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Temer, Marun, o Judiciário e o país que faz da chantagem a sua bandeira

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56 anos de emancipação

Por Carlos Fernandes no DCMMichel Temer prova, dia após dia, que o seu governo não possui limites quando o assunto é afrontar as leis e a dignidade pública.

Talhado nos piores vícios das piores práticas políticas, a quadrilha do Palácio do Planalto não economiza em escandalizar as instituições, o parlamento, os entes federados e a própria República.

Escoltado pelo seu mais novo cão de guarda palaciano – o brucutu que atende pelo nome de Carlos Marun – a dupla tem feito mais pela desmoralização e criminalização da política do que qualquer marginal eleito pelo tráfico de drogas jamais poderia imaginar.

Visto que a compra direta de deputados em ano eleitoral já não é suficiente para arrebanhar o número suficiente de covardes que pretendem emplacar o mais duro golpe nas classes menos favorecidas, a última investida se dá agora diretamente nos governadores.

Numa retórica que deve estar fazendo com que Cícero, o grande orador romano, se revire no túmulo, Marun, o rinoceronte numa loja de cristais, veio a público afirmar que condicionar os financiamentos que estão disponíveis nos bancos públicos para aliviar a situação catastrófica dos estados em troca de votos para a reforma da previdência, “não é chantagem”.

Segundo o energúmeno, trata-se apenas de uma “política de governo”.

O fato em si já seria um escândalo se não levasse a reboque o crime de lesa-pátria de estar transformando importantes bancos públicos em meros instrumentos de negociatas espúrias ao custo da deterioração de suas imagens, do comprometimento da eficácia de suas políticas econômicas e sociais, da quebra de sua soberania contábil e do esfacelamento no quesito impessoalidade na liberação de recursos.

E pensar que uma presidenta foi afastada acusada de “pedaladas fiscais”.

O assunto é tão ultrajante que até correligionários de ocasião como o governador do RN, Robson Faria, já sente na pele o preço de ter aliado-se com a escória da política nacional.

Mandatário de uma gestão que levou o estado à bancarrota, Robson hoje não passa de uma ameba política que rasteja para concluir o seu mandato.

Enquanto o Rio Grande do Norte vive uma de suas maiores crises econômicas da história, o governador que preferiu ajoelhar-se ao golpe de 2016 agora pena para que seu atual presidente libere R$ 600 milhões que estão disponíveis na Caixa Econômica Federal.

O recurso é imprescindível para conter a onda de paralisações no serviço público do estado que já atinge os profissionais da saúde, educação e segurança. Enquanto o “acordo” não sai, os salários dos servidores simplesmente não são pagos.

Nessa altura, alguém de boa índole e com um mínimo de esperança no poder judiciário já pode ter se perguntado: e a justiça não faz nada?

Na verdade fez. E o que de melhor ela sabe fazer: garantir o seu.

Alheio à escassez de recursos, o Tribunal de Justiça do RN, o mesmo que há não muito tempo virou notícia no escândalo dos precatórios, aprovou no mês de outubro o pagamento retroativo de auxílio-moradia aos juízes potiguares.

Estima-se que o valor possa ultrapassar o montante de R$ 120 mil para cada magistrado. Teto do funcionalismo público? Que bobagem.

Pois é! Enquanto a população sofre com a insegurança (a Polícia Militar continua em greve) e os professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte ainda aguardam o recebimento dos proventos de novembro, dezembro e décimo-terceiro, o ilustre poder judiciário ostenta suas benesses na sua folha de pagamento.

Para que não reste dúvida do descaso com que o Poder Judiciário trata os recursos públicos, basta mencionar também que o mesmo TJRN não vê qualquer problema em pagar um salário superior a R$ 7 mil a alguns de seus estagiários.

Não, você não leu errado. Num estado economicamente quebrado, o TJRN paga mais de sete mil reais a meros estagiários sem qualquer concurso público. Não basta ter privilégios, é preciso esfregá-los na cara de quem não os possui.

O Rio Grande do Norte hoje é um retrato 3X4 do Brasil pós-golpe.

Numa nação que abdicou a democracia pelo estelionato, sua bandeira não poderia ser outra mesmo se não a da chantagem.

Com Supremo, com tudo.

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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P U B L I C I D A D E

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VÍDEO: EX-SECRETÁRIO DE IGUALDADE RACIAL COMENTA EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO

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56 anos de emancipação

Wellington Rosário, ex-secretário de igualdade racial na gestão do ex-prefeito Eduardo Alencar, comenta o assassinato da vereadora da cidade do Rio de Janeiro, Marielle Franco, assista:

 

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Brasil

LUIZ CAETANO ESCREVE: RIO 40 GRAUS

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56 anos de emancipação

A morte encomendada de Marielle expõe as vísceras do Estado podre, a partir do Rio de Janeiro, hoje, acústica política e social do Brasil doente, do Brasil das milícias, do crime organizado incrustado no aparelho estatal. A morte de Marielle é a exposição do Golpe vampiresco de 2016 , assim como a morte de Edson Luiz, em 1968, seguida da passeata dos 100 mil, foi o desmascaramento da ditadura militar no seu apogeu fascista do AI 5. O Rio de Janeiro é pródigo em oferecer exemplos marcantes de um País que sonha um futuro radiante, mas abriga uma classe dominante obscurantista e excludente, saudosista do século XIX, que tentava, de todas as formas, continuar o regime escravocrata.

O golpe de 1889, que impôs o Marechal Deodoro e expulsou Pedro II e a família real, registra o início desse atual Estado de coisas absurdas, desapreço ao povo e aos trabalhadores. A Revolta da Chibata, comandada pelo marinheiro João Cândido, em 1910 , expôs esses senhores brancos do golpe, amantes – àquela altura ainda – do retorno à escravidão e aos castigos públicos sobre negros marinheiros. É bom lembrar que a abolição aconteceu em 1888, e os oficiais brancos da Marinha estavam munidos de chicotes para castigar marinheiros em pleno trabalho nos navios , 12 anos depois.  A luta e coragem de João Cândido não foram em vão. O Congresso aprova às pressas uma lei de anistia aos rebelados e o fim das torturas nos navios. Antes, porém, cogitou-se afundar os navios para matar todos os rebelados a bordo!

Essa é a nossa República, que presenciou anteriormente, no mesmo Rio de Janeiro, a Revolta da Armada, entre 1891 e 1894; ofensiva antigolpe militar de 1889, sufocada com a presença dos EUA que considerava e considera o Brasil o seu quintal. Em 1922, a Revolta do Forte de Copacabana sacode novamente o Rio de Janeiro. Conhecida como 18 do Forte, o sentimento do movimento tenentista com Siqueira Campos e Hermes da Fonseca à frente, buscava democracia e lutava contra a oligarquia do café com leite que dominava o País, excluindo importantes estados da federação das decisões políticas e econômicas do Brasil.

Em 1954, o Palácio do Catete transborda em abalo social e político, espalhando comoção em todo o Brasil, com o suicídio de Getúlio Vargas. Foi a maneira encontrada pelo presidente, sacrificando a própria vida, para impedir o golpe militar e garantir as eleições livres  e a vitória nas urnas de Juscelino Kubitschek.

Não podemos esquecer de episódio mais recente,  do Riocentro em 1979 , numa tentativa insana dos porões da ditadura perpetuar o golpe de 64 , desmascarados e vítima  da própria bomba que seria detonada contra milhares de pessoas em pacífico movimento cultural e político, naquela ocasião. O golpe da Proconsult, nas eleições de 1982, mostra o Rio de Janeiro do atraso e a face oculta da Rede Globo, ao tentar fraudar a eleição limpa e legítima de Leonel Brizola. Outra demonstração crucial dos poderes paralelos encastelados no Estado.

Agora, a morte estúpida de Marielle traz à baila uma intervenção militar que precisa responder a que veio: destruir a banda podre da polícia fluminense, as milícias e os bandidos fardados? Retirar das corregedorias os protetores de marginais? Ou ficar revistando mochilas de crianças das favelas e dos morros? A voz de Marielle e o seu sacrifício ganharam praças, jornais e o mundo, em mais um desmascaramento do golpe de 2016 e seu tortuoso caminho pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil.

Nunca o Fora Temer está tão atual e necessário!

Mais uma vez, o Rio de Janeiro convoca os brasileiros a passar a limpo esses 500 anos de injustiças e desigualdades, raiz de todos os males que adoecem a nossa sociedade, sobretudo os mais pobres, negros e favelados!

Levante, Brasil!

Lula Presidente!

Marielle, presente!

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CENSURA: VEREADORES SIMÕESFILHENSES NÃO QUEREM QUE O POVO FALE

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56 anos de emancipação

Se o atento navegante duvida que já não estamos mais vivendo uma democracia, melhor rever seus conceitos.

Na noite de ontem, terça-feira (13), na Câmara Municipal, a casa do povo, aconteceu um explicito ato de censura à voz do população.

Conforme aconteceu na câmara de Salvador, onde um vereador do DEM, o excelentíssimo Sr Alexandre Aleluia, propôs a intimação de um professor da UFBA para que o mesmo preste esclarecimentos sobre uma matéria que trata do “Golpe de 2016”, a maioria dos vereadores simõesfilhenses impediram o povo de expressar, na tribuna, por cinco minutos, seu posicionamento contrário ao projeto que instituiu o 13º para vereadores.

É necessário evidenciar a coragem do presidente de propor a fala de um representante da plateia e colocar isso em votação.

E A decisão do prefeito Diógenes Tolentino-DINHA, em solicitar do projeto, o prefeito, o vice-prefeito e os secretários de governo, como beneficiários do projeto, também foi uma atitude que respeitou a voz do povo que foi contra tal projeto.

A atitude covarde é típica das ditaduras e evidencia que precisamos discutir com mais ênfase as consequências do “Golpe de 2016”.

Justificar que o Regimento Interno orienta que o cidadão precisa se inscrever 48 horas antes para ter o direito de fala durante as sessões é, no mínimo, hilário.

O Regimento Interno foi usado como argumento para a mordaça.

O que de fato aconteceu foi a evidencia do medo de enfrentar o povo, que os excelentíssimos edis, e assim eles exigem ser chamados, têm.

Seria mais coerente dizer que não permitiram o cidadão se expressar por que, talvez, os argumentos do povo fossem tão incontestáveis, que seria constrangedor ouvi-los e depois votar a favor do projeto.

Seria mais honroso, assumir que não teriam como contra argumentar o povo, uma vez que na plateia estavam pessoas que conseguiriam provar que tal aprovação seria, como foi, um tapa na cara da sociedade.

Mas é preciso avisar que o tapa que ficou marcado foi o da censura, pois legislar em causa própria, todos fizeram, inclusive os que votaram contra o décimo terceiro, uma vez que, nos bastidores a proposta já havia sido aceita por todos.

É bom lembrar, que toda ditadura, todo resgate da democracia acontece com revolta popular e nos dias atuais essa revolta começa nas redes sociais.

A revolta já começou, abram os olhos!

Não se iludam aqueles que acham que o povo está acomodado. Na verdade, o povo não quer mais, é servir de massa de manobra como serviu nas tais “jornadas de junho de 2013” levantando patos para empresários mostrarem sua “força”.

O povo não quer mais bater panelas porque essa atitude levou ao pais a índices de 20 anos atrás e à destruição da soberania nacional por um governo ilegítimo e entreguista.

Fiquem atentos!

O povo saberá como expressar sua revolta, o povo saberá se livrar das mordaças da censura.

O povo saberá se livrar daqueles que não sabem representar o povo, daqueles que esqueceram suas origens.

Ai, veremos quem de fato são as VOSSAS EXCELÊNCIAS.

Aguardem!

Em tempo;

Os vereadores que foram a favor da fala do povo foram:

Boly Boly, Del, Sandro Moreira, Vel, Everton Paim, Laecio Valentim e Elimario Lima.

O presidente Genivaldo Lima teria o voto de desempate, mas já havia se declarado a favor da fala do povo. Vereadora Kátia não participou da sessão por estar em assistência junto com a Secretária de Ação Social aos desabrigados pela chuvas, do bairro Eucalipto.

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