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OPINIÃO: O QUE QUERIAM OS ESTUDANTES ATROPELADOS?

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Simões Filho tá Mudando
 

NO MÍNIMO APOIO DA SOCIEDADE QUE GRITA AOS QUATRO CANTOS QUE A SOLUÇÃO DO BRASIL É A EDUCAÇÃO.

 

É Fácil notar que nos últimos meses, após o “GOLPICHMENT” da presidente Dilma Rousseff, as manifestações diminuíram em todo o Brasil.

Mas em Simões Filho, estamos vendo que algumas manifestações vêm acontecendo em vários setores, com alguma regularidade.

A maiorias delas com reinvindicações pertinentes e possíveis de serem atendidas, se não de forma imediata, pelo menos planejada para os meses seguintes.

 

São vários os problemas enfrentados pela população, problemas que se acumularam ao longo dos anos, e que agora, são cobradas soluções imediatas.

Alguns manifestantes entendem ser melhor protestar durante as sessões da câmara municipal de vereadores, outros entendem ser o ideal, realizar piquetes em frente ao prédio da prefeitura e outros creem que a melhor forma de chamar a atenção da população para seus problemas são os bloqueios com barricadas de vias de grande circulação da cidade.

O atropelo de vários alunos, na manhã desta quarta-feira(9) nos traz, depois da indignação, a esperança.

Sim! Esperança. Os nossos estudantes, são nossa esperança.

São eles que volta e meia, mostram o desejo do povo em construir um presente[futuro] mais justo, livre e igualitário.

Nossa esperança são eles, as “vítimas” das péssimas condições de escolarização no sistema de ensino em todas as esferas da nossa jovem e já apodrecida democracia.

Como se já não bastasse querer que estudantes sejam apenas acumuladores de conhecimento suficiente, apenas para se tornarem adultos que obedecem a seus patrões [Sim senhor! Não senhor!] agora querem incutir em suas cabeças que eles não devem protestar, da forma que estão protestando, por melhorias na qualidade de ensino e infraestrutura de suas escolas.

A mídia corporativa mantém o discurso de criminalização dos protestos e movimentos, reiterando a falaciosa distinção entre manifestantes pacíficos e vândalos e clamando por mais polícia e mais repressão.

O resultado tem sido o incremento da violência, da intolerância e do arbítrio policiais.

 

Quando não são balas de borracha, usadas indiscriminadamente, é o gás lacrimogêneo e spray de pimenta que já cegou e matou. E quem promove essa repressão? O Estado.

Mas ultimamente estamos assistindo, ouvindo e vendo serem reproduzidas, mensagens de intolerância e repressão a manifestações de estudantes e todos que de várias formas reivindicam por melhores condições de segurança, trabalho e vida.

Agora são os  “moralistas” que resolveram “reprimir” os protestos, e para isso usam as armas que têm: seus carrões, microfones e argumentos fascistas de que não se pode protestar se que para isso, seja preciso incomodar. A violência, que é, em regra, primeiro do Estado, agora vem destes “moralistas”.

A violência estatal continua principalmente na sua dificuldade de escutar e dialogar com as vozes que vêm das ruas.

Muitos insistem em afirmar que os manifestantes atuais são apenas baderneiros querendo perturbar a ordem democrática.

Ocorre que é precisamente esta ordem que se recusa a revisar seus sistemas de transporte urbano, seus sistemas de saúde, de educação de segurança, moradia, mobilidade, e criar, ou ao menos aceitar, novas formas de se fazer política.

Esta mesma ordem faz desaparecer jovens, pobres e negros nas favelas e bairros empobrecidos. Tortura nas prisões e expulsa comunidades tradicionais e povos indígenas dos seus territórios.

No meio disso, o Estado e alguns agentes privados escolhem novos alvos para dirigir seu ódio contra as demandas populares e as mobilizações.

O atropelo dos jovens estudantes em Simões Filho nos mostra que não há só uma necessidade, latente, de resistir a um Estado que sempre foi opressor e violento, há agora, a necessidade de trazer de volta à realidade, uma parte da sociedade que passou a ver no outro, que discorda de sua opinião política, um inimigo, uma ameaça ao seu status quo, status de uma classe média capitalista, sem capital.

Sabemos que o Estado tenta resolver os problemas sociais como se fossem problema de polícia. Frente às reivindicações, mais polícia e mais repressão.

Ouvir e discutir os protestos precisa fazer parte das nossas conversas sobre política e sociedade.

Precisamos entender que, para o Estado, é mais fácil manter a tradição de truculência. É mais fácil oprimir e agredir até que eles, nós, se calem.

Sendo assim, fica a pergunta: O que queriam os estudantes ao protestar na Elmo Serejo Farias?

A resposta? Apenas chamar a atenção e obter o apoio da sociedade para suas velhas reinvindicações, melhorias na infraestrutura de um colégio estadual.

O Atropelo dos mesmos, foi a resposta de parte de uma sociedade doente, anestesiada pelo fascismo e que demostra lembrar do sentimento de nação somente de quatro em quatro anos.

 

 

 

P U B L I C I D A D E

Brasil

Camisa da Seleção virou sinônimo da vigarice e é por isso que encalhou

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Caminsa da Seleção Brasileira encalhada - simões filho

Por Joaquim de Carvalho no DCM – Tem um meme que circula na internet que mostra uma menina chorando, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, que diz: “Essa eu não quero, é a camisa do pato”.

O uniforme da Seleção Brasileira encalhou, porque virou símbolo de algo muito ruim: um movimento que destruiu a economia brasileira e tirou do poder uma presidente sem crime de responsabilidade.

Símbolo de um movimento que não foi pelo bem do Brasil, mas por vingança, o terceiro turno das eleições de 2014.

No Carnaval, a Acadêmicos do Tuiuti colocou na Sapucaí passistas com o uniforme da Seleção, montados na alegoria de um pato da Fiesp e guiados por uma mão grande.

Manifestoches da Tuiuti carnaval 2018 - simões filho

Além de golpista, a camisa da CBF virou então sinônimo de tolo, manipulado – o manifestoche, na definição do carnavalesco Jack Vasconcelos.

E manchou com a cor da vergonha a Seleção Brasileira, sem exagero o retrato mais fiel do que este país é, um país de negros, mestiços.

Se faltam oportunidades na sociedade em geral, no futebol lá estão eles, depois de vencerem muitos obstáculos.

Meritocracia de verdade. O enganador, branco ou preto, não dura. É preto no branco.

Talvez seja esta a razão de a Seleção Brasileira ter sido tão prestigiada: fazia todos se se sentirem representados.

Mas não está empolgando mais.

Manifestações na PaulistaNa semana passada, o baterista do Ira André Jung se manifestou no Facebook:

“A um mês da Copa e nada de verde e amarelo … sinto que o movimento paneleiro, hoje morto de vergonha, é o grande responsável pelo fracasso nas vendas de camisas, bandeiras, faixas e outros símbolos pátrios. A camisa da seleção virou uniforme de pato.”

Neste fim de semana, durante a Virada Cultural, João Gordo, do Ratos do Porão, foi mais direto:

“Tá chegando a copa e eu não vejo NINGUÉM com a camisa do Brasil. Pq essa camisa virou sinônimo de filho da puta, de golpista”.

Sinônimo do que foi o maior engodo da história recente no Brasil.

Uma camiseta que nos faz lembrar da foto que viralizou às vésperas do impeachment: o casal rico com os filhos no carrinho caminhando para a manifestação, todos de verde e amarelo, exceto a babá, negra, de uniforme branco. Um país que querem só pra eles, não para ela.

Como esquecer?

Entre outras muitas coisas, o golpe tirou do Brasil a alegria de torcer pela Seleção.

Ainda vamos torcer, pode apostar, quando o brasileiro entrar em campo e mostrar ao mundo o talento no futebol.

Mas torceremos sem a alegria de antes.

A camisa amarela, o escudo da CBF, sempre nos fará lembrar de que o Brasil se tornou um país onde o maior líder popular foi preso — sem provas de que é corrupto —  e os corruptos comprovados estão soltos.

Um país usurpado.

Um país indefensável.

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CIDADES

OPINIÃO: VEREADORES, OU VOCÊS MORDEM, OU VOCÊS ASSOPRAM, PONTO.

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Não dá para falar mal de secretários e em seguida parabenizar o prefeito.

É provável que se um eleitor perguntar a alguns vereadores, quantas secretarias tem a atual gestão, eles pedirão um tempo para tentar contar, mentalmente, para responder; se perguntar pelos nomes dos secretários, então…

Os discursos desalinhados e fora de sintonia com a gestão estão descortinando uma situação que deverá fazer com que o prefeito seja forçado a tomar decisões drásticas, antes que os prejuízos políticos se tornem concretos.

A tática usada de, depois de duras críticas aos secretários, tecer longos elogios ao prefeito, não está tendo o efeito esperado pelos desatentos edis, uma vez que não há como dizer que a gestão está bem, mas os secretários não trabalham, é no mínimo, incoerente.

Outro ponto que deve ser observado pelos destrutivos aliados, é a falta de clareza nas reclamações. Não dá para criticar a produtividade de secretários de forma abstrata, sem apontar as falhas detectadas.

É preciso dar nomes.

Ou dá os nomes, ou todo o secretariado será visto como alvo das críticas, como incompetentes, improdutivos, preguiçosos.

“Jogar para a galera” com o discurso de que secretário de fora não pode ser nomeado e receber o dinheiro do município sem trabalhar, cria um constrangimento gigantesco para o prefeito, pois é preciso lembrar que esse discurso já não cabe, e se assim continuarem, o preço político poderá ser alto.

O que os eleitores têm presenciado nas últimas sessões, são verdadeiras peças de teatro do absurdo, onde alguns vereadores, passam a criticar, duramente, secretários, mas ressalvam com parabéns ao prefeito e aos seus secretários. Não dá para entender! A conta não bate.

Talvez, o que esteja acontecendo é o desnudar da mais dura realidade quanto ao despreparo de alguns sentados e assentados, para assumir uma cadeira no parlamento municipal para representar o povo.

Ouve-se nas rodas de conversas, comentários sobre a qualidade do legislativo atual, no que diz respeito à representatividade popular e de grupo político. Quase sempre esses comentários refletem desânimo e decepção.

Muitos desses comentários projetam prováveis problemas que o prefeito Diógenes Tolentino – DINHA, irá enfrentar, nos próximos meses, por conta da falta de noção e traquejo político, principalmente, para tecer comentários sobre a produtividade dos secretários da gestão do prefeito DINHA, os quais foram escolhidos a dedo, para compor seu corpo administrativo, com base em seus currículos e suas histórias profissionais.

Cabe aqui uma reflexão: se os secretários, com seus currículos e suas experiências, tivessem uma única sessão para falar dos desempenhos dos vereadores, o que ouviriam os eleitores?…

Não se pode generalizar críticas e não citar nomes por medo, jogando para população o trabalho de identificar quem são os alvos das críticas parlamentares.

Os resultados de uma boa gestão, são alcançados por uma equipe, onde o gestor [prefeito] é o líder e seus secretários, são seus representantes imediatos, executando ações e ordens sob a decisão e o aval do seu líder, do seu chefe, o prefeito. Ou seja, se o desatento edil critica o secretário, vociferando palavras que encantam a plateia, ele deve entender que está criticando indiretamente, o prefeito, vociferando e jogando para a galera.

Acreditem, parabenizar o prefeito, depois da descarga puxada, não cola.

O prefeito DINHA certamente já ouviu o ditado que diz que quem acompanha morcego, pode acordar de cabeça para baixo.

Um olhar mais apurado poderá revelar que a oposição ao prefeito está sendo feita por alguns, estupidamente declarados, aliados, e quem tem aliados assim, não precisa de oposição.

Por isso, vereador, ou você morde, ou você assopra.

Em tempo;

Acredita-se que expressão MORDE E ASSOPRA, tenha surgido a partir da observação feita sobre o comportamento dos morcegos.

Os morcegos são conhecidos por sugarem o sangue de suas vítimas, sem que estas percebam.

Na tentativa de explica este fato, antigamente as pessoas alegavam que o morcego assoprava a ferida feita nas suas presas para poder aliviar a dor.

MORDE E ASSOPRA é uma expressão popular utilizada para se referir ao comportamento de uma pessoa hipócrita e falsa, que age de modo incorreto e depois muda a sua atitude, repentinamente.

Quando se diz que determinado indivíduo “morde e assopra” significa que magoa os outros, com atos ofensivos, mas depois começa a querer agradar a pessoa anteriormente ofendida, pedindo desculpas e agindo como se nenhuma situação desagradável tivesse acontecido.

Ao que está sendo notado, diga-se de passagem, em ano eleitoral, alguns aliados do prefeito Dinha, não câmara de vereadores, estão se comportando como verdadeiros morcegos.

A melhor forma de se combater morcego, é com uma boa dedetização.

O atento navegante pode estar perguntando porque razão na citei os nomes dos críticos vereadores, a resposta é simples, para que eles entendam que uma crítica genérica atinge a todos.

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Colunistas

RELIGIOSIDADE

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Por Sebastião Costa no Brasil247 – Impressiona a capacidade do tema ‘RELIGIÃO’ despertar interesses, discussões, paixões. Dentro desse contexto, 00. Ele próprio estabelece suas relações com Deus

Não costumam refletir sobre o papel do cristão na sociedade e não se preocupam em enxergar na Teologia da Libertação a força evangelizadora que fez brotar o sangue cristão, devidamente transfundido às veias capitalistas da velha Igreja Católica Apostólica Romana.

O cristianismo, enquanto prática de vida ficou tão esquecido em meio às entranhas de um sistema insensível, egocêntrico, que as pessoas religiosas, desatentas, nem sequer percebem que sua grande fé em Deus, paradoxalmente lhe distanciam de Cristo. Do Cristo feito homem que amou os mais pobres, defendeu os humildes, perdoou os pecadores.

Falar em religiosidade, sempre vale a pena lembrar Oscar Niemeyer, o ateu confesso, comunista assumido que o amigo Leonardo Boff admirava com muito respeito e falava dele com carinho : “o importante não é crer ou não crer em Deus, mas viver com ética, amor, solidariedade e compaixão pelos que mais sofrem. Pois, na tarde da vida, o que conta mesmo são tais coisas. E nesse ponto ele estava muito bem colocado. Seu comunismo está muito próximo daquele dos primeiros cristãos, referido nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 2 e 4”

Do próprio Niemeyer: “O importante não é a arquitetura, o importante é a vida. Mas não qualquer vida; a vida vivida na busca da transformação necessária que supere as injustiças contra os pobres”

A Igreja Católica Apostólica Romana foi edificada nos alicerces dos primeiros cristãos. Ao longo dos tempos foi se afeiçoando às práticas capitalistas. Cometeu os pecados mortais das cruzadas, da inquisição e muitos outros pecados veniais.

Exerceu durante séculos, lado a lado com ricos e poderosos influência e poder incontestáveis.

Vale a curiosidade de como seria o julgamento da Santa Madre Igreja diante do juízo final, baseado nos Mandamentos da Lei de Deus.

Capitalismo e cristianismo são antagônicos, impossível coexistirem num mesmo espaço. O capitalismo é frio, calculista sem uma gota de sensibilidade cristã. O cristianismo é essencialmente solidário.

Se dos primeiros cristão foram gerados os primeiros católicos, o capitalismo ao longo dos tempos, com muito competência, tratou de engolir o cristianismo e cooptar o catolicismo.

A Igreja Católica durante as últimas décadas andou oscilante. Caminhou por uns tempos nas trilhas da Teologia da Libertação seguindo os caminhos dos ensinamentos de Cristo e nos pontificados Wojtyla e Ratzinger seguiu a rota do catolicismo distanciada da prática cristã.

Uma das primeiras providências do cardeal Bergoglio ao assumir o pontificado foi convidar o dominicano Gustavo Gutiérrez, teólogo que concebeu a Teologia da Libertação para uma visita ao vaticano.

Conversaram longamente sobre o abraço da Igreja aos fracos e oprimidos!

Muitas palmas para o Papa Francisco!!!

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Brasil

O JANEIRO MAIS POLÍTICO DA HISTÓRIA

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Por GUSTAVO CONDE – Quanto menos a imprensa fala da situação de saúde de Temer, mais eu sei que a situação é grave. Não rogo pragas. Apenas acho importante lidar com fatos minimamente concretos e transparentes, ainda mais em se tratando do estado de saúde do mandatário da nação, seja ele golpista ou não.

Com Tancredo Neves foi a mesma coisa. Parece que a imprensa tem tara em camuflar doença de político simpático a ela. Porque com político de esquerda, unha encravada vira amputação.

Vocês devem se lembrar dos casos de câncer de Dilma e Lula. Aliás, ambos trataram a doença com extrema coragem e transparência. Tinham o sentido da relevância das respectivas saúdes para a opinião pública, uma vez que eram presidenta e ex-presidente, figuras públicas.

Foram solidários, generosos, humanos, responsáveis, seguiram à risca as recomendações médicas e venceram doenças agressivas com extremo caráter e autoestima.

Mesmo assim – mesmo com essa dificuldade toda – a imprensa, num primeiro momento, ridicularizou (minimizou, deu margem às fakenews que acusavam a doença de blefe) e depois dramatizou: passou a especular o tempo de vida de ambos e, num gesto cínico, suspeitar que a junta médica ocultava informações. Foi terrorismo.

Praticaram também a boa e velha incitação de sempre: “vai pro SUS” era o grito de guerra estimulado por editores e colunistas.

Com Temer, a cobertura é completamente diferente. Aliás, é indiferente. Não prospectam informações, não interpelam médicos, não investigam medicações ministradas, não entrevistam especialistas, enfim, não fazem o terrorismo habitual dedicado a personalidades do PT e da esquerda.

Podemos lembrar que Guido Mantega perdeu a esposa recentemente para um câncer extremamente agressivo e a imprensa, em consórcio com a Lava Jato, explorou de maneira covarde e mesquinha o drama vivido pelo ex-ministro, inclusive, com requintes de crueldade – colunistas de opinião a reboque, sempre incitando a violência e a invasão de privacidade (chegou a haver manifestação contra o ex-ministro dentro do Hospital Albert Einstein).

Isso me faz lembrar também de Marisa Letícia, esposa de Lula. Chegou-se ao extremo de se divulgar mensagens de whatsapp de médicos residentes com receitas para “levar a óbito”, para deleite de antipetistas, esse doentes convictos e incuráveis.

Diga-se de passagem que quase nenhuma personalidade da ‘cena intelectual’ defendeu a privacidade e a dor da família Lula, esses mesmos que acabaram agorinha de defender Marcelo Freixo da “virulência petista”. Hipocrisia é palavra insuficiente para eles.

Enquanto isso – enquanto escrevo essa pensata – Michel Temer flana com sua doença, despacha de uma cama (não sabemos direito porque ninguém diz) e o país segue, sem sequer conseguir nomear um ministro do trabalho, dada a profunda desorganização do governo, também ignorada pela imprensa.

O medo, a covardia, a fobia institucional é tal em Michel Temer, que ele vai se suicidando a conta-gotas. Não se afasta da presidência porque não respeita a própria vida e porque sua própria vida política está totalmente comprometida com favores, acordos espúrios e arranjos subterrânos. Se ele se afastar, todo esse castelo de corrupção se desorganiza.

Ele parece querer ir até o limite, mas o corpo humano não resiste a tamanha ausência de autopreservação biológica. A autopreservação política de Temer fala mais alto, neste momento, do que a própria autopreservação de seu corpo. É o paroxismo da covardia e do medo.

Com todo esse cenário narrativo escancarado à sua frente, crucial em termos de conjuntura política, a imprensa não move um músculo. Fecha-se em copas e redige os boletins médicos mais burocráticos – e suspeitos – possíveis.

O problema é que mascarar doenças é um procedimento com prazo de validade. A movimentação política em torno deste cenário, neste momento, é intensa e desloca adesões e quadros políticos de maneira acelerada. Um possível afastamento de Temer faz chacolhar meio congresso (aquela metade que ainda obedece a Cunha, da cadeia).

Esse tratamento da imprensa à doença de Temer é como se fosse um desenho explicativo para uma criança de 6 anos: imprensa e governo são uma coisa só. Todos sabemos disso, mas quando vemos desenhado chega a comover.

Tão simples saber, com base em tudo isso que, a despeito dessa parceria profunda, espontânea e naturalizada com a imprensa, o circuito do golpe está mais desorganizado que nunca. Uma doença colabora ainda mais para levar pânico a esta “desorganização” criminosa, temerária e suicida.

Janeiro de 2018 se insinua na história como o mês que não vai terminar: julgamento do maior político da história do país simultaneamente a uma crise brutal de confiança nas instituições, na economia e na própria imprensa, que não faz mais questão de manter nenhum tipo de aparência.

Antecipo a todos que a história gosta desse tipo de precipitações coletivas generalizadas. É o colapso de um sistema regido por várias ações de várias naturezas em vários contextos, mas todos numa só direção: o desenlace.

A crise pode ainda aprofundar um pouco mais, Temer pode ter mais um pouco de sobrevida política – e física -, o desenho eleitoral pode sofrer mudanças bruscas ou leves (lembremos que em ano eleitoral no Brasil costuma cair avião e morrer personagens centrais). Mas a precipitação de todo o substrato do golpe é irreversível.

O calendário, a rigor, tem esse poder, ele foi feito para organizar o gerenciamento do tempo humano. O calendário eleitoral, portanto, cumpriu, surpreendentemente, esse papel: todas as ações foram sendo executadas com 2018 no horizonte.

É aí que vemos a importância descomunal de Lula. Ele também “marca” esse tempo, pois todos foram olhando para 2018 diante do temor e do amor de Lula. É um marcador de tempo coletivo e histórico extremamente eficaz.

Mais ainda, pelo fato do TRF-4 ter feito a besteira de marcar uma data limite – precipitada – para o julgamento de Lula. A data se tornou cabalística e mobiliza todo o país (até os negócios estão sendo feitos com base no dia 24 de janeiro).

Doença, golpismo, injustiça, mobilização, deflagração, memória, democracia, soberania, futuro, instituições, poderes, reordenações, negócios, vazamentos, prisões, libertações. Tudo se alinha para este janeiro. Tudo se acelera. Tudo se insinua. Tudo se escancara.

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CIDADES

BINHO DO QUILOMBO: LEGADO SERÁ ETERNIZADO EM ASSOCIAÇÃO QUE LEVA SEU NOME

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Associação Binho do Quilombo

Por Romário do Santos no Imprensa Bahia – As atividades da A.B.Q – Associação Cultural Desportiva e Social Binho do Quilombo, surge como o propósito de trabalhar em prol do resgate das crianças e adolescentes que vivem na comunidade Quilombola bem como nas comunidades vizinhas.

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IDEAIS

Tendo como principal foco resgatar a Cultura de Matriz Africana, fazendo a ponte de ligação entre as ações de políticas públicas, salvaguardando as características e a história do povo negro, através da preservação das memórias, tradições, inserção e manutenção da cidadania de todos os descendentes e da comunidade Quilombola, incluindo os temas relativos às atividades,  afro religiosa um verdadeiro legado para a formação da cultura e diversidade nacional.

INCLUSÃO

Dentro do projeto e temática educacional proposta pelos membros da diretoria da A.B.Q, o esporte será utilizado como ferramenta de inclusão social, um importante agente transformador. Proporcionando às crianças, jovens e adolescentes a oportunidade de que através das atividades e  práticas esportivas haja a inclusão e acesso  à socialização preparando todos para enfrentarem os desafios da vida em sociedade.

Legado

A trajetória de vida, dedicação e sonho do líder Quilombola Gabriel Silva – Binho de Palmares, jamais será esquecida pela comunidade, bem como por todos os que trabalham em prol da manutenção das tradições e a busca pela dignidade do povo de matiz africana.

As autoridades de segurança pública, apesar de ter anunciado a prisão  de um dos autores da execução de Binho de Palmares, continuam devendo a completa elucidação das motivações de tamanha crueldade, e no término do processo investigativo que apareçam todos os culpados de participarem da atrocidade  que vitimou o líder Quilombola, é o que esperam os amigos e familiares, brutalmente privados do convício diário com eterno Binho de Palmares.

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Colunistas

Temer, Marun, o Judiciário e o país que faz da chantagem a sua bandeira

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Por Carlos Fernandes no DCMMichel Temer prova, dia após dia, que o seu governo não possui limites quando o assunto é afrontar as leis e a dignidade pública.

Talhado nos piores vícios das piores práticas políticas, a quadrilha do Palácio do Planalto não economiza em escandalizar as instituições, o parlamento, os entes federados e a própria República.

Escoltado pelo seu mais novo cão de guarda palaciano – o brucutu que atende pelo nome de Carlos Marun – a dupla tem feito mais pela desmoralização e criminalização da política do que qualquer marginal eleito pelo tráfico de drogas jamais poderia imaginar.

Visto que a compra direta de deputados em ano eleitoral já não é suficiente para arrebanhar o número suficiente de covardes que pretendem emplacar o mais duro golpe nas classes menos favorecidas, a última investida se dá agora diretamente nos governadores.

Numa retórica que deve estar fazendo com que Cícero, o grande orador romano, se revire no túmulo, Marun, o rinoceronte numa loja de cristais, veio a público afirmar que condicionar os financiamentos que estão disponíveis nos bancos públicos para aliviar a situação catastrófica dos estados em troca de votos para a reforma da previdência, “não é chantagem”.

Segundo o energúmeno, trata-se apenas de uma “política de governo”.

O fato em si já seria um escândalo se não levasse a reboque o crime de lesa-pátria de estar transformando importantes bancos públicos em meros instrumentos de negociatas espúrias ao custo da deterioração de suas imagens, do comprometimento da eficácia de suas políticas econômicas e sociais, da quebra de sua soberania contábil e do esfacelamento no quesito impessoalidade na liberação de recursos.

E pensar que uma presidenta foi afastada acusada de “pedaladas fiscais”.

O assunto é tão ultrajante que até correligionários de ocasião como o governador do RN, Robson Faria, já sente na pele o preço de ter aliado-se com a escória da política nacional.

Mandatário de uma gestão que levou o estado à bancarrota, Robson hoje não passa de uma ameba política que rasteja para concluir o seu mandato.

Enquanto o Rio Grande do Norte vive uma de suas maiores crises econômicas da história, o governador que preferiu ajoelhar-se ao golpe de 2016 agora pena para que seu atual presidente libere R$ 600 milhões que estão disponíveis na Caixa Econômica Federal.

O recurso é imprescindível para conter a onda de paralisações no serviço público do estado que já atinge os profissionais da saúde, educação e segurança. Enquanto o “acordo” não sai, os salários dos servidores simplesmente não são pagos.

Nessa altura, alguém de boa índole e com um mínimo de esperança no poder judiciário já pode ter se perguntado: e a justiça não faz nada?

Na verdade fez. E o que de melhor ela sabe fazer: garantir o seu.

Alheio à escassez de recursos, o Tribunal de Justiça do RN, o mesmo que há não muito tempo virou notícia no escândalo dos precatórios, aprovou no mês de outubro o pagamento retroativo de auxílio-moradia aos juízes potiguares.

Estima-se que o valor possa ultrapassar o montante de R$ 120 mil para cada magistrado. Teto do funcionalismo público? Que bobagem.

Pois é! Enquanto a população sofre com a insegurança (a Polícia Militar continua em greve) e os professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte ainda aguardam o recebimento dos proventos de novembro, dezembro e décimo-terceiro, o ilustre poder judiciário ostenta suas benesses na sua folha de pagamento.

Para que não reste dúvida do descaso com que o Poder Judiciário trata os recursos públicos, basta mencionar também que o mesmo TJRN não vê qualquer problema em pagar um salário superior a R$ 7 mil a alguns de seus estagiários.

Não, você não leu errado. Num estado economicamente quebrado, o TJRN paga mais de sete mil reais a meros estagiários sem qualquer concurso público. Não basta ter privilégios, é preciso esfregá-los na cara de quem não os possui.

O Rio Grande do Norte hoje é um retrato 3X4 do Brasil pós-golpe.

Numa nação que abdicou a democracia pelo estelionato, sua bandeira não poderia ser outra mesmo se não a da chantagem.

Com Supremo, com tudo.

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