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OPINIÃO: Vereadores, o título de Cidadão Simõesfilhense não pode ser transformado em “papel higiênico político”

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Caros amigos; Ao longo dos anos, diversas pessoas construíram a história de Simões Filho com muito trabalho e dedicação ao seu povo. Muitos foram os que dedicaram toda  sua vida pelo bem da cidade.

Essa dedicação e trabalho passaram a ser reconhecidos publicamente, com a entrega daquela que é a maior honraria dada pelo nosso município as essas pessoas que vieram de outras cidades e aqui passaram a trabalhar e contribuir para o futuro da nossa querida Simões Filho. O título de cidadão Simõesfilhense.

A indicação dos nomes das pessoas que recebem a honraria é feita por indicação pelos vereadores, na Câmara Municipal e tais indicações são colocadas para aprovação ou não.

Hoje, 25 de novembro de 2014, uma destas indicações, a de nº 418/2014, de autoria do vereador Arnoldo Simões, morador da cidade há menos de cinco anos, pede que seja aprovada a entrega do título ao deputado federal Márcio Marinho, Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus.

É direito de qualquer vereador escolher a quem ele gostaria de honrar com tal título, mas essas escolhas precisam obedecer a um critério, no mínimo, ético, para que se justifique tal votação.

O deputado Márcio Marinho é um “ilustre desconhecido” da população de Simões Filho. Sua primeira aparição, pretenciosa, foi na inauguração da UPA, no Cia 1, ocasião em que ele, declarou que a saúde do Estado e do Município estavam entregues em boas mãos, nas eleições seguintes, o mesmo deputado, estava no palanque da oposição, junto com Paulo Souto e companhia, dando declarações que que o Estado precisava de mudanças e que a saúde, a segurança, etc, etc, precisavam passar por melhorias imediatas.

Passadas a eleições, o deputado já flerta novamente com o governo do estado e, pelo que dizem por ai à boca pequena, pretende ser candidato a prefeito em Simões Filho, e com a reeleição como deputado federal, todos irão buscar ter “moral” com o mesmo, possivelmente votando pela aprovação da entrega da honraria.

Deixo aqui minha indignação com tal atitude. Tal indicação dá uma conotação ridícula de que a honraria máxima do município, tornou-se uma “mercadoria política de baixo custo” vendida às escondidas aos que tiverem dispostos a pagar o maior “preço político”.

Tal aprovação, se acontecer, irá tornar o Título de Cidadão Simõesfilhense em um desprezível “papel higiênico político”, indigno de estar pendurado nas paredes daqueles que até a data de hoje, se sentiram verdadeiramente honrados em tê-lo recebidos, como reconhecimento dos seus esforços profissionais para fazer de Simões Filho uma cidade cada vez melhor.

Mário Luiz Nobre

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