tal em Michel Temer, que ele vai se suicidando a conta-gotas. Não se afasta da presidência porque não respeita a própria vida e porque sua própria vida política está totalmente comprometida com favores, acordos espúrios e arranjos subterrânos. Se ele se afastar, todo esse castelo de corrupção se desorganiza.

Ele parece querer ir até o limite, mas o corpo humano não resiste a tamanha ausência de autopreservação biológica. A autopreservação política de Temer fala mais alto, neste momento, do que a própria autopreservação de seu corpo. É o paroxismo da covardia e do medo.

Com todo esse cenário narrativo escancarado à sua frente, crucial em termos de conjuntura política, a imprensa não move um músculo. Fecha-se em copas e redige os boletins médicos mais burocráticos – e suspeitos – possíveis.

O problema é que mascarar doenças é um procedimento com prazo de validade. A movimentação política em torno deste cenário, neste momento, é intensa e desloca adesões e quadros políticos de maneira acelerada. Um possível afastamento de Temer faz chacolhar meio congresso (aquela metade que ainda obedece a Cunha, da cadeia).

Esse tratamento da imprensa à doença de Temer é como se fosse um desenho explicativo para uma criança de 6 anos: imprensa e governo são uma coisa só. Todos sabemos disso, mas quando vemos desenhado chega a comover.

Tão simples saber, com base em tudo isso que, a despeito dessa parceria profunda, espontânea e naturalizada com a imprensa, o circuito do golpe está mais desorganizado que nunca. Uma doença colabora ainda mais para levar pânico a esta “desorganização” criminosa, temerária e suicida.

Janeiro de 2018 se insinua na história como o mês que não vai terminar: julgamento do maior político da história do país simultaneamente a uma crise brutal de confiança nas instituições, na economia e na própria imprensa, que não faz mais questão de manter nenhum tipo de aparência.

Antecipo a todos que a história gosta desse tipo de precipitações coletivas generalizadas. É o colapso de um sistema regido por várias ações de várias naturezas em vários contextos, mas todos numa só direção: o desenlace.

A crise pode ainda aprofundar um pouco mais, Temer pode ter mais um pouco de sobrevida política – e física -, o desenho eleitoral pode sofrer mudanças bruscas ou leves (lembremos que em ano eleitoral no Brasil costuma cair avião e morrer personagens centrais). Mas a precipitação de todo o substrato do golpe é irreversível.

O calendário, a rigor, tem esse poder, ele foi feito para organizar o gerenciamento do tempo humano. O calendário eleitoral, portanto, cumpriu, surpreendentemente, esse papel: todas as ações foram sendo executadas com 2018 no horizonte.

É aí que vemos a importância descomunal de Lula. Ele também “marca” esse tempo, pois todos foram olhando para 2018 diante do temor e do amor de Lula. É um marcador de tempo coletivo e histórico extremamente eficaz.

Mais ainda, pelo fato do TRF-4 ter feito a besteira de marcar uma data limite – precipitada – para o julgamento de Lula. A data se tornou cabalística e mobiliza todo o país (até os negócios estão sendo feitos com base no dia 24 de janeiro).

Doença, golpismo, injustiça, mobilização, deflagração, memória, democracia, soberania, futuro, instituições, poderes, reordenações, negócios, vazamentos, prisões, libertações. Tudo se alinha para este janeiro. Tudo se acelera. Tudo se insinua. Tudo se escancara.

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CIDADES

BINHO DO QUILOMBO: LEGADO SERÁ ETERNIZADO EM ASSOCIAÇÃO QUE LEVA SEU NOME

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Associação Binho do Quilombo
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Por Romário do Santos no Imprensa Bahia – As atividades da A.B.Q – Associação Cultural Desportiva e Social Binho do Quilombo, surge como o propósito de trabalhar em prol do resgate das crianças e adolescentes que vivem na comunidade Quilombola bem como nas comunidades vizinhas.

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IDEAIS

Tendo como principal foco resgatar a Cultura de Matriz Africana, fazendo a ponte de ligação entre as ações de políticas públicas, salvaguardando as características e a história do povo negro, através da preservação das memórias, tradições, inserção e manutenção da cidadania de todos os descendentes e da comunidade Quilombola, incluindo os temas relativos às atividades,  afro religiosa um verdadeiro legado para a formação da cultura e diversidade nacional.

INCLUSÃO

Dentro do projeto e temática educacional proposta pelos membros da diretoria da A.B.Q, o esporte será utilizado como ferramenta de inclusão social, um importante agente transformador. Proporcionando às crianças, jovens e adolescentes a oportunidade de que através das atividades e  práticas esportivas haja a inclusão e acesso  à socialização preparando todos para enfrentarem os desafios da vida em sociedade.

Legado

A trajetória de vida, dedicação e sonho do líder Quilombola Gabriel Silva – Binho de Palmares, jamais será esquecida pela comunidade, bem como por todos os que trabalham em prol da manutenção das tradições e a busca pela dignidade do povo de matiz africana.

As autoridades de segurança pública, apesar de ter anunciado a prisão  de um dos autores da execução de Binho de Palmares, continuam devendo a completa elucidação das motivações de tamanha crueldade, e no término do processo investigativo que apareçam todos os culpados de participarem da atrocidade  que vitimou o líder Quilombola, é o que esperam os amigos e familiares, brutalmente privados do convício diário com eterno Binho de Palmares.

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