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‘Prioridade é acabar com Trump’: ex-prefeito de Nova York gasta ‘todo seu dinheiro’ com isso

O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, que segundo o jornal Forbes é a oitava pessoa mais rica da América, disse que está disposto a gastar sua fortuna para vencer o presidente norte-americano Donald Trump nas eleições de 2020.

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Agencia Sputnik – Bloomberg disse que está pronto para usar sua fortuna para derrotar Trump, rejeitando as críticas de seus rivais dentro do Partido Democrata de que ele está tentando comprar a eleição.

“A prioridade número um é se livrar de Donald Trump. Estou gastando todo o meu dinheiro para acabar com Trump”, disse Bloomberg à Reuters a bordo de seu ônibus de campanha no sábado (11) durante uma viagem de 483 quilômetros pelo estado do Texas. “Você quer que eu gaste mais ou menos? Fim da história.”

Bloomberg, que lançou sua campanha em novembro, meses depois de seus rivais, está atualmente em quinto lugar nas pesquisas de opinião pública nacional, atrás de Joe Biden, Bernie Sanders, Warren e Pete Buttigieg. Tanto Warren como Sanders arrasaram Bloomberg quando ele lançou sua campanha publicitária de US$ 37 milhões (R$ 151,6 milhões) na TV, apelidando-a de uma tentativa de “comprar a democracia norte-americana”.

“São apenas coisas políticas que eles dizem, na esperança de que a ideia vingue. Eles não gostam que eu o faça, porque estou competindo com eles, não porque seja má política”, respondeu Bloomberg, dizendo que todos os seus concorrentes são “demasiado liberais” para vencer Trump.

Estratégia de Bloomberg

“Uma das razões pelas quais estou razoavelmente confiante que poderia vencer Trump é que eu seria aceitável para os republicanos moderados que você tem que ter”, disse ele.

“Quer queiram ou não, não podem ganhar as eleições, a menos que tenham republicanos moderados cruzando a linha. Os outros [candidatos] são demasiado liberais para eles, e certamente eles votariam em Donald Trump.”

Michael Bloomberg gastou mais de US$ 15 milhões (R$ 61,4 milhões) em anúncios de televisão até meados de janeiro, segundo Mark Jones, um cientista político da Universidade Rice de Houston, que analisou os registros da Comissão Federal de Comunicações sobre compras de anúncios. Isso é mais do que os gastos conjuntos em todo o país dos principais candidatos democratas em 2019, segundo o Wesleyan Media Project.

Tanto Trump quanto Bloomberg estão planejando transmitir anúncios televisivos de 1 minuto durante a transmissão do Super Bowl deste ano, em 2 de fevereiro. Altos responsáveis da campanha de Trump referiram anteriormente à Reuters que pagaram US$ 10 milhões (R$ 41 milhões) pelo tempo de antena.

“Não se pode chegar a 330 milhões de pessoas apertando as mãos. A televisão ainda é a mídia mágica”, disse Bloomberg. “Se o Super Bowl não fosse um lugar para se chegar a um monte de pessoas, eles não estariam cobrando tanto [pela publicidade], ou então ninguém estaria pagando. Isto é capitalismo em ação.”

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