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VOCÊ ESCREVE

JORGE SALLES: O PAPEL DA OPOSIÇÃO PARA O FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA

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56 anos de emancipação
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hoje na coluna VOCÊ ESCREVE, Jorge Salles aborda o papel da oposição na democracia e em especial, na câmara de vereadores de simões Filho.

“A Democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas” Winston Churchill.

É recorrente a ideia de que nas democracias é o povo (demos) quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo. Nas democracias representativas, como no caso do Brasil, os eleitores é que, em eleições livres, elegem seus representantes, baseado nas suas convicções políticas e nos projetos que defendem. Independentemente de serem situação ou oposição os candidatos eleitos devem governar em nome do povo (ou ao menos, assim deveria ser), logo, para que a democracia seja efetivamente representativa, os eleitos devem representar os mais variados segmentos da sociedade, daí, a importância da oposição. Governo sem oposição é democracia de fechada, para não dizer ditadura disfarçada, salvo se a lógica da democracia for outra.

Na democracia o peso e o contrapeso, ou se quiser, o contraponto deve ser feito pela oposição. O fiel da balança é feito pela oposição. Não por uma oposição do “quanto pior melhor”, mas, por uma oposição proativa, responsável e voltada para a defesa dos interesses da sociedade. Por melhor e bem intencionado que seja o governante, sempre haverá o risco do excesso, e que, muitas vezes, pode ocorrer até mesmo na busca do acerto. O poder, como a prática tem demonstrado, na maioria das vezes, quando não seduz, corrompe.

Cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo. Mas para tal precisam afirmar posições, pois, se não falam em nome de alguma causa, alguma política e alguns valores, as vozes se perdem no burburinho das maledicências diárias sem chegar aos ouvidos do povo. Todas as vozes se confundem e não faltará quem diga “são todos farinhas do mesmo saco”, que apenas buscam vantagens pessoais, quando não, o clientelismo e a corrupção. Por certo, os oposicionistas para serem ouvidos, precisam ter o que dizer. Não basta criar um público, uma audiência e um estilo, o conteúdo da mensagem é fundamental.

Trazendo este contexto para o Município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, considerando a publicação do Portal Pagina Simões Filho, “O que acontece na Câmara de Simões Filho? Os partidos Políticos São Instituições Falidas?”, estamos diante de algo inédito na política brasileira e inaceitável no processo democrático. Os partidos que se aliaram e elegeram os representantes do poder executivo, elegeram também 07 dos 19 representantes do poder legislativo. Em nome de uma pseuda união pelo bem do município, os 12 que se elegeram em outros projetos, com propostas e discursos adversos, esqueceram-se da democracia. Esqueceram-se de que quando votamos num candidato que representa um projeto ou uma corrente de

pensamento é porque queremos que ele seja o nosso representante para defender tal projeto ou linha de pensamento. Os Eleitores com tendências ideológicas e os que acreditam e/ou militam nos diversos setores dos movimentos sociais, não querem ver seus representantes dizendo amem para tudo, como se o parlamento fosse um templo religioso. Queremos vê-los na defesa do povo e da democracia. Quando isso acontece, não significa que estão contra o governo, ao contrário, estão através do contraditório fazendo com que erros não sejam cometidos ou quando os mesmos são inevitáveis sejam rapidamente corrigidos.

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Podemos traçar um paralelo para exemplificar a conduta, diariamente publicada na imprensa local, em artigos onde parlamentares que se dizia de oposição, apontando erros de gestões anteriores, que na época que em que supostos erros aconteceram, não tiveram coragem de denunciar ou pelo menos de fazer uma defesa contundente da sociedade. Não é esse tipo de oposição que queremos, oportunista e covarde, que espera, como diz o ditado popular, “ver o mar pegar fogo para comer peixe assado”. Não queremos uma oposição que pressiona o executivo em troca de favores em benefício próprio e de seus apaniguados. Esses podem fazer parte da base do governo, que certamente se arrependerá profundamente dessa aliança espúria.

Por fim queremos reiterar que o compromisso da oposição, como força política, com alguma dignidade é de moralizar-se e mobilizar-se no resgate da ética, da governabilidade e no estimulo ao debate popular através do exercício de uma política de oposição ética, firme, profissional e constante, cujo discurso seja acessível, didático, e difundido nos diversos meios de comunicação.

Autoria: Jorge Salles

Jornalista DRT/MTB nº 4584/BA - Atualmente é editor dos sites Tudo é política e Página Simões Filho. Tem formação em contabilidade e experiência como Instrutor profissional nas áreas de designer gráfico e programação para web.

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Colunistas

RELIGIOSIDADE

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Por Sebastião Costa no Brasil247 – Impressiona a capacidade do tema ‘RELIGIÃO’ despertar interesses, discussões, paixões. Dentro desse contexto, 00. Ele próprio estabelece suas relações com Deus

Não costumam refletir sobre o papel do cristão na sociedade e não se preocupam em enxergar na Teologia da Libertação a força evangelizadora que fez brotar o sangue cristão, devidamente transfundido às veias capitalistas da velha Igreja Católica Apostólica Romana.

O cristianismo, enquanto prática de vida ficou tão esquecido em meio às entranhas de um sistema insensível, egocêntrico, que as pessoas religiosas, desatentas, nem sequer percebem que sua grande fé em Deus, paradoxalmente lhe distanciam de Cristo. Do Cristo feito homem que amou os mais pobres, defendeu os humildes, perdoou os pecadores.

Falar em religiosidade, sempre vale a pena lembrar Oscar Niemeyer, o ateu confesso, comunista assumido que o amigo Leonardo Boff admirava com muito respeito e falava dele com carinho : “o importante não é crer ou não crer em Deus, mas viver com ética, amor, solidariedade e compaixão pelos que mais sofrem. Pois, na tarde da vida, o que conta mesmo são tais coisas. E nesse ponto ele estava muito bem colocado. Seu comunismo está muito próximo daquele dos primeiros cristãos, referido nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 2 e 4”

Do próprio Niemeyer: “O importante não é a arquitetura, o importante é a vida. Mas não qualquer vida; a vida vivida na busca da transformação necessária que supere as injustiças contra os pobres”

A Igreja Católica Apostólica Romana foi edificada nos alicerces dos primeiros cristãos. Ao longo dos tempos foi se afeiçoando às práticas capitalistas. Cometeu os pecados mortais das cruzadas, da inquisição e muitos outros pecados veniais.

Exerceu durante séculos, lado a lado com ricos e poderosos influência e poder incontestáveis.

Vale a curiosidade de como seria o julgamento da Santa Madre Igreja diante do juízo final, baseado nos Mandamentos da Lei de Deus.

Capitalismo e cristianismo são antagônicos, impossível coexistirem num mesmo espaço. O capitalismo é frio, calculista sem uma gota de sensibilidade cristã. O cristianismo é essencialmente solidário.

Se dos primeiros cristão foram gerados os primeiros católicos, o capitalismo ao longo dos tempos, com muito competência, tratou de engolir o cristianismo e cooptar o catolicismo.

A Igreja Católica durante as últimas décadas andou oscilante. Caminhou por uns tempos nas trilhas da Teologia da Libertação seguindo os caminhos dos ensinamentos de Cristo e nos pontificados Wojtyla e Ratzinger seguiu a rota do catolicismo distanciada da prática cristã.

Uma das primeiras providências do cardeal Bergoglio ao assumir o pontificado foi convidar o dominicano Gustavo Gutiérrez, teólogo que concebeu a Teologia da Libertação para uma visita ao vaticano.

Conversaram longamente sobre o abraço da Igreja aos fracos e oprimidos!

Muitas palmas para o Papa Francisco!!!

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Brasil

O JANEIRO MAIS POLÍTICO DA HISTÓRIA

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Por GUSTAVO CONDE – Quanto menos a imprensa fala da situação de saúde de Temer, mais eu sei que a situação é grave. Não rogo pragas. Apenas acho importante lidar com fatos minimamente concretos e transparentes, ainda mais em se tratando do estado de saúde do mandatário da nação, seja ele golpista ou não.

Com Tancredo Neves foi a mesma coisa. Parece que a imprensa tem tara em camuflar doença de político simpático a ela. Porque com político de esquerda, unha encravada vira amputação.

Vocês devem se lembrar dos casos de câncer de Dilma e Lula. Aliás, ambos trataram a doença com extrema coragem e transparência. Tinham o sentido da relevância das respectivas saúdes para a opinião pública, uma vez que eram presidenta e ex-presidente, figuras públicas.

Foram solidários, generosos, humanos, responsáveis, seguiram à risca as recomendações médicas e venceram doenças agressivas com extremo caráter e autoestima.

Mesmo assim – mesmo com essa dificuldade toda – a imprensa, num primeiro momento, ridicularizou (minimizou, deu margem às fakenews que acusavam a doença de blefe) e depois dramatizou: passou a especular o tempo de vida de ambos e, num gesto cínico, suspeitar que a junta médica ocultava informações. Foi terrorismo.

Praticaram também a boa e velha incitação de sempre: “vai pro SUS” era o grito de guerra estimulado por editores e colunistas.

Com Temer, a cobertura é completamente diferente. Aliás, é indiferente. Não prospectam informações, não interpelam médicos, não investigam medicações ministradas, não entrevistam especialistas, enfim, não fazem o terrorismo habitual dedicado a personalidades do PT e da esquerda.

Podemos lembrar que Guido Mantega perdeu a esposa recentemente para um câncer extremamente agressivo e a imprensa, em consórcio com a Lava Jato, explorou de maneira covarde e mesquinha o drama vivido pelo ex-ministro, inclusive, com requintes de crueldade – colunistas de opinião a reboque, sempre incitando a violência e a invasão de privacidade (chegou a haver manifestação contra o ex-ministro dentro do Hospital Albert Einstein).

Isso me faz lembrar também de Marisa Letícia, esposa de Lula. Chegou-se ao extremo de se divulgar mensagens de whatsapp de médicos residentes com receitas para “levar a óbito”, para deleite de antipetistas, esse doentes convictos e incuráveis.

Diga-se de passagem que quase nenhuma personalidade da ‘cena intelectual’ defendeu a privacidade e a dor da família Lula, esses mesmos que acabaram agorinha de defender Marcelo Freixo da “virulência petista”. Hipocrisia é palavra insuficiente para eles.

Enquanto isso – enquanto escrevo essa pensata – Michel Temer flana com sua doença, despacha de uma cama (não sabemos direito porque ninguém diz) e o país segue, sem sequer conseguir nomear um ministro do trabalho, dada a profunda desorganização do governo, também ignorada pela imprensa.

O medo, a covardia, a fobia institucional é tal em Michel Temer, que ele vai se suicidando a conta-gotas. Não se afasta da presidência porque não respeita a própria vida e porque sua própria vida política está totalmente comprometida com favores, acordos espúrios e arranjos subterrânos. Se ele se afastar, todo esse castelo de corrupção se desorganiza.

Ele parece querer ir até o limite, mas o corpo humano não resiste a tamanha ausência de autopreservação biológica. A autopreservação política de Temer fala mais alto, neste momento, do que a própria autopreservação de seu corpo. É o paroxismo da covardia e do medo.

Com todo esse cenário narrativo escancarado à sua frente, crucial em termos de conjuntura política, a imprensa não move um músculo. Fecha-se em copas e redige os boletins médicos mais burocráticos – e suspeitos – possíveis.

O problema é que mascarar doenças é um procedimento com prazo de validade. A movimentação política em torno deste cenário, neste momento, é intensa e desloca adesões e quadros políticos de maneira acelerada. Um possível afastamento de Temer faz chacolhar meio congresso (aquela metade que ainda obedece a Cunha, da cadeia).

Esse tratamento da imprensa à doença de Temer é como se fosse um desenho explicativo para uma criança de 6 anos: imprensa e governo são uma coisa só. Todos sabemos disso, mas quando vemos desenhado chega a comover.

Tão simples saber, com base em tudo isso que, a despeito dessa parceria profunda, espontânea e naturalizada com a imprensa, o circuito do golpe está mais desorganizado que nunca. Uma doença colabora ainda mais para levar pânico a esta “desorganização” criminosa, temerária e suicida.

Janeiro de 2018 se insinua na história como o mês que não vai terminar: julgamento do maior político da história do país simultaneamente a uma crise brutal de confiança nas instituições, na economia e na própria imprensa, que não faz mais questão de manter nenhum tipo de aparência.

Antecipo a todos que a história gosta desse tipo de precipitações coletivas generalizadas. É o colapso de um sistema regido por várias ações de várias naturezas em vários contextos, mas todos numa só direção: o desenlace.

A crise pode ainda aprofundar um pouco mais, Temer pode ter mais um pouco de sobrevida política – e física -, o desenho eleitoral pode sofrer mudanças bruscas ou leves (lembremos que em ano eleitoral no Brasil costuma cair avião e morrer personagens centrais). Mas a precipitação de todo o substrato do golpe é irreversível.

O calendário, a rigor, tem esse poder, ele foi feito para organizar o gerenciamento do tempo humano. O calendário eleitoral, portanto, cumpriu, surpreendentemente, esse papel: todas as ações foram sendo executadas com 2018 no horizonte.

É aí que vemos a importância descomunal de Lula. Ele também “marca” esse tempo, pois todos foram olhando para 2018 diante do temor e do amor de Lula. É um marcador de tempo coletivo e histórico extremamente eficaz.

Mais ainda, pelo fato do TRF-4 ter feito a besteira de marcar uma data limite – precipitada – para o julgamento de Lula. A data se tornou cabalística e mobiliza todo o país (até os negócios estão sendo feitos com base no dia 24 de janeiro).

Doença, golpismo, injustiça, mobilização, deflagração, memória, democracia, soberania, futuro, instituições, poderes, reordenações, negócios, vazamentos, prisões, libertações. Tudo se alinha para este janeiro. Tudo se acelera. Tudo se insinua. Tudo se escancara.

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CIDADES

BINHO DO QUILOMBO: LEGADO SERÁ ETERNIZADO EM ASSOCIAÇÃO QUE LEVA SEU NOME

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Associação Binho do Quilombo
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Por Romário do Santos no Imprensa Bahia – As atividades da A.B.Q – Associação Cultural Desportiva e Social Binho do Quilombo, surge como o propósito de trabalhar em prol do resgate das crianças e adolescentes que vivem na comunidade Quilombola bem como nas comunidades vizinhas.

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IDEAIS

Tendo como principal foco resgatar a Cultura de Matriz Africana, fazendo a ponte de ligação entre as ações de políticas públicas, salvaguardando as características e a história do povo negro, através da preservação das memórias, tradições, inserção e manutenção da cidadania de todos os descendentes e da comunidade Quilombola, incluindo os temas relativos às atividades,  afro religiosa um verdadeiro legado para a formação da cultura e diversidade nacional.

INCLUSÃO

Dentro do projeto e temática educacional proposta pelos membros da diretoria da A.B.Q, o esporte será utilizado como ferramenta de inclusão social, um importante agente transformador. Proporcionando às crianças, jovens e adolescentes a oportunidade de que através das atividades e  práticas esportivas haja a inclusão e acesso  à socialização preparando todos para enfrentarem os desafios da vida em sociedade.

Legado

A trajetória de vida, dedicação e sonho do líder Quilombola Gabriel Silva – Binho de Palmares, jamais será esquecida pela comunidade, bem como por todos os que trabalham em prol da manutenção das tradições e a busca pela dignidade do povo de matiz africana.

As autoridades de segurança pública, apesar de ter anunciado a prisão  de um dos autores da execução de Binho de Palmares, continuam devendo a completa elucidação das motivações de tamanha crueldade, e no término do processo investigativo que apareçam todos os culpados de participarem da atrocidade  que vitimou o líder Quilombola, é o que esperam os amigos e familiares, brutalmente privados do convício diário com eterno Binho de Palmares.

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